8.2.07

Sobre o Aborto, por Diógenes, o maltrapilho


Aceitar a interrupção voluntária de uma gravidez adquirida voluntariamente = aceitar o suicídio por influência externa ou a auto-mutilação

Aceitar a interrupção da vida= aceitar a morte voluntária

Falhar uma sistema de contracepção=aceitar a fragilidade de um sistema de contracepção

Responsabilizar a vida humana intra-uterina pelo fracasso da contracepção= culpar a vida intra-uterina

Votar Não mas defender a despenalização da Mulher que abortou, do pai ou de quem a levou a tal = desresponsabilizar a Mulher que abortou e os co-autores

Desresponsabilizar a Mulher que abortou e os co-autores= abdicar da defesa da vida humana intra-uterina

Sujeitar-se a um referendo que contraria o princípio da vida= aceitar que a Constituição não se baseia no princípio da protecção da vida

Votar num referendo que sujeita a vida humana intra-uterina à pena de morte= legitimar a pena de morte

Legitimar a pena de morte= substituir-se à Criação

Votar no Referendo= sujeitar o direito à vida e à liberdade a uma maioria aritmética de opiniões expressas num determinado dia

Sujeitar o direito à liberdade e à vida, a uma contagem de aspectos= perder o direito à vida e à liberdade

Responsabilizar a Mulher que adquiriu voluntariamente a vida intra-uterina= dar-lhe a possibilidade de invocar várias causas de exclusão dessa responsabilidade

Dar a possibilidade de exclusão da responsabilidade, antes ou depois do Aborto = admitir a escolha entre a vida da Mulher e a vida intra-uterina

Escolher entre duas vidas = salvar, no mínimo, uma vida, em vez de perder duas

Salvar uma vida em vez de perder duas = salvaguardar o valor da vida, no mínimo

Salvaguardar a vida no mínimo = salvar o mínimo existente em duas vidas

Salvar o mínimo existente em duas vidas = o mínimo físico do feto é um máximo vital, conseguido em milhões de anos

Consagrar o princípio da vida acima de tudo= estabelecer um principio de apreciação do início de uma vida

Estabelecer um principio de apreciação do início da vida= libertar esta apreciação da arbitrariedade dos indivíduos

Libertar da arbitrariedade dos indivíduos = estabelecer um canal de comunicação entre os indivíduos

Estabelecer um canal de comunicação entre os indivíduos = criar uma realidade comum, supra-individual

Criar uma realidade supra-individual, a par da realidade individual = estabelecer um género ao qual pertence o indivíduo

Estabelecer um género, a par das espécies = permitir a existência concreta das espécies em vez de um número infinito de géneros

Impedir um número infinito de géneros = permitir um número infinito de espécies concretas

Gozar com o Marcelo Rebêllo de Sousa = introduzir um saudável riso num referendo ofensivo dos princípios da paz social

Combater um Referendo ofensivo = valorizar indivíduos como Marcelo Rebêllo de Sousa que, heroicamente, e com perdas pessoais, conseguiu, uma vez, evitar o resultado de um referendo ofensivo

Propôr uma desresponsabilização penal, caso o referendo não venha a ter um resultado ofensivo = considerar o resultado não-ofensivo tão válido como um resultado ofensivo

Considerar ambos os resultados aceitáveis= não ter opinião sobre a vida

Não ter opinião sobre a vida= não defender o princípio da vida

Defender o princípio da vida= votar não e não se conformar com o resultado do referendo

Não se conformar com o resultado do referendo = participar nele exclusivamente como oportunidade de exposição dos malefícios de um referendo sobre a vida humana

Oportunidade da exposição dos malefícios = criação de um discurso de resistência

Criação de um discurso de resistência= fortalecer o princípio da Vida Humana




Não sejamos OTÁRIOS

Não sejamos OTÁRIOS - O movimento para o referendo no Blogue das Causas

Então para que serve a OTA ? É apenas uma réplica do PNPOT errado, do país em que fecham as maternidades, em que encerram as escolas do interior, em que trancam as aldeias, inviabilizam a agricultura de qualidade, poem a monocultuta do eucalitpto e atiram para o litoral a população que sobejar depois do IVG.
Basta! Referendo sobre a OTA.

6.2.07

Um post para a história!

Caveant Consules * em BLOGUE DAS CAUSAS
Por "Pereira de Oliveira"
24 de Janeiro 2007

*Caveant Consules era a mensagem que em Roma o Senado enviava aos Consules quando havia perigo para a cidade. A mensagem era constituída pelas duas primeiras palavras de: Caveant Consules ne quid respublica detrimenti capiat que sigifnicava: Que os Consules velem a fim de que a República não sofra dano.

