18.12.06
Democracy, by Alain de Benoist
Which nation today is the most democratic and why?
The answer to this question depends of courseon what is meant by “democracy”.Democracy is a regime where political legitimacy depends on popular sovereignty. Sovereignty is something else than consent. The consent of the governed is not sufficient to make it a democracy. In a democracy, people decide by themselves as much as is possible. And the people decideas a people (peuple in French, Volk in German, popolo in Italian), as a whole body producing a general will, not as a simple collection of individuals. Representative democracy is a mix of democracy and liberalism. The principle of representation is a liberal one. It is not without reason that Max Weber said that what is the most liberal in a democracy is also what is the least democratic. Rousseau wrote that, in a representative democracy, the people are sovereign just one day (the day of the vote), while the representatives are sovereign the rest of thetime.Because it is a regime of popular sovereignty, democracy is also a regime which allows all the citizens to be involved in public life, which maximizes the possibility of political participation. For the Greeks, this participation was essential, because the public sphere (governed bypolitics) was the realm of liberty, while private sphere (governed by economy) was the realm of necessity. To be free meant to be able to participate in public life, not the possibility to escape from it. This is exactly the contrary of liberal ideology, which sees political power as a constant threat and the private sphere, so-called civil society, as the place of liberty (and commercial activities) par excellence. However, the principle of democracy is not liberty, but equality--not equality of natural abilities, but political equality, which means that all citizens are equally citizens, holders of the same political abilities. The concept of citizen cannot be understood without its contrary: the non-citizen. “One citizen, one vote” is a democratic rule;“one man, one vote” is not. But democracy cannot be reduced to the vote, which is only a technical means to check the agreement of views between the governed and the governants. Democracy is even less reducible to thei deology of human rights. A decision which contradicts the ideology of human rights can be taken democratically. It will be accepted by the partisans of democracy, but rejected by the partisans of human rights. The prevailing model of democracy is today the liberal model of representative and parliamentary democracy. This model is in crisis in most of the Western countries, where people vote less and less, because they feel that their representatives do not represent them anymore, and they therefore return more and more to the private sphere. This crisis of representation, whose results are the slow transformation of democracy into an oligarchy of the New Class, has not yet been resolved seriously. A democratic place is a place where there is real sovereignty of the people, real control of the governants by the people, the real possibility for the people to decide by themselves about what concerns them. That means participative democracy. The more participation, the more democracy.
17.12.06
A boa escolha de Nuno Rogeiro, por Pedro Cem
Acredito também que Nuno Rogeiro fez um enorme disparate em ter-se deslocado ao Irão para participar na Conferência.
Não conheço o texto. Mas perdeu o contexto e tornou-se um pretexto.
Se Nuno Rogeiro andou a ler Roger Penrose e achou graça à parábola do holograma para descrever aquilo que Sloterdjik chama inflação e, no Portugal pós-pós-moderno ( um Portugal do Carrilho) se chama "bôlha" é porque anda fã da Ciência Popular. Como esta está tão perto, na sua querida América, da ficção, como a vulgata marxista estava, na antiga URSS, Rogeiro pôde pensar que é a componente cultural e psíquica que fazem os acontecimentos parecerem aquilo que não são e tornarem-se as parábolas em factos.
Mas Nuno Rogeiro conseguiu fazer como Gérard Phillippe no papel de Fausto em " La Beauté du Diable", filme dos anos trinta, em que Fausto se vê no espelho do Futuro e não beija a Raínha adúltera.
O problema é que, no mundo quântico e homossexual em que vivemos, futuro e passado são a mesma coisa. Rogeiro só pode exercer a liberdade com que nos armamos aos cucos, num imenso Presente sem sombra, amputando-se. Assim o teve que fazer, ao aperceber-se da Conferência fantoche, num país que não é tão pouco livre como se pensa e a quem certos livres, que não são tão livres como pensam, querem fazer muito mal.
Foi melhor que nada, mas a auto-mutilação não faz um mártir.
Para a próxima vez, de tanta presunção mostre Rogeiro mais humildade e pense naquilo que o malogrado bôbo da Corte, lhe chamou, num momento de inspiração: Nuno Ligeiro.
12.12.06
A beggar told me, by Globetrotter
2 - People suffer with no words, because of a look, because of a scent, because of a wind. Praying every day means to rebuild a human bridge above all these things.
3 - Structuralism was the manipulation of those who acceeded to speak. Public sphere was sending them to the arena. Bureaucracy was the nightmare of confronting them with the fact that body language was stronger than the verbal one. And finally, post-modernism: so many amusements and happinesses, just to keep Agression intact.
4 - Moral law in me, starry sky above. It takes two poles: a lonely monologue is the Universe.
5 - Existence is only History ans History is mostly slavery.
6 - God is a blow of wind over the lawn of things.
7 - Always forgive and give away in this valley of tears. The ether betwwen things, the fluid with an impulsion force to make them surface, is patience.
8 - Everytime you win, lose a little bit, not to smash the others. Everytime you lose, win a litle bit not to let the others fall upwards, emboldened. Be the Moon of the Sun and the Sun of the Moon, so as to hold the roof of the Universe.
9 - Do we really return to the same place? Yes, we do, but with bits of our freedom eroded, just because we have to go to some place. The place may be different but that's the way we go, which makes it seem the same.
10 - Agression is born from Ignorance. And repetition it's its midwife.
11 - Koffi Annan, the wise ghanese said: capitalism is an ugly portrait of the world, so that the world may mirror itself as ugly. Every nation, either little or big, is a possibility of mankind: it's the bee inside which designs the perfect shape of the honeycomb, not any queen bee.
12 - The americans never speak of the qualities of being iranian. Because a rogue-state is even better than a national state.
13 - Both in Iraq and in Iran people has showed what it wanted, as Democracy requires. So, neither Democracy nor the will of the People is the basis for Peace.
14 - The best way of surviving is navigating the waves with no fixed helm. Better than revolutionary new laws, it's following old faiths.
15 - Longing for some old beauty, is a way of cure.
11.12.06
Tango chileno, por Pedro Cem
3000 ou mais jazem sem caixão, alguns no fundo do mar, alguns tirados aos pais como se os pais não vivessem neles, outros até na Presidência da República com um corte para sempre, por dentro, porque uma mulher pode sentar-se na marquesa, mas se senta na cadeira de tortura foi porque o torturador infringiu uma lei demasiado antiga. Não sei se, com isto, se evitaram 30.000 mortos numa guerra civil que dificilmente aconteceria num Chile sob a tutela dos EUA e este raciocínio não me serve para atropelar um gato, na estrada, mesmo se estou com pressa: ninguém pode ser perdoado por ter morto, em nome dos que morreriam ou não. Teria de ser perdoado pelo que pensou mas tudo se passa, então, no coração de um só. A América Latina lá ficou vermelha de uma ponta à outra. Ser pobre não é bom negócio para ninguém e fazer os outros muito pobres é muito mau negócio.
Os ossos de S.Paulo, o epiléptico, parece que foram descobertos numas escavações em Roma. De tal modo que posso imaginá-los chocalhando sobre o tampo de uma mesa de madeira, para serem etiquetados. Deve faltar uma vértebra na coluna, aquela que fez os seus irmãos, os Romanos, depositarem ternamente a sua cabecita apaixonada, ao lado dos seus braços cansados de gesticular. S. Paulo disse que no fim, nem um único cabelo nosso se perderia, ele que era calvo. Somados todos, não passamos de um ribeiro na história geológica da terra.
E Jesus, o rabi, juntou as cabeças de Pedro e Tiago à sua, uma crêspa, outra suave e disse que nunca nos abandonará até ao fim dos tempos.
