22.4.07
Num carrinho, para a Lituânia, por Peregrino
Cheguei aqui e acordei com trinta e dois tiros de um jovem coreano que não conseguia falar com os que o rodeavam. A loucura de conquistar o céu, faz expedições ao deserto e à selva e o suicídio rebenta-nos debaixo dos pés. E o suicídio é contagioso.
O meu pesadêlo alumia-se com o Dr. Paulo Portas, com as suas gravatas bem apertadas no pescoço, brandidno o dêdo com fúrias napoleónicas, com o seu ar de Estaline azul ou com o fantástico Sarkozy que, se fôsse cavalheiro -- sim, se fôsse o que nunca será -- abdicasse em nome da ultrajada Ségolène, ou do maltratado Le Pen. Mas isso é de um conto de fadas...
Ah, quem me dera estar encolhido, com os joelhos no queixo, na camioneta polaca, ou lituana, pela estrada estreitinha dos firmamentos da estepe!
21.4.07
Alguns conselhos básicos sobre televisão
- O meio é a mensagem
- O espectáculo é a regra
- É a televisão que olha para as pessoas (não ao inverso)
- A publicidade tornou-se o paradigma das linguagens de comunicação
- Excesso de informação é igual a falta de informação
- As únicas boas notícias são os anúncios
- Antes tínhamos a proibição de respostas, agora temos a proibição de perguntas
Uma análise da esquerda lúcida sobre o Iraque
| Jazz and Jihad: the discourse of solidarity | | |
| Gilad Atzmon | |
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| Denver, 13 April 2007 I am becoming gradually interested in the general Western apathy. To be more precise, I would argue that the common denominator between Iraq, Afghanistan and Palestine is our collective indifference to a crime that is committed on our behalf and in our names. . . As much as Blair and Bush insist upon democratising the Muslim world, we, the so-called left humanists have our own various agendas for the region and its people. In Europe some archaic Marxists are convinced that ‘working class politics’ is the only viable outlook of the conflict and its solution. Some other deluded socialists and egalitarians are talking about liberating the Muslims of their religious traits. The cosmopolitans within the solidarity movement would suggest to Palestinians that nationalism and national identity belongs to the past. Noticeably, many of us love Muslim and Arabs as long as they act as white, post-enlightenment Europeans. In other words, we love Muslims as long as they stop being Muslims. |
16.4.07
Momento Grave!
"Jupiter prius dementat quos perdere vult". Era com este aceno de sabedoria contristada que os Antigos despachavam os poderosos que estavam à beira da queda. No nosso século mais tecnológico falamos de preferência do princípio da entropia, quando a energia dos sistemas não se consegue transformar
Algo de semelhante se está a passar em Portugal.
Surpreendentemente, para alguns!" Afinal, somos um país da União Europeia. Nem sequer dos pior classificados em muitos dos rankings que alavancam os Estados da OCDE. Funcionam as garantias do estado de direito e sobre as liberdades não há queixas apreciáveis. Os nossos juristas podem estar muito contentes com o sistema de códigos limpinhos que nos criaram e a indústria florescente de pareceres que alimentam. O sistema eleitoral funciona regularmente e o leque partidário apresenta uma regularidade quase sem paralelo na Europa. 3o anos de democracia sustentada pela "pachorra" dos portugueses em votar quase sempre nos mesmo partidos criaram uma estrutura de fazer inveja a outras classe políticas europeias, sempre em bolandas de mudar de partidos ou de pessoas. Nós não; temos inamovíveis como o major Valentim e a senhora de Felgueiras, liberalmente distribuídos à direita e à esquerda da baixa politica partidária do "centrão".
Somos de facto um país atlântico situado na Europa. E como outros países europeus, partilhamos poderes de governação com a Europa, permitindo que o orçamento seja pilotado de Bruxelas - o que nem é um mal - e que a política externa dependa dos faxes de Washington - o que nem sempre é um bem. Muitas das nossas decisões deixaram de ser soberanas porque o mundo não está virado para aí, para as soberanias puras. Isso não é problema. Fomos independentes 4 séculos antes de se reinventar a palavra soberania. O problema é se sabemos utilizar a independência que nos resta
Isso exige ter a cabeça livre e limpa para tomar decisões esclarecidas e cada vez mais urgentes sobre o nosso futuro imediato. E aí vemos uma crescente entropia, uma crescente loucura e desordem dos políticos republicanos - chamemos-lhe com o nome do regime que temos - acompanhada de uma crescente incapacidade de decidir por nós, de encomendar as soluções aos nossos técnicos e sabedores, de estimular o capitalismo popular baixando impostos para que nasçam empresários nossos a sério e não dependentes de subsídios, de apoiar o enprego dos jovens em vez de os seduzir com a pasmaceira ou de os atirar para a emigração. Temos de aproveitar a sério a independência que ainda temos, e uma das últimas oportunidades que temos é ordenar o país, tornar viável uma série de cidades região que se estendem pelo norte até à Galiza e pelo leste até Castela e que pelo mar e pelo mar facilmente poderiam ser um ponto de encontro com o resto do globo.