4.2.07

Não é nada comigo, por Pedro Cem

Primeiro vieram retirar o feto do ventre da mãe...mas eu não sou feto, não é nada comigo. Depois vieram ajudar o doente terminal a morrer. Mas eu não sou doente terminal, não é nada comigo. Depois vieram dizer que o sexo com crianças é uma coisa relativa porque há crianças que são prostitutos e sabem mais que um adulto, além de que isso de ser criança é muito relativo. Mas eu, as minhas crianças, sei muito bem onde elas estão, portanto não é comigo. Depois vieram referendar a existência de Portugal, mas eu até trabalho para uma multinacional, sei muito bem o que quero e isso agora é tudo muito relativo, aprendam a viver num mundo instável, não é nada comigo. Depois vieram transformar todos os Empregos em empregos precários mas eu tenho uma Poupança-reforma num off-shore e invisto em títulos sólidos há muito tempo, por isso não é nada comigo. Depois vieram-me dizer que a minha mulher dorme com outros de vez em quando mas eu também o faço e sabe-me muito bem que não saibam, ou que saibam quanto baste porque não sou nenhum maricas e o importante é que se mantenha a minha família que está em árvore genealógica há muito tempo, portanto não é nada comigo. É certo que até me excito com aqueles jovens todos nus uns em cima dos outros e me já deu para me meter lá dentro, no Verão passado, mas eu não sou nenhum bissexual, sou apenas uma mente aberta, por isso não é nada comigo. Parece agora que me disseram que vem uma avião de passageiros em direcção ao meu gabinete de luxo no último andar, com vista para o Oceano e a empresa a quem tínhamos contratado a manutenção das saídas de emergência, em outsourcing, está incontactável, mas eu tenho a melhor empresa de segurança privada, e hoje não fui ao emprego, portanto não é nada comigo. Olá! Agora parece que por isto do aquecimento global, um pássaro dum bando tresmalhado que já não anda pelos mesmos caminhos de migração que percorriam desde a última glaciação, meteu-se num dos reactores do avião onde eu ia fazer umas férias e o piloto está para ali a dizer que vamos ter de fazer uma aterragem de emergência. Sei que estamos a meio do oceano Atlântico... mas nao é nada comigo...

IVG O Referendo Doentio

Eu voto não, sem ressentimentos para com os sins. Tal como posto no terreno o referendo doentio, as decisões resultam muito de experiências de vida. A minha previsão é evidente. Com mais e melhor campanha, o não ganharia. Seria melhor se insistisse mais na coesão social e não tanto na moral. A coesão social não é susceptível de hipocrisia. A deficiência resulta da ausência de líderes naturais do não, que tem muito mais bases mas muito menos quadros que o sim. A abstenção será inferior a 50% desta vez. O sim ganhará com escassa margem. O aborto clandestino continuará. As causas fracturantes servem o poder estabelecido. O cristianismo e os humanistas aliados perdem uma batalha mas não perdem a guerra. Passemos à seguinte.

NOTICIAS
Referendo: «sim» continua à frente, mas a perder terreno
A apenas uma semana do referendo sobre a despenalização do aborto, o «sim» continua à frente, mas a perder terreno para o «não», que já recolhe 43,7% das intenções de voto.

O «não» encontra-se a 7,6 pontos percentuais do «sim», com 51,3%, revela uma sondagem hoje divulgada pelo Correio da Manhã.

De acordo com a sondagem CM/Aximage, realizada entre 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro, a campanha dos defensores do «não» tem sido a mais eficaz, já que no espaço de duas semanas as intenções de voto no «não» subiram 13,9 pontos percentuais, ao passar de 29,8% para 43,7%.

O «sim», por outro lado, desce pela quarta vez consecutiva. Enquanto em Dezembro não deixava margem para dúvidas, ao conquistar 64,1% das intenções de voto, dois meses depois, o «sim» caiu para os 51,3%.

Além de perder adeptos para o «não» e para a abstenção, o «sim» parece não estar a convencer os indecisos. Isto porque mesmo com uma redução de 9,6 pontos percentuais no número de indecisos (cinco%), o «sim» não parou de cair nas intenções de voto.

Aliás, 47,6% dos indecisos revelou que está com tendência para votar mais no «não», contra 26,8% que diz estar mais voltado para o «sim». Mesmo assim, com a distribuição de indecisos, o «sim» manter-se-ia de qualquer forma na liderança dos resultados com 53,3%, enquanto o «não» atingiria os 46,7%.

Enquanto os indecisos são cada vez menos, os abstencionistas não param de aumentar, apesar de defendores do «sim» e do «não» unirem esforços na luta contra a abstenção. Segundo a consulta popular, a abstenção já atinge os 47,7%, uma subida de 2,7 pontos percentuais em relação à sondagem de 19 de Janeiro.

O eleitorado do CDS-PP é o que apresenta a maior percentagem de abstencionistas: 43,3%, enquanto o eleitorado do PS, partido que assumiu uma posição oficial a favor da despenalização e que participa activamente na campanha pelo «sim», surge em segundo lugar, com 30,6%.

Embora a maioria dos católicos praticantes, 57,4%, tencione votar «não» no referendo de 11 de Fevereiro, segundo a sondagem há um largo número que pretende votar «sim»: 35,6%. Os católicos abstencionistas ascendem a 41,9%.

Nas intenções de voto, as mulheres dividem-se entre o «sim» e o «não», sendo aliás a percentagem de abstenção mais elevada nas mulheres (48,1%) do que nos homens (47,2%.

Das mulheres inquiridas, 48,6% afirmou que irá votar «sim» no dia 11 de Fevereiro, enquanto 43,6% vai votar «não». Já para os mais jovens, não há qualquer dúvida: 64,1% dos inquiridos com idades entre os 18 e os 29 anos respondeu que irá votar «sim», contra apenas 35,9% que disse votar «não».

A sondagem da Aximage para o Correio da Manhã foi realizada por telefone numa amostra de 601 recenseados entre os dias 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro de 2007, contando com uma margem de erro máximo de 0,020 pontos.

www.regicidio.org

O Centenário do Regicídio tem já website, com inauguração prevista para 2 de Abril. O site irá servir de Ponto de Encontro e Centro de Informação para todos quantos desejam associar-se às homenagens do dia 1 de Fevereiro de 2008.
O site irá publicar actualizações com regularidade, relevantes para o público em geral, mas também para todas as Reais Associações do País.
O Link: www.regicidio.org
Guardem o site nos vossos Favoritos e divulguem-no. Os preparativos para o Centenário começam agora, com um ano the antecedência!