Pobres tolos os que festejam a morte de Pinochet. Pobre tolos os que lhe tocam no caixão como se fosse um herói. A morte de Pinochet não ressuscita as vítimas, a madeira do seu caixão é apenas madeira, humilde madeira.
Um homem desesperado -certamente patético - bate com as mãos no peito e num caixão, alternadamente, enquanto uma camião os leva a ambos, sob o sol, para longe daquele lugar de filmagens em Bagdhad. Um palestiniano afaga o cabelo de um menino que vai a enterrar, o cabelo está tão sedoso que o menino parece ainda vivo. Uma Democracia respira sangue, outra constitui-se no sangue, só porque, num lado as pessoas votaram livremente e quiseram, mas agora querem mais que a liberdade de expressão e, no outro, as pessoas votaram livremente e quiseram, mas desejam muito menos que a liberdade de expressão. Afinal quem vai dentro do caixão e aquele menino quiseram aquilo mas alguém pensou nos seus íntimos desejos, perguntou a si próprio o que o marinheiro daquele caixão e o menino, desejavam no fundo?
Tenho na mente a imagem da mãe de Beslan acariciando os seus dois filhitos mortos, deitados lado a lado. Vejo-a inclinar-se como se rezasse a Alá mas a sua cabeça não chega a levantar-se, tão funda é a sua desolação. E vejo Bassayev, sem um pé e sem Seguro de Vida que ninguém lho vende, combatendo ainda nos bosques de fantasmas.
Que fazer com todos estes mortos...será que vamos todos a algum outro lado, que não seja a Morte?
Aprendam tango. É algo sublime. Dançar bem tango é melhor para o homem e a mulher que o conseguem, do que aquilo que podia suceder entre eles. O bom dançarino de tango, já caminha em forma de tango antes de arranjar um par e, por mais extraordinário que for a dança que arranjou, e por mais belo e válido que for o seu par, terminará apenas, caminhando em forma de tango...
Israel e/ou Palestina?
10.12.06
"Santa Liberdade"
En 1961, un grupo de galegos e portugueses toma por asalto o trasatlántico portugués Santa María- rebautizado co nome de SANTA LIBERDADE , que con máis de mil pasaxeiros a bordo, a maioría galegos, dirixíase dende Venezuela ó porto de Vigo. Baixo as ordes de Humberto Delgado e Henrique Galvaoe Xosé Velo, Xurxo Fernández de Soutomaior, o comando do DRIL- Directorio Revolucionario Ibérico de Liberación- quería chamar a atención sobre as Dictaduras de Franco e Salazar.
O 27 de xaneiro de 1961 o presidente Kennedy informa de que o barco foi localizado ó norte da desembocadura do río Amazonas, de que non deu ordes de abordaxe e que a VI Flota ten como misión acompañar ó trasatlántico. O SANTA LIBERDADE entra en Recife despois de que Jánio Quadros, recén nomeado presidente do Brasil, conceda o dereito de asilo e deixa libres ós militares. A prensa española destaca a confabulación masónica. A portuguesa fala de complot internacional e de acto de piratería.
Tres dos membros do comando volven a atoparse por primeira vez para ser as personaxes centrais da película.
A directora Margarita Ledo Andión, Catedrática de Comunicación Audiovisual na Universidade de Compostela recupera documentos gráficos da época e incorpora as únicas imaxes filmadas a bordo. Realizounas Luís Noya, un pasaxeiro da Guarda que estará en Goián para recordar como viviu a “Operación Dulcinea” o nome desta sorte de utopía que durante trece días protagonizan 24 anti-fascistas baixo as siglas DRIL.
Para os que se admiram que...
8.12.06
Tropa manifestante, do Combustões
6.12.06
Jesus' clown, by Globetrotter
whom noboby ever managed to make insane
Jesus, I am a clown
I came to try to entertain you in a square
Where you passed by.
I'm a poor, sad clown,
Who failed in everything,
And even when I tried to calm down, not to kill myself,
My bosom began to ruin.
Everything is so serious and grave,
So grave and solemn,
Justice, Reason, Respect,
That I forgot how to sing.
But you have mercy on me,
Me, who never did it, nor even as clown,
Despite being here, to amuse you.
As the countryboys of my own,
Who throw everything away
And go whistling through the fields
After they were told what to do:
"You´ll never be anything
That´s not the way to do it"
And when they stumble, not even drunk
Because they do not know how to drink, neither
How to make love...
They whistle in disaccord
With a twisted mouth
Over a hurl raising from the entrails,
As a gust of blood to the air.
There they go, banned from the village,
Turning their back on their back,
Stumbling on the ridges
And raising the bullshit in whirls,
Which falls on their faces again,
Finally reversing them to the ground, with tears and dew
Half-drowning them
In the brooks,
Which mouth into their laughter and tears.
I won't make you laugh Jesus
'Cause you're in haste.
I only wanted to amuse you,
Relieve you from that fatal Destiny,
Since I think you´re God
And I didn´t want to pass on Earth
Without washing your feet
With the wigh of my pantomines.
I look into my open-ended pockets,
And i find no gift to offer.
Please get me rid
Of Seriousness, Gravity and competence,
Dry as expensive whores .
I know you came for us,
The dumb and the lame,
The blind and the catapletic,
The queer who, at least,
Die in their equal's arms
In tenderness and human touch.
You came for the pathetic entertainers,
Out of time and fashion
Who still try to raise their audiences of three or four.
The imitations of Elvis
The James Dean's of saturday night,
On the wrong lane
Of an obscure highway.
Jesus, look to my pantomine,
Look to my appalling pantomine.
As the Publican, I do not even have a tree to climb.
On the ground dust I crawl to you,
The dust of Ezra Pound,
Made of Seas and Horses,
Of Statues and ruins,
Of boats and facades,
Of Atlantics and indigo Hopes
Of bosoms open to the starry sky.
As this massive, rough men, in front of me,
Arguing democracy in the Inn,
Which will never take them as customers.
Blessed be Love for the others,
The Love of Francis, humble and tiny,
Voiceless and invisible.
Forgive this cheap swindler,
This jester in a fair,
By means of which I try to swindle your senses
Just to relieve Pain, and Hurt and Panick,
Over this square you cross in haste.
If you want I can dance, and you dance too.
Oh, let it be,
I dance for you,
As a scarecrow
Colourfol in the wind,
With sparrow's nests behind its straw hears,
I shiver and rattle.
In the field of losers, I preside ragged,
Out of the dew I make diamonds and rubis
Which roll down from the universe,
And turn into butterflies
Flying to the stars above.
The stars which are the grains of sand
Under your feet
Over this square
Where you pass in haste.
I jump as the clown of times
And my offer to your feet
As flowers of a late garden,
Was careless laughter.
5.12.06
Ezra Pound
Saudando o Diogo Chiuso, abro hoje aqui uma nova frente bloguítica: as minhas leituras literárias. Creio, primeiro, que a melhor homenagem a escritores é lembrarmo-nos de cor, de coração, dos seus trechos e poemas, sem notas de rodapé nem consultas. Se fosse ao vivo, pediria para declamar; na net não tem senão como ser breve na evocação e pedir ao google que nos mostre as obras completas.Começarei por falar de Ezra Pound por nenhum outro motivo que não seja ter sido o primeiro nome que me veio à mente. Não o li muito, não li cedo, não li sequer no original. Mas li há uns trinta anos o suficiente dos Cantos, para perceber que esse Ezra era um trovador de génio. Li o suficiente da biografia de ele para perceber que tinha muito de louco, o que até condiz com os elogios a Mussolini que iniciou em pleno 1940 e ser passeado em gaiola de ferro, quando preso em 1945 e depois internado durante doze anos. Ezra Pound não cabe em nenhuma posição política dos manuais de relações de ciência política e de relações internacionais, ele que até escreveu muito antes de Bloom sobre a decadência do espírito americano. Mas tem o seu lugar nos cumes nebulosos da metafísica e da poesia e da pintura e do cinema que são habitados por individuos como Borges, Pessoa, Santayana, Chirico Kubrick, e outros, e de que têm medo os zoilos que hoje recebem prémios Nobel e Óscares.