Mas em vez de agarrarmos com as duas mãos essa margem de independência que nos resta e de arrumarmos a casa, deixamos a loucura crescer. Veja-se os projectos literalmente farónicos da Ota e TGV; já se calculou que a remoção da terras na Ota equivaleria a 6 pirâmides de Gizé. A classe política que nos governa - digamos republicana pois que assim se auto identifica o regime - deixou de ter amarras nos sabedores e nos técnicos. O episódio ainda sem desfecho da "espécie de engenheiro" que é primeiro ministro é um epifenómeno disto mesmo. Do modo como a classe politica se desamarrou da classe dirigente: de como a classe dirigente deixou de dirigir seja o que for e de acreditar noutros compromissos excepto os seus proprios interesses; de como o que resta de bom senso, de dedicação e de coragem se vê afastado, querendo ou não querendo, das decisões nacionais. De tudo isto resulta que estamos num momento grave em que os poderosos fazem actos estúpidos e dizem coisas estúpidas, como se estivessem loucos. Porque os deuses os querem perder. Mas somos nós, portugueses, que nos temos que salvar a nós próprios!
14.4.07
Skype this!
Ou muito me engano ou os operadores de telecomunicações lusitanos estão num bom aperto. Já ouviram falar no Skype? E no VoipBuster? E no X-Lite? Pois bem, a ideia é simples: se tem um computador ou um Pocket PC (correndo Windows, Linux ou Mac OS X) esqueça as promoções da PT e dos anões concorrenciais que borboletam queixosos à sua volta. O Voice over IP, VoIP, veio para ficar e vai obrigar a PT e restantes operadores de voz e dados, por esse mundo fora, a baixar drasticamente as suas margens de ganância! Eu, para já, mudei-me para o Skype. E preparo-me para o funeral dos vários terminais e assinaturas que a PT me cobra com razoável indecência, mais as suas tarifas exageradas.
Numa rápida visita aos preçários da Skype e da PT retirei alguns números elucidativos.
Portugal Telecom
mensalidade -- € 15,32
rede fixa (cada min.) -- € 0,050
fixo-móvel (cada min.) -- € 0,300
móvel-outras redes (cada min.) -- € 0,457
Sapo MSG -- gratis apenas entre Sapos MSG! E só com o Windows XP...?!?...
Skype
instalação (download) -- € 0,000
mensalidade -- € 0,000
Ciber Phone K (opcional) -- € 54,99
comunicações entre computadores (cada min.) -- € 0,000
comunicações com telefones fixos e móveis (ver comparação entre os valores standard da PT e os valores da Skype)
Skype Out / Portugal Telecom (preços/min. IVA incl.)
Portugal
rede fixa -- € 0,017 / € 0,050
rede móvel -- € 0,282 / € 0,3000
12.4.07
A tragédia do Iraque
As guerras perdem-se ou ganham-se antes de acabar. Mas a Guerra do Iraque, iniciada a 20 de Março de 2003, estava perdida antes de começar. Baseou-se em princípios errados, foi desencadeada com base em mentiras, foi prosseguida com incompetência, e o resultado actual é a tragédia para toda uma geração.
Em discurso à ONU em Setembro de 1993, Clinton ditou que o alargamento da democracia vinha substituir a contenção do comunismo, de preferência pelo comércio e sem violência. Os republicanos neo-conservadores fizeram o Projecto para um novo século americano, 1995 visando colocar os EUA na plataforma giratória do Médio Oriente. Tudo o que necessitavam era de um catalizador, como foi o 11 de Setembro.
A guerra foi desencadeada contra os princípios do direito internacional. O Iraque nada tinha a ver com o 9/11. Não possuía ADM’s. Não estava ligado à al Qaeda. Mas chicotearam o público até acreditar
Depois, veio a incompetência. Paul Bremer mandou para casa um quarto de milhão de Baathistas, a que se juntaram separatistas curdos, milicianos Shiitas, nacionalistas Sunitas, terroristas estrangeiros, jihadistas. Esqueceu-se dos depósitos de munições. Perdeu o "coração e a mente" do povo. Restou a estratégia do atrito.
O optimismo patológico agarrava-se a tudo: o "fim das hostilidades"; a entrega de"soberania"; a captura de Saddam Hussein; a eleição do governo interino; as eleições constituintes; o governo da "unidade"; captura de al Zarqawi. Dizia-se em finais de 2005 que “a revolta estava no fim”; que o povo iraquiano queria liberdade; que a América lutava contra a jihad islâmica global. Mentiras ou ilusões? Pouco importa. A verdade veio ao de cima.