O website deve-se a Luís Guerreiro! PArabéns Luís

3.2.07

Michael Bakunin

No Duas Cidades, irei colocando excertos do livro a sair ANIMAIS POlÍTICOS: DOS MEGALITOS AOS ASTRONAUTAS, resultante da antologia de artigos de Eric Voegelin e meus. Adiante se explicará mais. Começo por Bakunin.

Na existência de Michael Bakunin (1814-1876) tornam-se visíveis profundidades de Satanismo e o niilismo que estão cobertos por restos da ordem tradicional e por véus de utopias na vida e obra de outras grandes figuras da crise ocidental. Os Pré-positivistas do século XVIII quiseram destruir as civilizações históricas mas essa vontade à destruição ficou soterrada debaixo do programa de uma civilização utilitária mundial do bem-estar. Comte quis extirpar da civilização ocidental a cristandade e a metafísica; mas a vontade de destruição ficou soterrada debaixo do programa do cientismo e sua expansão mundial. No caso de Bakunin, os andaimes tradicionalistas ou futuristas são consumidos pela paixão de destruição: o passado deve ser destruído até às raízes, e o futuro não deve sequer ser imaginado por homens maculados pelo passado. A destruição é o trabalho de uma geração de sacrifício entre duas idades; os revolucionários só podem destruir; a edificação "de um mundo novo e glorioso em que todas as dissonâncias actuais serão dissolvidas na unidade harmoniosa" fica para os que virão depois de nós. Com Bakunin existência destrutiva do revolucionário aparece desnuda.

2.2.07

Morte ao comum dos Comunismos, por Pedro Cem

Aprendi em tempos as virtudes do Comunismo. Os seus ideais. A inutilidade de Ter. A sua imitação dos primeiros cristãos primitivos, a imitação da tribo que fomos durante milhares de anos, quando não havia nem Cristo, nem Buda. Depois percebi como a Violência, na Natureza, vem pintada de belas côres. Não aprendi nada de novo. Desaprendi apenas e, lavado, não encontrei roupa nova para substitutir a velha. Como as tribos dos reinos Hausa e Yoruba, depois de exterminadas pelo holocausto da escravatura negreira, não me restou senão fugir para a floresta e cobrir-me com ramos e folhas. Euhp!
Agora foi-nos imposto discutirmos a Vida. Num Mundo que queimámos e secámos, os mesmos que o fizeram impõem-nos agora regras milimétricas para segurar o pouco de frescor que o Mundo tem: a Ecologia. Depois de nos drogarem com tabaco, de exterminarem 60 milhões de boxers chineses que, em 5000 de História, nem imaginavam o que era fumar, podemos ser reduzidos à miséria por ser apanhados a fumar. Arghh! Depois de nos tirarem das nossas terras e dos nossos mares, de nos pôrem a viver numa colmeia humana e darem-nos um carro potente, temos que comprar um carro ainda mais potente e arriscar mais ainda a vida, diariamente, numa corrida de automóveis só para nos podermos alimentar.
Impõem-nos uma discussão sobre o direito à vida. É justo desencadear Guerras civis entre gente de outro sentir, onde morrem milhares só porque entendemos que as Mulheres deles estão oprimidas? É justo levar a Democracia e a Liberdade a outra gente que vê as coisas ao seu modo, desde há milhares de anos, e impô-lo à custa de milhares de mortos? É justo certificar a declaração de um indivíduo adulto que exige que lhe forneçam os meios para morrer? É justo impôr a relação sexual como elemento obrigatório da vida e, depois, relativizar quando começa a idade de ter sexo e de que tipo de sexo se trata?
A vida pode nascer numa proveta. Os cientistas que não se importaram de dotar o Mundo com armas nucleares capazes de destruir várias vezes a Terra, de criar fábricas que fazem desaparecer, em meses, animais que existiam na Terra há milhões de anos, que nos enchem de cancros e doenças incuráveis e que podem agora sintetizar num Laboratório formas de vida, são eles que dizem o que é ou não é vida humana.
Juntam-se uns cidadãos. Gritam e dizem que eles têm o direito de dizer quando começa a Vida e, amanhã, quando termina. Formam um Partido, vão a eleições, a sondagens, a Juristas, legitimam-se para fazer Leis e prendem a atenção dos nossos sentidos cansados, onde antes a Noite impunha o silêncio e decretava o sossego. É este o milagre e a maravilha! A Noite se faz dia!
Por causa de uma minoria de mulheres que tiveram de passar pelo sofrimento do Aborto, a esmagadora maioria das mulheres e das crianças que um dia serão mulheres ou companheiros dessas mulheres, são obrigadas à possibilidade de praticarem a destruição de uma possível forma de Vida Humana! A humanidade já não defende a Vida? A Vida abandonará a Humanidade. Irmão lôbo, que me acompanhaste pelo deserto e pela savana, em milhares de anos: por favor protege a minha tribo.
Por causa de pessoas que passaram pelo sofrimento de serem infelizes, a esmagadora maioria da Humanidade que procurou a sua forma de ser feliz, em simbiose com as outras criaturas da Natureza que a rodeavam, com os Mares e nas Terras em que se encontravam, têm de passar pelas mesma infelicidade de alguns e, por meio da Guerra, do deserto e das bombas, têm de ser livres à força! Por causa do horrível sofrimento de nossos irmãos que sofrem doenças incuráveis do corpo e do espírito, a esmagadora maioria da Humanidade tem de passar pela mesma dor, porque assim é ser livre, assim, é partilhar democraticamente as riquezas que uns têm, com aqueles que não têm, assim é ser Moderno, assim é Belo e obrigatório!
Quem discute a Vida admite que da discussão pode sair o direito a impôr a pena de morte esquecendo-se que o dom de discutir foi-lhe dado pelo dom da vida. Um feto vale menos que um cão, um pai biológico pode não ser pai, uma mãe hospedeira é apenas um armário. Admirável mundo Novo! O Dia se fez Noite!
Senhores, eu que sofro até à loucura, que não distingo a mão Direita da Esquerda, que já nem sei o meu nome, que tenho a Vida por um fio e que, se morrer agora, ninguém se lembrará de mim, não posso acreditar no vosso Paraíso. Porque o Sol se parece levantar todos os dias, sempre das mesmas maneiras, não reconheço à vossa vontade o direito de decidirem por todos nós quando e de que modo a vida de um feto, qualquer que ele seja, vai ter de terminar, mesmo que não passe de um verme sem autonomia. De que modo? O modo da Liberdade com que vocês me sujeitaram às mais bárbaras brutalidades no Passado, porque assim quisestes e assim vos apeteceu.
Com a voz que me resta, pobre bêbedo andrajoso grito o que sei: Morte ao Truísmo! Morte ao ismo! Morte ao Comum dos Comunismos!
E pego fogo a mim próprio, transformo-me em facho a arder na noite escura como o rato que vocês, miseráveis sádicos, regavam de gasolina quando eram pequenos e incendiavam pela lezíria abaixo!