Afinal de que me recordo em Ezra Pound? De uma atitude como a Odisseia. O mais importante está para trás; mas agora é preciso partir para muito longe, uns dizem que para regressar a casa, outros que é para morrer no caminho. Na verdade, não se sabe o destino mas tudo e todos são símbolos que têm de ser lidos e cantados porque senão a viagem não tem sentido nenhum e seremos ainda mais infelizes. Donde os Cantos, a oração dos ateus. Lembro-me do seu Canto sobre Sordello; só há um Sordello que não é o hamletiano fabricado por Browning mas sim o inebriado de vida. Lembro-me do navio afundado de quilha partida e engrinaldado de algas e que lá ficou no fundo do mar como símbolo das nossas esperanças que eram tão bonitas e tão frágeis, afinal. E lembro-me de uma enorme cultura cheia de símbolos que abraça todo o mundo, desde os ritmos chineses de Koung Fou Tseu aos anagramas de Lao Tsé, passando por egípcios, gregos, muitos gregos e romanos da bela Itália e medievais e renascentistas; precisa de dizer que a única luta séria da alma é pelo tempo e pela história, deixando a luta pelo espaço para o corpo.
Pelo caminho, no meio da viagem , Ezra Pound perdeu-se com certeza; mas deixou marcos tão subidos e tão profundamente sofridos do seu itinerário pelos ninhos de cucos do século XX que o irei reler agora, saudando o companheiro e negando a infelicidade.
4.12.06
John Bolton, by Globetrotter
3.12.06
Leaves in the Autumn wind, by Globetrotter
Nem tudo é relativo, por Pedro Cem
Portugal é relativo. Quanto mais endeusamento do Passado, mais despojamento de sebastianistas, mais o cartão do Multibanco determina os nossos passos. E passeemos.
Sejamos realistas.
Sejamos Realistas. Numa Hispânia que se despedaça em acordos de Sancho Pança e noites anfetamínicas de Almodôvar, guardemos a Ilha.
Portugal é uma Ilha, no Atlântico, com encostas escarpadas que só se suavizam nos cinco continentes, com enseadas abertas para o setes mares, com cumes nos quatro pontos cardeais.
Defendamos a Ilha, começando mesmo, como se tivéssemos ocupados.
E em resistência passiva, em trovas trôpegas como as do Bandarra.
Sejamos humildes como um vietnamita. Sejamos humildes como um cambodjano.
2.12.06
Welcome back Benedictus, by Globetrotter
La France virtuelle, par Globetrotter
La Droite se décide pour un cinéaste d'Evita. La gauche pousse en avant une épouse, en confiant les gosses du ménage au bureaucrate du Parti qui est leur père.
Chirac sortant risque le colimateur des Cours, par ses prouesses en tant que Maire de Paris. Ce sont des candidats comme des guignols et la Presse esaie de sauver la face de la France, en les comparant à Bonaparte et Marianne. Cette République n'a produit plus que la trahison des jeunes lieutenants comme preuve de jeunesse et rénovation éternelle. La République produit un spectacle de guignols qui ne'intérésse plus qu'à une parte réduite du Publique. La France multiculturelle, caotique, désavouée, prépare son Agenda pour se servir du guignol gagnant; Personne ne les crois plus, et, manque d'alternatives, attend le résultat...pour éxiger sa rançon après qu'ils ont émérgé de leur brigue. Pour le moment Sarkozy semble moins flou mas ce n'est plus un Président qu'on va éléger. C'est un mandataire des menaces et des peurs d'une rupture sociale.
"Um povo", por Guerra Junqueiro

“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. […] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro […] Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. […] A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos […] sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, […] vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar…”
1.12.06
Esclarecer Camarate, por Escudeiro
Ora é esta crueza mediterrânica que encontro em José Esteves. Um olhar de vítima e um beicinho terno que faz do rosto de José Esteves uma vítima do Fado. Compreendo agora, porque é que na noite de Lisboa, encarei com tanta gente que, antes de eu abrir a boca, espalhava imediatamente uma rede de trocadilhos, como se nada fosse a sério, como se o engano fosse obrigatório, enfim, como se eu fosse desde logo um inimigo. Invasor cruzado de Lisboa, via-me dentro do cêrco e percebia que a cividade submersa antes de todas as invasões, era mediterrânica e tinha códigos de entrada, como pertencer ao Partido Comunista e embargar a voz quando se falava de Cunhal, ou então ter pertencido a um mesmo batalhão da Guerra de África. Estas chaves garantiam uma série de coisas que me passavam por cima e por baixo. Por fora, tudo parecia igual e a conversa continuava na mesma. Quando este código se esgotava, ou não dava mais, o "branco" que estava à minha frente entrava sózinho numa pira funerária individual, com aqueles olhos de carneiro mal morto de José Esteves.
Acredito na história que contou sobre o seu papel no homicídio político mais determinante da história portuguesa dos últimos trinta anos. E acredito no arrependimento que a família lhe incutiu antes de confessar, tomando as devidas precauções para não pagar pelos verdadeiros mandantes.
Mas também compreendi porque é que José Esteves se converteu ao Islamismo: porque esta sensação de invadidos da urbe de Lisboa, pertencente a algo pre-islâmico, deve-lhe ter parecido que encontra a sua identidade mediterrânica no que mais antigo lhe ocorreu, ou seja, o Islão. Ser um "mouro" frio e grave, era a solução. Assim se conciliava a frieza assassina, com o calor da noite, com o perdão de Deus e , em tudo, sobrevivia a ironia saloia da Lisboa popular.
Ora este vício do sentimento, negro e cínico, sangrento e jovial, não é português, apesar de se encontrar em Portugal e não é justo que rodeie e influencie a maior parte das escolhas que se fazem na capital. Na verdade, é importante que se desembarace Portugal desta ironia lisboeta e que o sacrifício de Martim Moniz não seja o do "entalado" que se matou mas sim o do "inconformado" que forçou a porta.
Mensagem do 1 de Dezembro, por D Duarte de Bragança
"À medida que se aproxima o Centenário do 5 de Outubro, querem alguns convencer-nos que a saudável convivência entre Portugueses, espelhada numa Constituição, é uma criação da República.Não podemos aceitar esta falsificação. O Constitucionalismo português não nasceu em 1910, nasceu com a Monarquia no séc. XIX.
Assim pensam os novos historiadores, sociólogos, juristas e filósofos. Assim pensam todos os que se informam.
Foi o Estado Novo, ou IIª República, que apagou a memória da monarquia constitucional, com o intuito de justificar a ditadura, atribuindo ao parlamentarismo e às liberdades públicas a origem dos males do país.
Não deixemos que agora, na democracia da IIIª República, cujas imperfeições temos apontado, se esqueçam as profundas verdades do Constitucionalismo Monárquico, as verdades da tradição portuguesa, de que as várias constituições republicanas se têm desviado com graves custos para o povo português.