31.1.07

Não percebo tanta confusão!


Não sei porque fazem tanta confusão sobre as origens da bandeira da República. Basta pensar na bandeira italiana, verde, vermelha da Carbonaria ( não confundir com a pizza) a ladear o branco tradicional dos estados papais. Também a Portuguesa veio directamente dos Centros Carbonários como a ilustração mostra

O 31 de Janeiro



Segue excerto de discurso na AR do grande Henrique Barrilaro Ruas:sunny:

II Legislatura - 1981-02-03

Como não lembrar que os ideólogos do 31 de Janeiro se batiam (na esteira de alguns vintistas e, sobretudo, de Félix Henriques Nogueira) pelo mais declarado iberismo?
Esse iberismo, no entanto, nascia -para esses homens- da mesma fonte que o patriotismo. As reminiscências clássicas e o culto romântico pelas estruturas tradicionais levavam os investigadores da Portugália à afirmação de valores comunitários que antecediam a zona histórica em que as fronteiras se tinham fixado dentro da Península e as dinastias nacionais começaram a desempenhar o seu papel de símbolos. Assim, o patriotismo dos revolucionários do 31 de Janeiro fazia curto-circuito: porque, sobrevoando séculos e milénios, reunia num só amor essas antiquíssimas raízes e o sentido imperial da Lusitânia desembarcada em África. Não nos escandalizemos ao ver boa gente portuguesa -daquela que a história de sete ou oito séculos ensinara a ser portuguesa - estremecer de horror diante da miragem do federalismo ibérico, que fazia as delícias (e o martírio) de um Antero de Quental, de um Oliveira Martins, de um Teófilo Braga, de um Basílio Teles, de um Anselmo Braamcamp Freire.
E houve momentos em que o conflito dos dois patriotismos - o que se revia na Restauração do 1.º de Dezembro, e o que a repudiava - se tornou sangrento e fratricida. Sucessivamente, o 31 de Janeiro de 1891, o 1.º de Fevereiro de 1908 e o 5 de Outubro e 1910 provaram a força das ideias e que essas ideias, quando se transformam em ideologias, são inimigas das pátrias e dos homens.

30.1.07

new Russian military doctrine

Ilya Platov responds to the questions of Harry Papasotiriou and Tom
Hashimoto (29 January), regarding the new Russian military doctrine:

1) In the communication of General Gareev, China is mentioned only
once, in a positive context--together with NATO, the European Union and
India, it is considered to be an essential pillar of the multipolar world
Russia is calling for.

2) North Korea is mentioned only once, again in a positive context: the
General considers that poverty is not the only cause of terrorism, and
uses the example of North Korea, which is a poor country without
terrorism. (Terrorism for Russia is always terrorism against the State.
The term “rogue state” is not a part of the Russian political vocabulary.)
Training the North Korean military is a different issue. I have no
information about this; if it were true, it would not be in the Russian
government's interest to disclose it. In my opinion, however, Russia does
not want a nuclear power near its borders. It is therefore unlikely it
would assist NK with its nuclear program.

3) It is not currently “politically correct” to consider China a
“threat” (that country recently celebrated a “year of Russia”). The
Russian military reacted in a contradictory fashion to the Chinese
satellite destruction. Profitable military and energy contracts, support
for an anti-NATO strategy in the South (Iran and the Caucasus) make China
an indispensable ally for Russia. Again, it is Russia’s strategy in the
“Near Abroad” that dictates the choice of “external” allies. China is not
viewed as a rival in this region. We can predict that in the future,
provided that Russia’s relations with the EU will go sour because of
Ukraine or Georgia, Russia will seek compensation in an “eastern
alliance," something that “Eurasianist” ideologists are currently
advocating (historically, failure in the West invariably pushed Russia to
explore the possibility of eastern expansion--Central Asia after the
Crimean War in the 1860s, Far Eastern policy prior to Russian-Japanese
War).

Outra vez os petro dollars, estúpido! Agora o Kuwait


Kuwait May Abandon Dollar Peg to Protect its Economy

By Will McSheehy

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601170&sid=apKr7Xk5pmHs&refer=home

Jan. 24 (Bloomberg) -- Kuwait, the third-largest Arab oil producer, may abandon the dinar's peg against the dollar in favor of a basket of currencies to help minimize economic harm after the dollar declined.

``We might go to a basket for an interim period,'' Bader al- Humaidhi, Kuwait's finance minister, told reporters today at the World Economic Forum in Davos, Switzerland. ``The dollar fell a lot against the euro last year, but if we'd been linked to a basket we wouldn't have suffered'' as much.

Al-Humaidhi declined to comment on which currencies might be in the basket. A switch from the dollar is being studied by Kuwait's central bank, he said. The Kuwaiti dinar rose to 0.28915 against the dollar as of 4 p.m. in London, from 0.28920 yesterday, according to Bloomberg data.

Dollar reserves are being replaced with euros by oil producers, including the United Arab Emirates and Venezuela. China, which has the world's largest foreign-exchange reserves, and Indonesia say they plan to increase euro reserves and Iran says it's boosting oil sales priced in euros.

The dollar has declined 5.2 percent against the euro in the past 12 months. The currency traded at $1.2955 against the euro at 12:47 p.m. in New York from $1.3026 yesterday, when it reached a two-week high of $1.3044.

29.1.07

Doutrina Militar Russa - Revisão de Janeiro de 2007


Do meu colega WAis Ilya Platov recebi o seguinte:
The new Russian military doctrine presented on January 20th 2007 by General Gareev. The purpose of the new doctrine, elaborated under the auspices of the Russian General Staff and under the supervision of the President's Security Council, is to supersede the already existing "new" doctrine presented in 2000. What justifies such a change seven years later? Two issues are of interest: a) the definition of the most important threats to Russia from the outside, and b) military reform. The latter issue will be of a particular concern for Russian society, where the current draft system inherited from the USSR is considered to be corrupt, ineffective, and threatening to the lives of new recruits.

General Gareev justified the necessity for a new doctrine by announcing significant shifts in the "geopolitical and military-political sphere." He stated that some points of the previous doctrine are outdated and do not reflect Russia's new geopolitical situation. From an international relations standpoint, the fact of a new doctrine is part of a more general trend towards a "clarification" of Russia's positioning on the global arena. Priorities are much more clearly defined, as well as its main priorities and targets.

1) About the exact nature of "menaces," the doctrine is purposefully vague. Gen. Gareev made reference not only to direct military threats, but also to "covert" political, military and economic "threats," putting on the same level the collapse of the USSR and Yugoslavia, and recent "revolutions" in Georgia, Ukraine, and Kyrgyzstan, sponsored according to him by NATO and the US. Russia clearly wants to send an unambiguous message to the West to stay out of the "Near Abroad," considered as the main geopolitical priority, hence the necessity to keep a large army capable to protect an extended border.

2) At the same time, Gen. Gareev considers that the future war will be a "partisan" war, and not a "global conflict" with a great power. Internal security threats ("terrorism and separatism"), an avowed priority, are directly linked to the situation in the former Soviet republics. While their relative autonomy in the foreign policy domain is tolerated, any attempt to go to the "enemy side" provokes a very harsh reaction (i.e. deployment of NATO troops in Crimea, Georgia, etc.).

3) Concerning nuclear power, Russia needs to continue to develop its nuclear arsenal, as the possibility of global conflict is not excluded (NATO? China?). "Wars of the future will necessitate conventional, high-precision weapons, under a permanently maintained threat of using nuclear weapons."

The doctrine is pragmatic in inspiration: it discards "ideological issues" in favour of a 19th century-style realpolitik (this is my own impression). The NATO and US are not considered as ideological rivals, but competitors with whom it is possible to cooperate in selected fields (like anti-terrorism).

Perhaps the most interesting point is a renewed emphasis on energy issues, considered to be the main source of coming global conflicts in the next 10-15 years (very likely according to Gareev). Russia's main strength seems to be its energy resources. He pointed to the USA as the main source of such a threat, using Iraq as an example of a predatory quest for energy resources; he also mentioned the likelihood of "political and economic rivalries" arising from this competition. The general restated Russia's commitment to multilateralism, and estimated that the "USA is no longer able to carry the burden of global leadership," and that Russia is called to play the role of "geopolitical referee".

Concerning the much-needed reform of the Russian military, the doctrine states the following:

1) An assessment of the "critical" situation of the current system of obligatory military service: "the army […] is incapable of supplying young military men".

2) The new doctrine does not intend to eliminate obligatory military service, but to create a mixed system with a professional core supplemented by a draft army. The obligatory military service will be reduced from 2 to 1 year, and eventually to 6-8 months. While this does not solve Russia's problems, it will certainly reduce casualties due to mistreatment (usually carried on by second-year servicemen on the new recruits). According to Gen. Gareev estimates, the new system will be put in place within 5-6 years.

It is difficult to appreciate at this moment the reaction of the Russian public to the new doctrine. Media close to Putin underplay the "hostile" element of the doctrine, stressing that US and Russia are "partners" in the war against terror. The main concern will however be the issues of the reform of the military. Some observers consider that the doctrine advanced by Gareev artificially boosts the importance of "global threats" in order to justify the maintenance of a large Soviet-style army.