A Carta Constitucional continha os princípios do Portugal contemporâneo e da modernidade política: o Estado de Direito com os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos; o direito civil codificado com a defesa do indivíduo e da propriedade, o parlamento pluripartidário, a separação dos poderes, a independência do poder judicial, o direito de voto, o respeito pela religião e finalmente, o poder moderador do rei. E essas "grandes conquistas" do séc. XIX foram prejudicadas com a queda da monarquia. Os tiros brutais do regicídio cortaram a evolução do país em direcção aos países europeus da época, assassinando o Rei e o Príncipe Real mas também deitando por terra um regime e uma representação que nos integrava na Europa desenvolvida.
A Carta, longe de ser uma curiosidade morta de um passado distante, é um
código fundamental da experiência histórica portuguesa. É um enunciado de princípios e de regras de validade perene.
Deve inspirar-nos no tempo presente. Apesar das vicissitudes que sofreu, serviu como Lei Fundamental do País entre 1826 e 1910 e foi tida em conta na elaboração de todos os textos constitucionais subsequentes. Consagrava grandes princípios como sejam a continuidade constitucional, o Primado da Lei, a liberdade individual, a separação de poderes e a partilha da soberania.
Perante a vitalidade destes grandes princípios, a Constituição de 1976 repôs o caminho para a democracia embora ainda com preconceitos ao consagrar a exclusividade republicana do regime. Mas como escrevi recentemente, em prefácio à minha biografia «necessitamos de uma revolução cultural que permita encontrar um caminho viável para o nosso futuro, um caminho respeitador da vontade nacional que seja pedagógico, que não se conforme com as decisões erradas, fruto da ignorância, prepotência, desonestidade ou demagogia dos responsáveis e por isso mesmo, um caminho para uma verdadeira e autêntica democracia».
D. Afonso que perfaz dez anos, está hoje aqui presente. Também eu acompanhei o meu querido Pai a partir dessa idade, seguindo-lhe os passos e os actos com o discernimento que então me era possível. Dele sempre recordo as palavras que uma vez proferiu: " não sou monárquico porque sou príncipe, sou monárquico por convicção". Transmitirei esse ensinamento aos meus filhos.
Com a sua juventude, D. Afonso é penhor fundamental de que a dinastia está associada à modernidade politica em Portugal e ao caminho para uma plena democracia; nele e nos seus irmãos Maria Francisca e Dinis, depositamos a esperança de que venham a servir Portugal como o fizeram os reis meus avós a bem do futuro do nosso querido país.
Viva Portugal!!
Primeiro de Dezembro, por André Bandeira
30.11.06
MENEZES SOBRE MARCELO
«... Como uma espécie de "faz tudo" da corte, misto de comediante, declamador e cantor lírico, lá vai, domingueiramente, destilando banalidades com ar grandiloquente.Com uma carreira politica completamente falhada, em que sobressaem a humilhação perante Sampaio em Lisboa, a fuga ao embate com Guterres em 1999, é a "loira platinada e bem torneada" do regime: todos gostam de tirar uma fotografia com ela, mas ninguém lhe confiaria um "Smart" para o fim-de-semana no Guincho. Não há ninguém no "Portugal dos cocktails" que não conheça a história daquele conviva social com quem todos se esforçam para se levantarem da mesa em último lugar: única forma de não ter direito a 10 minutos de litros de veneno nas costas...»
D. Duarte e a Democracia, por Luís Aguiar Santos
29.11.06
O Monitor das Fraudes

O Monitor das Fraudes é o primeiro site em Português sobre fraudes, golpes, lavagem de dinheiro, corrupção e outros perigos que existem na vida privada e no mundo financeiro e dos negócios.O site tem como objetivo informar sobre estes perigos e sobre as políticas e os cuidados a serem tomados para evitar problemas.http://www.fraudes.org/index.asp
José Esteves, o Cativo que me mantém cativo, por Irmão Metralha
Mas em Portugal, o Xerife usa pistolas de fuminantes e até um ladrão gracioso lhas substituíu por duas de chocolate. Quem fala primeiro, fica menos livre do que sempre fôra e quem fala mais tarde fica mais livre do que antes. Ah, mauzinho e rasca, à maresia, Português toda a noite e dia!
José Esteves, com Metafísica do Raúl Solnado, agora com a perfídia enrolada num turbanta islâmico, depois de ser o corrécio do Ocidente, já não precisa de mudar de sexo, para reinar nos Cais do Sodré. Quem o mandou fabricar a bomba ou inventar esta história toda, até pode vir a deslindar o grande folhetim sangrento do 25 de Abril, pois, nem Sá Carneiro, nem Amaro da Costa, nem a honestidade de Portugal são capazes de ressuscitar.
Em vez do Paradoxo do prisioneiro, temos o Parte-a-moca do Vigarista.
Raios partam os transtornados que governam Portugal, país do Sal e do Sol a mais na cabeça, desde há três décadas! Rei fraco faz fraca a forte gente?! Fraca gente faz fraco o forte Rei!
28.11.06
por Boris Volodarsky
O WAIS foi fundado por Ronald Hilton, um grande amigo de Portugal e professor emérito da Unversidade de Stanford, na Califórnia, onde fiz meu estágio de pré-doutoramento. É composto por gente de ciência política do mundo inteiro tendo por única divisa "as brisas da liberdade".
Embora organização informal, tem uma presença activa nas questões concretas de relações internacionais.
"Why did Mr. Litvinenko reveal that he was ordered to assassinate one of the political figures in Russia? At least, that is one of the incidents which Japanese newspapers reported about him."In the Russia of 1998 such moral and political realities as perestroika,glasnost and democracy were already on decline, and a criminal mafia-style state was starting to emerge. A popular way to get rid of a political opponent was murder. Many WAISers may remember, for example, that in 1998 a democratic Russian politician, human rights activist and member of the Russian parliament (Duma), Galina Starovoitova, was shot dead in cold blood in her apartment house.The first precedent was created by Nikolai Khokhlov in 1954, when herefused to assassinate a Russian emigre in Frankfurt am Main and defected to the USA. This example was followed by Bogdan Stashinsky, another KGB officer, who on Kremlin orders poisoned two Ukrainian patriots in Germany in 1957 and 1959, and in 1961 defected to West Berlin and told the truth.At least two cases when the KGB (SVR/FSB) used highly sophisticatedradioactive agents for political murder are registered: the Khokhlov case in Frankfurt in 1957, and the Tsepov case in St. Petersburg on 11September 2004 (sorry for the typo in a previous posting). As far as I am informed, the British authorities are very close to documenting that Alexander Litvinenko, a British subject, was murdered in the centre of London by the agents of the Russian foreign intelligence service.
Lágrima de preta, No Centenário de António Gedeão
Encontrei uma preta pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
Berlusconi cadeva, per Pedro Cem
Magari molti festeggiavanno già la caduta di questo "maffioso", di questo "pagliatone", davanti ai mezzi che lo hanno fatto Presidente del Consiglio d'Italia. Sarebbe la giusta vendicazione di tutti quanti a chi lui ha rubato, umigliato, truffato e disprezzato, diccono. La fame delle masse democratiche avrebbe un piccolo sollievo, fino alla prossima vittima, dei sue frustrazzioni di potere e spettacolo.
Però se la Democrazia è questa belva chi asciugga fino alle ossa i sue servitori, allora il cosidetto "meno male" dei sistemi politichi non lo desiderio al peggiore dei miei inimici.
Anche le prime vittime delle Tirannie sono i stessi tiranni e mentre che ne non riconosciammo le conseguenze, è inutile di abattere le tirannie. Così i tiranni avranno sempre un può di giustizia della sua parte.