28.1.07

Sorte, por Pedro Cem

Quando era pequeno, três amigos fomos nadar para uma velha salina, em Darque, Viana do Castelo. Um de nós quase morreu afogado. Lutámos durante muito tempo para que ele viesse ao de cima. Um lutou mais do que eu e arrastou-se para a margem, desistindo. Por fim ele emergiu das águas, pobre moço franzino e feio, filho das ervas, que não conhecera nem o pai, nem a mãe e nadou como um desesperado os poucos metros que o separavam da margem. Caímos exaustos os três na margem, ninguém nos ouviria se gritássemos, ali ficámos a tremer, em silêncio, a chorar, os três.
Eu vi Saddam Hussein morrer. Um morte assim faria de Hitler, ou de Estaline, ou de Mao Zedong, justos. Sim. E começaria a fazê-los justos uma hora antes. O mistério da Morte reduz-nos a todos, como uma descoberta milenar, à condição da verdade. Os Guerreiros que viveram a experiência da Morte sabem isto muito bem. Mas nós, como loucos de Sodoma continuamos a bailar e dançar. Pior, continuamos a pensar, julgando que descobriremos a chave do Mundo. Entrei hoje na Igreja e S. Paulo falava. As profecias são parciais, o conhecimento é como uma imagem obscura no espelho. Só o Amor, que se não impacienta, que tudo suporta, que não tem rancôr, nem orgulho, que não tem interesse, permanecerá. O amor do Padre Pierre que teve a sorte de ser reconhecido, o amor talvez do Ayatollah Sistani que evitou uma Guerra ainda maior, sim e até o "amor" de Bill Clinton por Monica Levinsky. Prefiro um rapazola, que ainda tem devaneios eróticos, a mandar em mim que uma data de revolucionários moralistas. Quero lá saber da Democracia e da Justiça. Se ela não tem Amor, de nada serve.
Gosto do meu Povo de tristes, que não acertam, que não reagem, que não atinjem. Sei que quase todos, em pensamento, meteram a cabeça na corda de Saddam Hussein para que nenhuma corda pudesse enforcar um milhão de cabeças e arrebentasse. Sei que o meu Povo ouve os que defendem o Sim e os que defendem o Não em relação ao Aborto porque tentam, no fim, julgar com o coração. Uns ouvem mais os casos das mulheres que arriscam a vida para abortar, outros sabem que o Amor não existiria sem se tornar na coisa amada, por mais pequenina, por mais semente que fosse essa coisa. E sei que muitos continuarão a pensar, a pensar, só para ouvirem bem o bater do coração. Gosto do meu povo que se põe do lado do Sargento Luís Gomes que se apaixonou por uma coisa pequenina, e sei que o meu Povo ama a mãe, a brasileira Aidida e que gosta também do pai Baltazar. E sei que ouve os juristas e os especialistas para ouvir bem, muito bem, onde bate o coração. Sei que o meu Povo não toma partido para vencer o partido contrário. Toma partido, para, na sua humildade e pobreza de espírito, puder contribuir para uma boa solução. Benditos sejam os pobres de espírito porque deles é o Reino dos Céus. Que sorte que tenho de ter nascido neste Povo, ou em outro qualquer. Maria de Fátima, a jovem desempregada que morreu sozinha em Braga e que estava grávida, não chegou a dar à luz. Foi encontrada vinte dias depois, em estado de decomposição com um envelope com bastante dinheiro ao lado e o telemóvel a carregar. Maria de Fátima não deu à luz, talvez se tivesse suicidado quando o seu ucraniano partiu deixando-lhe apenas o dinheiro. Mas nós, mesmos tristes e desgraçados, ouviremos aquele telemóvel, mesmo sem ter dinheiro para comprar um. Porque não estamos sózinhos, desde o ventre das nossas mães. Que Sorte que temos em ter Esperança, Boa-Esperança.

Dia 28 de Janeiro - S. Tomás de Aquino






Fresco de Fra Angelico

Reproduzo aqui um fragmento do estudo de Eric Voegelin sobre o "intellectus bovinus" como lhe chamaram. (Tradução a publicar em breve nos Estudos de Ideias Políticas)

A obra de Tomás de Aquino (1225-1274) absorveu-o literalmente - morreu exausto antes de perfazer 50 anos - e absorveu-o existencialmente porque foi a expressão de uma vida ao serviço da investigação e ordenamento dos problemas da sua época. Afirmar que foi um grande pensador sistemático é uma meia-verdade. Sabia aplicar a sua mente imperial à multiplicidade de assuntos que o atraíam e distinguia-se por ter uma personalidade rica em sensibilidade, magnanimidade, energia intelectual e espírito sublime. A exclusiva vontade de ordenamento poderia produzir um sistema que fosse mais notável pela coerência do que pela captação da realidade. A grande receptividade poderia ter originado uma enciclopédia. Mas as duas faculdades combinaram-se num sistema que assinala o impulso dinâmico de Deus para o mundo através da causalidade criadora, e do mundo para Deus através do desiderium naturale:

A origem desta combinação deve-se ao sentimento que fez de Tomás um santo: a experiência da identidade entre a verdade de Deus e a realidade do mundo.

"A ordem das coisas na verdade é a ordem das coisas no ser". Esta frase da Summa Contra Gentiles significa que o intelecto divino está impresso na estrutura do mundo; que a descrição ordenada do mundo resultará num sistema que descreve a verdade de Deus: que cada ser tem a sua razão e sentido na hierarquia da criação divina; que cumpre a finalidade da existência ordenando-se ao fim último que é Deus.

A frase também se aplica ao homem individual. Ontologicamente, o intelecto humano veicula a marca do intelecto divino. Metodologicamente, o uso do intelecto revela a verdade de Deus manifesta no mundo. Praticamente, a tarefa do pensamento significa a orientação da mente para Deus.

Na história do pensamento político, Tomás de Aquino divide duas eras: os seus poderes de harmonização foram capazes de criar um sistema espiritual que absorveu os conteúdos do mundo em transição: o povo revolucionário, o príncipe natural e o intelectual independente. O seu sistema é medieval enquanto manifestação do espiritualismo cristão: é moderno porque expressa as forças que vão determinar a história política do Ocidente até aos nossos dias - o povo organizado com constituição, a sociedade comercial burguesa, espiritualismo da Reforma e o intelectualismo da ciência. Alcançou esta espantosa concentração do passado e do futuro mediante o milagre da sua personalidade. Absorveu e manteve em equilíbrio sentimentos muito distintos. Tinha algo da receptividade de Frederico II às forças da época, mas ultrapassa-o em espiritualidade. Realça o individualismo de carácter de João de Salisbury pelo personalismo espiritual cristão; o seu humanismo digere Aristóteles e cria o estudo das instituições israelitas; o individualismo espiritual de S. Francisco aparece ainda mais radical no espiritualismo de Tomás; o populismo franciscano é continuado pela evocação da comunidade do homens politicamente livres enquanto a limitação de Cristo aos pobres é ultrapassado pelo reconhecimento das funções do príncipe; a consciência secular de Fiora é traduzida nas ideias da expansão da Igreja no mundo. O horizonte estreito da irmandade monástica é alargado à visão imperial de um mundo de comunidades perfeitas cristãs; o intelectualismo de Sigério é equilibrado por uma orientação mas com uma espiritualidade igualmente forte.

Através destes equilíbrios, Tomás de Aquino tornou-se figura única que pôde dar voz à Cristandade medieval imperial na linguagem do Ocidente moderno. Ninguém como ele poderia ter representado no estilo grandioso o homem ocidental espiritual e intelectualmente amadurecido.

26.1.07

Avé Pierre! par Pedro Cem


Je ne sais pas si l'Abbé Pierre est allé pour le ciel. Tout le monde le dirait puisqu'il était déjá une éspèce de Saint avant qu'il était mort.
Je crois qu'il n'est pas allé pour le ciel. Parce qu'il était un de ceux qui croyait que Jésus est venu habiter entre nous, juste comme l'invité des pélérins d'Émmaus. Il l'a fait quand il s'est joint à la Résistance pendant l'invasion de la France par les Allemands. Il l'a fait quand il a soulevé tout le pays, au début des années cinquante, pendant un Hiver éxcessivement froid qui à gélé à mort un bébé d'une famille pauvre. Aujourd'hui les scandales et les tragédies sont fort plus singulières. C'est le froid des Hommes et pas le frère Hiver, qui tue. l'Abbé Pierre disait simplement que son amour pour le Christ l'empêchait de satisfaire ses besoins affectifs charnels avec une femme, par moyen d'un marriage, ou une relation durable avec une femme mais, pourtant, parfois il l'a fait. Il croyait q'un homme pourrait aimer un autre homme, ou une femme, une autre femme, aussi de cette façon-là. Il a eu un prêtre comme sécretaire pendant beaucoup d'années, de cette singularité affective et il l'a compris. Ils on passé le froid, la misère, la méfiance, chaqu'un vivant l'écharde dans sa chair, en se préoccupant plus des affaires journaliers des pauvres et des misérables. Il s'est mis du côtè de Garaudy, le philosophe de l'Humanisme communiste quand il s'est converti à l'Islamisme et traduit en Justice pour contester la doctrine officielle de l'Holocauste. Il s'est mis du côté des syndicalistes radicaux quand il a cru que c'était le chemin de la vérité et il les a fustigé aussi quand il a cru que c'était encore cette fois-ci, le chemin de la Vérité.
Il a été charnel, sec, tenace, déséspéré, révolté, humain, amusé, en colère, laid et beau comme un viel chêne. C'est pour ça qu'il n'est pas allé pour le ciel. Il est resté en arrière entre les pavés du trottoir que les parisiens de la Commune, arrachaient en rage et jétaient aux soldats, il est resté entre les cailloux des sentiers où les Chouans s'enffuyaient des Républicans de Paris. Il a crié comme un clochard de Paris et vociféré comme um guerrier gaulois nu, se jétant sur les Légions romaines dans une bataille qu'il savait perdue. Avec sa mine de druide, de fou de Dieu, d'anarchiste, de fasciste, de météque, de caillou.
Bénie soit la France de Sainte Jeanne D'Arc qui produit ces animations de la brousse, ces ombres du brouillard de Calais, quand les oiseaux sifflent les mêmes chansons des maquisards et des chouans.
Parce que nous croyons qu'il est vraisemblable que quelqu'Un a souffert et est mort pour nous, en se faisant chair, et poussière et pavé du trottoir, caillou du sol, par que notre vie ne fut pas en vain.