Per tutto questo, ricerchiammo veri Re, chi invece di esserne i primi nobile della umana società, ne sonno i primi servitori. Mentre che la Democrazia moderna non riconosce i limiti anche dei sue uomini, il Re vero non pensa a morire nobilmente davanti al pubblico. Lui accetta morire anzitutto come quelli schiavi tra quattrocento chi sono, contro la volontà del popolo, stati giustizati da un Signore romano al tempo di Nerone, perchè uno di loro, e solo uno, avevva provato di avvelenarlo.
27.11.06
Manuel Alegre e Dom Duarte juntos «sem complexos»
Apresentação de biografia política«Valores nacionais comuns» levaram o ex-candidato à Presidência da República a apresentar a biografia política do pretendente ao trono de Portugal. Contra os «tabus em democracia», o republicano Alegre não é contrário a um referendo sobre a monarquia.
Um republicano entre monárquicos. Manuel Alegre apresentou esta quarta-feira em Lisboa a obra Dom Duarte e a Democracia – uma Biografia Portuguesa, de Mendo Castro Henriques.
«Com gosto» e «sem complexos», o candidato às últimas presidenciais esteve no Chiado alegando «valores nacionais em comum» com Dom Duarte. Os valores, segundo Alegre, daqueles «que não precisam de sondagens para saber se querem continuar a ser portugueses».
Na cerimónia, onde estiveram presentes Dom Duarte e Isabel de Herédia, o socialista disse que se vive «um momento em que são precisos patriotas que saibam renovar e afirmar os valores permanentes de Portugal».
Em sintonia, Dom Duarte disse que «os valores patrióticos não são um monopólio da Monarquia ou da República, da Esquerda ou da Direita». O pretendente ao trono português declarou que se deve questionar «que futuro se quer para o país, se queremos ser uma região dentro de uma federação qualquer, ibérica ou europeia» e frisou o valor da independência nacional.
«Basta perguntar aos bascos e aos catalães se não querem ser independentes. Nós que temos a independência, temos o dever de defendê-la», declarou.
Ao apresentar a obra, Manuel Alegre declarou-se «surpreendido» por alguns aspectos da vida de Dom Duarte Pio, como o facto de o pretendente ao trono ter estado em Saigão nas vésperas do 25 de Abril, de onde enviou um documento em que manifestou o seu apoio ao Movimento das Forças Armadas e à Junta de Salvação Nacional.
Alegre mostrou-se de acordo com Dom Duarte e Mendo Castro Henriques ao partilhar as «inquietações» acerca do peso dos poderes económicos no processo da globalização que, segundo o socialista, geram um «grave risco de ruptura do contrato social».
Contudo, quanto a outra «inquietação» de Dom Duarte, a União Europeia, Manuel Alegre diz que Portugal «não tem outro caminho senão manter-se no centro das decisões».
O socialista aproveitou a ocasião para recuperar uma frase proferida durante o último congresso do seu partido. Alegre criticou novamente o Tratado de Maastricht, ao dizer que o documento «nos obriga, para reduzir o défice orçamental, a tomar medidas que não permitem resolver outro défice, o social».
Já o autor da biografia editada pela Bertrand, Castro Henriques, disse que os portugueses têm que estar «preparados para as surpresas da História».
«Os mesmos que nos vendiam o Fim da História impõem-nos agora o Choque de Civilizações», ironizou Castro Henriques.
No final da apresentação, Dom Duarte fugiu aos autógrafos e às dedicatórias, para celebrar em privado o 40º aniversário de Isabel de Herédia.
pedro.guerreiro@sol.pt
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=10566
25.11.06
The death of many, by Globetrotter
Human life isn't worth a dime. One may die after the TV and other may die before the TV.
The Pope was stubborn and the era of academic stubborness has come to an end .It was overwhelmed by love, passion and its illusions. But the illusion of Wisdom is nothing else than another illusion, in all this confusion. The people we love will bring back to us, the pride on that they love better. I wonder myself whether we are needing lessons in love.
I'm afraid that the Pope is going for Bartolomew, the Patriarch, ignoring how the Orthodoxs managed to survive in an hostile environment. Academic splendour and schoolar assertiveness has come to an end. And the hostile muslims are already stampedeing among themselves, even if the throng waves behind, gathered there, only to see. Behind a brilliant academic there is a dreaming humorist. But an humorist doesn't manage the miracle of laughing. Laughter has to emerge in outbursts. There is no model joke to guarantee the laughs. It depends on the moisture in the air. And now, there is no moisture.
Jesus had no Library and he was not very certain about the watch.
I fear for the Pope. I fear for an all-out war.
24.11.06
Don't pay the ferryman ( to Alexander Livtinenko), by Globetrotter
É possível silenciar um homem, mas não um Exército. É possível silenciar um Exército mas não um Homem.Nota: a polícia britânica confirmou que Litvinenko morreu quinta-feira, dia 23 de Novembro de 2006 às 21 :21 TMG
I m sorry you didn't make it
I m sorry the Angel of Pain got his daily prey
Where you go, nobody knows
We just wait in the Acheront's banks for the next ferry
To come
The sky, there, won't dawn gay
It won't dawn at all.
We just wait for our lot of ferry.
We could revolt, we could shout and shoot
Go to the churches and pull down the bells with rage
But you took your lot of ferry
And finally we'll take ours
No, this is no joke
Your eyes looked at us
In your green prisoner's garment
Medecine tried everything it could
You died over the sweet, white rocks of Dover
As if there was a Homeland, somewhere
For an erratic soul
And now I give my hands
To yours already cold
Slipping away from mine
Over the riverbank.
Always the Angel of pain will hide his putrid filters
And always we 'll long to return
From the shores you're going to.
The death of a Christian, by Globetrotter
Maybe those interested in the radicalization of the interest groups and those investing in the establishment of hard frontlines, could sacrifice the young leader, with a resounding family name, but who led an isolated and once defeated community.
These explanations do not bring him back to life, neither subside the fear among his people. But it is curious that everytime a Lebanese leader, with a western posture, rises in his country, something bad happens to him. Is it because he is pro-western or because he is lebanese? Does the West really want a successful arab country in a world stepping at the drum of the "Clash of Civilizations"?
The worse is that the arab mind is so plagued by resentment and hate, that it doesn't matter which church it kneels in to subdue its grievances. Maybe, someone is thinking that the voluntary suicide attempt is the only therapy arabs may have, to join the modern world. That's why his assassination is much more pointed out to the return of one of lebanese seasonal yields, protracted civil war, than regime change, which -- according to the theory -- should be only a bud, grafted from the XXIst Century aside.
I wouldn't be surprised if those who realised that war comes out of Democracy, prefer their stubborness to truth and aquiesce in that Democracy should come out of war. And if we have now two jihads, an eastern and a western, who cares if some more are going to die?
La France n'intérésse pas, par Globetrotter
Dans l'autre côté, Ségolène n'est pas crédible. On l'aime parce qu'elle est un Femme et Mère des fils biologiques du sécrétaire gris du plus grand Parti de l'opposition. Le gris a, ainsi, un ménage humain. Donc, ce sont des raisons annexes, un fait divers, qui occupent les frenesis pré-éléctoraux d'un Publique pauvre en alternatives. À la Droite un barrodeur qui est un rejeton pour la Gauche et, à la Gauche, un visage agréable qui est un vide mental pour la Droite.
Si la classe politique issue du Gaullisme et du Mitterrandisme ne peut pas produire que ça, alors c'est parce que le respect de la France pour soi-même ou sa fameuse imagination se sont retrouvés a un tel degré de révéler le dépassement de la France comme modèle ou phare international.