Davos, 25 de Janeiro de 2007, por Joseh Nye

Davos Day 2: The Term "War on Terrorism"

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With 800 CEOs, two dozen heads of state, and topics ranging from global poverty to Web 2.0, Davos is impossible to describe. Like the blind men touching the elephant, each participant feels a different part of the beast. My favorite touch for the day went as follows: In a plenary session on terrorism, I asked David Cameron, head of Britain's Conservative Party, whether he agreed with the British Foreign Office position that the term "war on terrorism" was counterproductive because it reinforced the Al Qaeda narrative of being engaged in a holy war. He agreed, and said it would be better to call it a "struggle." Secretary of Homeland Security Michael Chertoff basically ducked the question. (Not long ago, the US State Department had tried to get the White House to stop using the term, but the move was vetoed by President Bush.) Pakistan Prime Minister Shaukat Aziz said not to worry about words because the root causes of terrorism were local deprivation (read: more aid to Pakistan). Gijs de Vries, Counter Terrorism Coordinator for the Council of the European Union, replied that the term "war" not only helped terrorist to recruit, but also led us to justify violating the rights and freedoms that provide the soft power we need to prevail in this struggle. Clearly, where people stood on this question depended on where they sat.

25.1.07

Esnoga 1675 - 2003

Painting of the Amsterdam Esnoga — considered the mother synagogue by the Spanish and Portuguese Jews — by Emanuel de Witte (ab. 1680). The Esnoga in the city of Amsterdam is the oldest continually functioning Sephardic synagogue in the world. It was founded by ex Maranos (Portuguese) Jews in 1675.Ver ARTIGO

Da minha visita a Amesterdão em 2003, trouxe entre outras coisas, uma publicação sobre a Grande Sinagoga ( Esnoga) Portuguesa da cidade, fundada em 1614 e restaurada actualmente no seu esplendor inicial. A publicação em neerlandês contém o serviço religioso judaico completo em língua portuguesa como ainda hoje se pratica entre a comunidade sefardita de que Bento de Espinosa foi um dos mais ilustres filhos.

Aqui deixo só para exemplo dessa lusofonia profunda uma parte dos poema escrito em 1935 por Abraão Alvares Vega (1901-1945) e que ilustra o lusitano, mesmo escorraçado do seu país mas continuando de nação. O poema é ligeiro mas os conteúdos surpreendentes não o são. (A minha tradução do neerlandês não é garantida.)

wij portugezen zijn spanjaarden gewezen
wij voelen ons van adel en zitten hoog in ´t zadel
met veel gewicht beladen wij hebben gravidade

wij portugezen met flegma in ons wezen
wij gaan niet over één nacht ijs, bezien alles voiorsichtig, wijs,
van achteren en van voren; dat noemen wij pachorra

Nós Portugueses apelidam-nos de Espanhóis
Mas sentimos a nossa nobreza e sentamo-nos na sela
Com elevação ; nós temos gravidade

Nós Portugueses somos conhecidos pela fleuma,
Tudo consideramos com cuidado e sabedoria
com previsão e futuro; a isso chamamos pachorra

24.1.07




Gosto desta estampa!
Digam porquê...

Belmiro, por Pedro Cem

Vi a entrevista de Belmiro de Azevedo a Judite de Sousa.
Belmiro tem um discurso cheio de contrastes, de desfeitas, de arestas. Belmiro não brinca em serviço e trabalha como um modêlo. Belmiro não é rico para ser rico mas porque entrou numa competição que lhe deu sentido à vida.
Certamente que Belmiro, se ganhar a OPA da PT, poderá vir a fazer algo de inovador na Indústria Portuguesa. Contudo, tem pela frente o complexo burocrático-lusitano que prefere deixar o Empresário no Norte, na Província, e guardar as Comunicações de Portugal para um conjunto de homens sabidos que, embora gerindo uma empresa privada, se sentem como que proprietários de um privilégio nacional, onde só entram os membros de uma certa élite, onde a Economia se confunde com a política e a política com um certo estilo de vida. Infelizmente, Empresários como Belmiro só existe um. Portugal é demasiado pequeno, havendo só um Belmiro de um lado e o complexo burocrático-lusitano do outro. Belmiro ficará sempre com o valor dos marginalizados, mas também com a etiqueta da deselegância ou da incapacidade estrutural, como uma galinha a querer voar.
Mandaram-lhe Judite de Sousa, uma rapariga de Letras, do Porto, uma mãe valorosa. Ela foi industriada para lhe fazer as perguntas que defendem a prudência, o charme e o veneno do complexo burocrático-lusitano onde o último critério, acaba por ser o bem-estar. A pobre Judite de Sousa até parecia saber de Economia, até parecia saber de Bolsa, até parecia saber de Jornalismo político. Mas Judite de Sousa é também um pilar do complexo burocrático-jornalístico e, de novo, com valor. De charmes queirosianos morre Portugal. E tudo é um Simplesmente Maria, para Adultos.
De Belmiro fica apenas o realismo dum país abandonado a uma luta entre os veludos eróticos de Lisboa e os ódios de morte da Província: "eles fazem como quem pede esmola. Estendem a mão a pedir mais e ninguém lhes deixa nada". " Não vou entregar os pontos ao meu Inimigo". " Pedir não paga imposto", " Só se descobrissem diamantes ou um pôço de petróleo nos edifícios da PT, aquilo se valorizaria mais do que oferecemos", "Os clientes da PT no Brasil, não têm dono", "O Eng. Sócrates é como um Director do Conselho de Administração do Governo. O Primeiro-Ministro vem primeiro e os outros Ministros vêm a seguir", " Existe uma conjuntura feliz entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro". Entre o Engenheiro da Beira Alta e o Empresário do Norte há uma espécie de canto folclórico, antes do rancho girar.