Uma Conferência sobre Agostinho da Silva, por Damião de Fróis
Não esperemos, portanto, desta vida além da morte de Agostinho da Silva, algo muito inovador quanto aos caminhos que Portugal tem percorrido, sobretudo em tempos de crise. Mas pode ser uma excelente técnica para nos furtarmos decididamente de Agressões brutais que aí estão nos invadindo.
21.11.06
Alexander Litvinenko, by Globetrotter
I believe he was sincerely trying to shed some light in the murder of Anna Politkovskaya. For an agent who shifted sides long after the Cold War was over, trying to trace back the murderers of Anna was a reason to give a reason to his life. I also believe that those who made a photo of him in the hospital bed, want to capitalize in cold wars.
May the Angels of Relief hold him. When a person such as Anna Politkovskaya is murdered, the country becomes personified in her. Russia is Anna Politkovskaya. Shame on those who hide in the shadow of this icon of Russia. And blessed be those ones who fall holding her flag.
Go, Angel, who fight in the veins of Alexander, against the angel of pain...
20.11.06
Bem vindos à Globália, por Rui Matos

GLOBÁLIA - é uma fábula visionária sobre a globalização da autoria de Jean-Christophe Rufin. O autor traça um retrato do presente através da sua projecção no futuro, e é isso que faz de Globália uma história de aventuras que continua a tradição de grandes romances de antecipação tipo Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley ou de 1984 de George Orwell. Mas sem o seu fulgor e mestria, é claro. Nessa linha, aproveitámos o título e nada melhor do que o 10 de Junho para, sob a égide do grande Luís Vaz de Camões - promover aqui textos, reflexões, críticas e outros citrinos relacionados com valores que nos são caros: Liberdade, Segurança e Prosperidade. Porventura, os três valores mais importantes da contemporaneidade e, também, os mais difíceis de realizar no interior das sociedades, já para não falar no sistema internacional, onde nunca reinou lei nem roque.
Aqui, como no romance, todos somos do mesmo Estado: a Globália; todos falamos a mesma língua, o anglo-global e só a limitação da realização daquela troika de valores (Liberdade, Segurança e Prosperidade) pode restringir a nossa actuação. Este é um espaço do "fora" e do "dentro", da razão e da emoção, a recortar os caminhos da reflexão e da intervenção crítica e cívica na blogosfera. Mais um espaço transversal - sem fronteiras...
Neste tempo futuro em que se situa a Globália, haverá espaço para o romance?
Há um lugar central. A defesa da leitura e em particular da ficção é qualquer coisa de essencial, porque é o único verdadeiro acesso individual à expressão. A única liberdade directa é escrever. A possibilidade de escrever, de escrever histórias, é verdadeiramente uma liberdade individual. O cinema já não é assim. Depende do meio, o controlo político, social. O livro é o último meio revolucionário ao alcance de todos.
Em português com sotaque do Brasil, o escritor francês confessou sentir-se um aluno em vésperas das férias grandes. Entre as Maurícias e Lisboa, com uma paragem em Paris, chega ao fim de um mês de viagens de avião. É tempo de voltar ao novo romance, cuja escrita foi interrompida há três anos, quando assumiu a presidência da ONG Action Contre la Faim (RUI MATOS)
18.11.06
Aforismos em Novembro, por Pedro Cem
2 - A linha da sua vida sofreu muitas quebras. Mas sempre que a olhava, mudava de plano onde a linha se reflectia e, por isso, linha mais recta que aquela, não havia.
3 -- Quis ser filósofo para triunfar na vida. Desperdiçou o Saber que estava todo escrito antes, o qual era o chão do lago, cuja superfície lhe reflectia o rosto.
4 -- Do geral para o particular, e vice-versa, é como antes para depois e vice-versa.
5 -- A força da democracia não é democrática. Espalha-se porque é invejada. Retrai-se se é imposta.
6 -- Porque me reservo o direito extremo de matar, não posso concordar com o Aborto.
7 -- Quem reflecte, perde sempre a primeira e a segunda votação.
8 -- O meio-caminho entre o zero e o infinito é o maior número que se conseguir imaginar, porque imaginação também tem sono e, a certa altura, não diz nada de jeito.
9 -- A média de tudo não cabe em tudo. E quando a metem lá, explode com tudo.
10 -- A Liberdade como um fim em si é igual à Ditadura do Paradoxo.
11 -- Na Internet falta a Comunicaçao não-verbal. Na rua, falta a comunicação verbal. Na Internet viciamo-nos em nervoso miudinho. Na rua, viciamo-nos em miudinhas pelo que a Internet acabará transformada numa rua de lanterna vermelha.
12 -- Se cada instante, olhos nos olhos, pode mudar a Eternidade, é melhor que aprendamos a perder em tudo o que não forem instantes, para podermo-nos fitar, olhos nos olhos.
13 -- Um disparate é um bom despertador. Um disparate continuado é como um biombo entre nós e uma tarde clara. Guardar uma tarde clara no pensamento é como querer meter um biombo entre a Terra e o Sol e, por isso, os iluminados vivem em eclipses.
14 -- Entre Ségolène e Sarkozy, qualquer pessoa honesta vota em Le Pen.
D Manuel II no Youtube

A Time acaba de publicar um artigo sobre a revolução no Youtube, criado por Steve Chen Chad Hurley e Jawed Karim, numa noite de 2004, em Silicon Valley e adquirido entretanto pela Google. Quando as pessoas começaram a ver o youtube, apropriaram-se dele. 70.000 videos são lá colocados diariamente, numa das maiores confirmações da visão de Tim Berners-Lee, o criador da internet, que jurou desmassificar a comunicação e conseguiu! É verdade! Como exemplo de proveito e lazer aqui fica o que antes era impensável. Um inglês chega a Fullwel Park, não acredita que D. Manuel II lá viveu uns 20 anos mas descobre a verdade, os arredores e testemunhas. Espantoso! Como se diz no video, feito sem subsídiodependências
Velhos são os trapos, por Pedro Cem
Como o tempo mudou! O tempo em que se tinha de entrar em certos lugares só com gravata e aquele em que se não podia dar um beijo em público ou ir nu para a praia. Em certos lugares em França, as moças muçulmanas, não podem entrar com o jilbad, uma espécie de túnica, em vez do uniforme. Em Inglaterra, a Professora -- aliás competente -- que usava o hijab, ou lenço que só deixa ver os olhos, foi suspensa do trabalho e perdeu a acção em tribunal.
Está visto que estas orientações contraditórias não podem prevalecer. Mas a Lei muda ao sabor das maiorias políticas, nunca houve tantas Leis a dispôr sobre tantas coisas e também nunca houve tantas práticas que prosseguem independentemente da Lei, nomeadamente o negócio rendoso de importar subdesenvolvidos para todos os fins: trabalho escravo, prostituição, transplantes, pedofilia, solidão.
O primeiro remédio que se afigura para isto, não é fazer uma discursata sobre os "limites da Liberdade", ou sobre os limites da Lei. Há que encarar de frente a fonte de todas estas coisas. Os Muçulmanos dizem buscá-la em Deus, conforme a Lei revelada no Corão e na sua Tradição e nós (quem somos nós?) no palavreado e num turbilhão de sensações e subsídios que mudam mais rápido que a própria sombra. Sim, senhor, pois o que falta mesmo é a vontade de um Rei, nesta Nação, que dissesse o que lhe agradava e o que lhe desagradava. E que fosse essa a expressão da Nação.
A unidade da expressão, quando fosse necessária ( e isso notar-se-ia por formas democráticas e não democráticas que fossem reconhecidas não apenas por nós mas também pelos nossos antepassados) havia de se pronunciar, estabelecendo o ponto a partir do qual funcionaria o bom-senso. Quem não quer admitir o uniforme de um colégio, funda outro colégio. Quem não quer endossar o uniforme das Forças Armadas, faz objecção de consciência. Mas quem quer andar nu pela rua, alargue a sua sensibilidade e descubra por que é que isso pode magoar os outros. Quem quer andar todo coberto pela rua, que ande, excepto quando a Autoridade lhe exigir a identificação, podendo esta aceitar certa especialidade de tratamento se tiver tempo e meios para isso.
Num mundo ao qual se dá a volta em 24 horas, as distâncias têm de ser perservadas. Nós não somos um avião e temos direito de resistir a quem nos quiser embarcar.
17.11.06
The housemaid and the hangman, by Blogtrotter
Let's pretend that the persons we admire, such as Napoleon or Maometh, were above any suspicion. Let's cross S. Peter's Square and imagine that behind those walls, sanctity and compassion have flourished, beyond any reasonable doubt. Let's switch on the TV and breath in the colours of Democracy and Freedom till dawn. Let's believe there are Civilizations, pregnant with the Son of God, ready to unfurl waves of wisemen and leaders whose sayings and writings should occupy our minds till we fall blind and smashed with devotion for their sayings. Maybe, then, with a much longed for book in our hands we'll wake up and say: I won't read it.
Let's take everything which is heavy and dignified, moulded in golden bronze and then, yawn of pleasure in front of the housemaid Ségolène Royale, who smiles all the time over her big breast, leading all the smart and determined housewives for a new Century of girl's power. Maybe we'll wake up then. The Great Heidegger and the Great Nietzsche said that thinking his hard, it requires owl's eyes to see the Reality, it is not just for anyone and everything returns, just give yourself up to this Grand Reality.
Yes, yes. And just wake up of this stupid, abject dream.
Go do something loving and caring.
15.11.06
A crush for Condoleezza, by Globetrotter
Is it me or is it my imagination, but is it happening something new with Condoleezza Rice?
She is getting more beautiful as if she knew something we don't even guess.
But we, sailor's race, we know. We know why Ebony covers the splendour of the golden sun; Because we know, that the colours of life, when they hold together, they do not get white, they get dark. And we know how tenderness hides in a somber look, how the magnetism of life grabs our heart, when the sunlight flows down a dark face and makes it shine as a golden secret.
She's shining more than the handful of black actrices who managed to rut a career in Hollywood. She may have no future and she's now, probably slipping out of the chains of duty and grandeur. Is she going to let surface that dignity of black America, that jelly which flows out of the whip wounds, that music in shining summer dawns that holds the lips together and make the eyes illuminate the sun with the splendour of shadow?
I hope it will. And even my heart gets captive if Condoleeza is growing happy. She deserves it and there is somebody out there who always deserved the blessing beauty of Condoleezza.
Yes it's Summer, Summer of St. Martin who gave away his mantle.
15 Novembro - A República brasileira
Foi o Marechal Deodoro da Fonseca (que em 3 de Fevereiro de 1887 enviara ao Imperador uma carta de protesto contra o desprestígio que atingia o exército dirigiu-se ao Quartel General para dissolver o ministério, formar um governo provisório e assumir a chefia.
Benjamim Constant precisava do prestígio de Deodoro para a implantação da República; o Marechal Deodoro - levando consigo a brigada revoltada - dirigiu-se ao Quartel General e informou o Visconde de Ouro Preto de sua deposição e da dissolução do ministério, esclarecendo que ia levar ao Imperador a lista dos novos ministros!. Mas - como já se disse - o Imperador encontrava-se em Petrópolis, e Deodoro (envelhecido e doente) regressou a casa. Ao anoitecer do dia 15 Benjamim Constant convenceu Deodoro da Fonseca a aderir à causa republicana. E o Imperador NADA FEZ para defender o trono. Também ele estava velho e alquebrado, vindo a falecer em 1891, em Paris. A quase totalidade dos servidores do Império, passaram ao serviço da República sem interrupção.
Damião de Gós e a vitória da razão
Rodney Stark"O sucesso do Ocidente deve-se a quatro grandes vitórias da razão. A primeira foi o desenvolvimento, dentro da teologia cristã, da fé no progresso. A segunda foi a forma como a fé no progresso incentivou inovações tecnológicas e de organização, muitas vezes apoiadas por centros monásticos. A terceira vitória foi que, graças à teologia cristã, a razão influenciou a filosofia e a prática política de tal maneira que surgiram na Europa medieval estados responsáveis com um elevado grau de liberdade pessoal. A vitória final foi a aplicação da razão ao comércio, que resultou no surgimento do capitalismo dentro dos ambientes seguros proporcionados por esses estados. Foram estas as vitórias que levaram o Ocidente a vencer. "
14.11.06
The end of the fashion, by Globetrotter

Britain has offered us a peculiar way of coping with modernity. Because it was an Island, Britain managed to reconcile modernity with tradition in a very implosive way. When the Stuarts were restored, the only way of avoiding a Revolution was to decree libertinage at a national scale, as the plays of Wicherley depict. This added to the bloodshed of Cromwell times, made up of Britain the home of hipocrisy, the cult of Terror and a dislexya we admired as "very british", until we found out it was raw pragmatism and we were on the way.
The speech of Tony/Chery Blair yesterday was but an example. As if he was standing in a Theme-Park, Blair is said to have wooed Syria an Iran. It is not true. He receeded to the bastion waving the american flag, his most valued asset. He flags now the "Whole Middle East', instead of the "Grand' Middle East, but, in the end, everything boils down to the Middle-East. So many grand designs, the demagoguery of fixing the clock's mechanism in History and, after all, the Middle-East is very simple, as he stated. Yes, it is. Instead of a brawl every day in Gaza, we have a carnage, every hour, in Iraq. Long after the lies have been unveiled, their soundtrack reverberates as an echo.
These Chery-Blairs should be hold responsible and also denazifyed, on how their demagoguery in buying the Trade-Unions' leaders with good standards of living would inevitably push Britain to a colonial adventure. It was written by marxists such as Immanuel Wallerstein that they should do that or die with Communism, so, they should pantomine they were capitalists. And they did it so well that they went as far as pretending to be imperialists so that there could be a role to social climbers when the world was ebbing back again to the Nation-State. The conservatives let him play, as following the principle: if you cannot do it yourself, let other do it for you. They're also full of social climbers.
But Blair was not a liar. He was just a gypsy seller. He wanted, really to keep the establishment of Labour and their priviliged ones. The only virtue of a socialist is the one of obbeying the doctrine. And Blair did it. Behind, Chery Blair kept her biological plan: motherhood and professional success. How useful is to be a judge in England when her boyish husband is juggling with handgrenades and their best-man, Peter Mandelson cannot even live his own gaiety in a world which is returning to the traditional ways! Yes, a determined social climber may even use a boy as prime-Minister, to care only about her own, egoistical interests. How Britain managed to produce this Chery Blair was not Hipocrisy but the Rocky Horror Show.
12.11.06
Os apanhados da Globalização
Se há um surrealista activo no mundo, é com certeza o inglês Sacha Baron Cohen, muito mais conhecido pelos heterónimos Ali G (jornalista), Borat (correspondente do Kazakhstan), e Bruno (o fashion man austríaco e gay) capaz de inventar um patois com mistura de cockney-Rasta e as confusões constantes ("incesto confundido" com "incenso" e "bilingue" com "bisexual"; chamando Noam Chomsky como "Norman".Com os seus “apanhados” Ali G faz um assalto aos idiotas e às idiossincrasias da cultura e da política americanas e da " Àsia Central" e das "fobias" dos Europeus. Uns percebem o jogo, como o grande conservador anti-guerra Pat Buchanan. Outros ficam confusos, como o médico frustrado pela inabilidade de Ali diferenciar entre o "veterano" e o "veterinário". Cohen não é pateta. As perguntas sobre o aborto, ensino da religião nas escolas, Iraque, e a segurança estão lá.
"Temos recursos naturais, trabalhadores optimos e as prostitutas mais limpas da Ásia Central, diz Borat sobre o seu amado país. O sério é que os governantes kazakhs ameaçaram processar o comediante britânico. Borat respondeu: "Não tenho qualqquer conexão com o Sr. Cohen e apoio plenamente a decisão do governo em processar esse judeu...".
11.11.06
Bandarra.
Agora que doze cidadãos moveram uma queixa crime contra o ministro que se disse iberista, fica aqui uma homenagem ao sapateiro de Trancoso.As suas trovas ao D. Fuão ou D. João foram inspiradas pelos Comuneros que se revoltaram contra Carlos V. O imperador dos euromilhões lançou a Espanha para a Europa para ela se esquecer de si própria. Como escreveu Henry Kamen, a Espanha nunca decaíu porque nunca subiu. E Portugal só recomeçou a subir quando se libertou em 1640. Conclusão: o iberimso é mau para Portugal e para a Espanha.
PS. O tal ministro disse que Portugal e Espanha partilhavam uma mesma língua. Isso é verdade: o Galego
8.11.06
The Swindlers of the XXth Century, by Globetrotter

Donald Rumsfeld fell. It's likely that Saddam will be executed by Christmas, as a present for us Christians (and a revenge too, coming from those ones who could get rid of Saddam only because someone else, from outside, decided to do it). These two old partners, Saddam and Donald, fall at the same time but one breaks his neck. Rumsfeld was getting old, he served faithfully, he had no hidden agendas as the lunatics of Neo-conservatism, because he was no lunatic and he began to understand that a a good servant only gets to power when all the rest fall before the time he does ( if he cannot be the Prince, he will withdraw before the Prince has fallen). Rumsfeld was getting old, his agressive hairdo as the one of a dog ready to attack, became soft as the crest of an ageing rooster, he was looking at things, moving his lips in a creeping astonishment as if he was about to say the only thing the old Buddenbrook managed to say in the end:" It's amazing!". And how historical were Rumsfeld final words..."the first war of the twenty first Century!" He was a fellow of Saddam indeed: both of them wanted, Iraq could be the Mother of all future wars... and he rubbed his hands as an accomplishment, because he never claimed to be a Pacifist, neither a believer. He won't glitter for that accomplishment but he was, once, the "boss".
And still we pray, as the first Christians, for our Rulers, so that they can be illuminated. We cannot judge them as criminals, although they're able to kill many more than a gang of mobsters. If we kill them, as they did, we may get some relief, but we'll be exasperating the only way we have to deal with a bomb we happened to mistake for a chair. So, we cannot desmiss Saddam by hanging him. Likewise, we have to go on praying for Bush and for the Democrats, who, according to the tradition of J. F. Kennedy, McNamara and Lyndon Johnson, probably will follow McCain's advice, and involve even more troops, intensify the war, until the day that natural selection will choose the most modern of the Baathists, ready to take both power in Baghdad and the killings of the season, in his hands. Saddam won't be ressurected, by then, just because of jealousy (exactly as Stalin in the sequence Yeltsin-Putin). The shiites will go on enduring its reactionnary perspective of an iconoclastic Islam, but they'll seize the opportunity to quench their thirst, which gives them strength for remaining the exception of the exception, the one which has no rule.
We'll remember one perfidious character, above all: Tony Blair, the British swindler, who managed to convince the Americans, that, with the British experience in the country, they would hold back the shiites, while the Americans would purify the sunnites of Communism, keeping the Curds aside, in their improbable Country. The program of Blair, the son of an ambitious man who belonged to the Communist Party and who finally managed to have a career in the Conservatives has always been: 'the only way is up, baby!". Blair, the man who invented the fiction of "The Third Way", in order to buy the Labour Party with "I'm not here to lose elections", was only driven by the illusory Revenge of Fame. This was the dream of the swindlers of the XXth Century: stun the opponents with Glitter. Something african and primitive that the outcasts of "looking well at all costs" have carved during the psychadelic Revolution of the seventies. In order to lapidate its way through against an aristocracy who despised them, the petty bourgeoisie didn't hesitate in shunning the labour classes. And Cherie Blair, the patetic "poshy" of Blair's young phantasies, finally got what she wanted: her position as a Judge.
7.11.06
Uma alegoria sobre a Morte anunciada, por André Bandeira
Respirar fogo é uma forma horrível de morrer. Bouwers sobreviveu. Louvado seja Deus e a brisa que nos penetra os pulmões, talvez ainda amanhã e talvez ainda depois de amanhã. E louvados sejam os aromas que traz a humilde brisa, os cantos dos pássaros e tudo vale a pena para que vivamos todos, sem excepção, mais um dia.
6.11.06
A garra do Escorpião, por Pedro Cem
Mas a lição tem outra, por trás: se a alternativa é entre a Tortura do Sono e uma Pesadelo acordado, então um país que tenha riquezas naturais é maldito e outro, que não as tem, é um condenado. Tirem-me deste filme de Terror! Qualquer pretexto é bom para fazer um Homem sofrer, na fôrca... além de execuções só há condenações. Vivemos na Idade do Assassínio e os prazeres ecológicos que nos prometem só acredita neles, quem é louco. É sim senhor, é tempo de nos deixarmos da palhaçada a que chamamos Ciência e encararmos a sério um saber mais antigo, que nos diz que estamos na Idade das trevas, com ou sem Bush. A Democracia é a Besta e a Liberdade é a Morte. Se quiserem um termo de comparação para se aperceberem que estão nas trêvas, fechem os olhos e sonhem ainda com um Amor amigo e carinhoso, com um dia de Sol, que a todos alumia, com um rio de água que se pode beber e um vento que se pode respirar. Sonhem com um bébé nos braços, um cão e um gato pousados nas vossas pernas. Não temos todos direito a isso? Temos mas estragámos tudo com a maldita música dos flautistas loucos, por queremos algo mais no Universo, uma musicazinha.
Sim, Saddam não pode ser morto. É preciso que se rquebre o círculo inconsolável. Eles queriam também matar o Fidel Castro, o Putine, o Mugabe, o Kadhaffi só para depois podermos desejar fazer o mesmo ao Bush, ao Blair, ao Howard e aos outros. Um eterno desejo de vingança a que chamam liberdade a quem agora têm o topete de chamar justiça. Por esta vingança até se fazem filhos, quando o melhor, assim, era nunca os fazer, bébés que nascem como bolas de fogo.
Dar um mínimo de crédito à Administração que depois da Guerra Irão-Iraque ( um milhão de mortos) provoca uma Guerra Civil iraquiana que já vai num número quase igual, é aceitar sujeitá-la a sufrágio, como quem aceita concorrer à Câmara Municipal contra o Imperador Nero, na lista A e o Procônsul Pilatos na Lista B.
Tratam-se de heréticos, presos de alucinações diabólicas na contemplação de imagens religiosas, ao entrarem nas capelas da idade Media, que estão hipnotizados, seguindo o flautista louco que os conduz à terra originária dos servidores do Inferno e pelo qual estão fascinados: o Irão.