Em vez da construção da nação, o horror. 100 mortos iraquianos por dia e mais de 4000 americanos (militares e civis) abatidos. As forças armadas de EUA só controlam o chão que pisam. “Por cada recruta que matam criam três." E os conscritos economicamente inempregáveis e politicamente impotentes não protestam. Nos EUA, já só se fala em “apoiar as tropas”. Mas Fallujah, Najaf, Abu Ghraib, e Haditha, são sinónimos de massacres, de batalhas sem amanhã, de tortura gratuita.
O governo de maioria shiita está à espera que os mercenários americanos liquidem as milícias sunitas. Estas esperam pelo poder, após a saída dos invasores. O radicalismo islâmico disparou na Jordânia, Arábia Saudita, Egipto e Paquistão. O Irão cresce. E só por razões políticas internas americanas, a guerra ainda não terminou.
A tragédia do Iraque é que não foi alcançado o justo fim – o combate ao terrorismo - e diminuíram os meios - soldados, aliados, dinheiro, legitimidade e vontade. O Ocidente ficou mais exposto devido à mediocridade do "poder americano" e à indecisão do mundo europeu. E enquanto o Ocidente não sair do Iraque não terá as mãos livres e limpas para encontrar o seu lugar no mundo.
11.4.07
Eyes Wide Open
31.3.07
A REDE FERROVIÁRIA DE ALTA VELOCIDADE
Rui Rodrigues
O grande objectivo estratégico para a futura rede ferroviária portuguesa, que terá, como centro, a cidade de Lisboa, é o de se ligar ao restante território nacional, aos nossos 3 aeroportos internacionais, aos principais portos e estar coordenada com a futura rede espanhola, por forma a melhorar as ligações de Portugal ao resto da Europa.
Assegurar-se-iam, para o transporte de mercadorias, ligações do território e portos à rede europeia, em bitola (distância entre carris) standard, com velocidades médias de 100 km/h, o que viabilizaria entregas de material a 2000 Km em 20 Horas e, para passageiros, ligações de Lisboa ao Porto em cerca de 1,5 Horas e ambas a Madrid em menos de 3 horas.
Beckett’s ghost rules in Teheran
By: Chris Sanders
Date: 31-03-2007
Corruption and warfare are two sides of the same coin, preferred by most businessmen
and politicians for the certainty they bring to the matter of profit. On the other
hand, there is never a free lunch, and war can be a tricky business that does not
always turn out in the desired manner. To begin with, you might get killed, not be
re-elected, or go to jail. This is why the same people prefer to do business with
like-minded folk from other countries the better to assure the outcome and confuse
those people at home with the most to lose from this sort of business. This is
gaming of the highest order, which is why, perhaps, they call it the Great Game.
28.3.07
Reza Pahlavi of Iran’s message on the occasion of Persian New Year
Mar/28/2007
Esta mensagem do Ano Novo Persa é muito importante pois mostra como o descendente da Casa Real é um moderado que quer o fim do regime islâmico com uma democracia favorável aos interesses nacionais iranianos. Tema a seguir
Translated Excerpts of Reza Pahlavi of Iran’s message on the occasion of Norouz 1386 (Persian New Year 2007):
. . . The Persian New Year, Norouz, reminds us that no power can suppress or hold back the natural and fundamental desires of humans; whether they are in pursuit of happiness, bettering of lives, or finding sanctity and peace within the arms of law, order and freedom.
. . . Norouz has withstood much tumult throughout the millennia, resiliently serving as a symbol of resistance against untold assaults on our rich culture and prideful heritage.
. . . This year, however, I am deeply sorrowed over the serious and very grave circumstances facing our homeland -- to spiritedly wish you a joyous celebration of Norouz. We face real and unprecedented danger. Our homeland is confronted with an abyss, threatened with sanctions, violence and destruction, even partitioning, at the hands of adversaries, both domestic and foreign.
. . . The clerical regime, its principals, values and nature being the root cause of our national ills is faced with two choices: the continuation of its adventurism, reckless and rogue behavior; or, reversal of course, concession and compromise of its very principals. Unfortunately neither scenario bodes in favor of our national interests, for our national ills are deep and our problems vast -- all rooted in the nature of a regime whose end must come if we are to have a chance to renew our nation for a better future.
. . . We, as a nation, are endowed with an ancient heritage that has gifted mankind a great plenty: great statesmen, prominent leaders and pioneers in multitude of fields. The destiny of our nation should not be determined at the hands of an incompetent, corrupt and inept few. Iran and Iranians deserve better!
. . . As spring renews our day, I reaffirm my commitment to you and our homeland. Above and beyond all personal ambitions and interests we must join ranks, move forward and find our way towards the end goal.
May your new-year be victorious?God Bless Iran
25.3.07
Engº. Luís Leite Pinto.
No Miniscente o Power Point "OTA2" assinado pelo Engº. Luís Leite Pinto.
24.3.07
Galileo project
By: Computer Business Review
Date: 23-03-2007
"The chances of a European rival to the US Global Positioning System
have increased after reports emerged that the partners making up the
Galileo project have settled their differences and finally signed a
joint venture agreement.
22.3.07
Capitalistas - Direcção Oriente
By: James Petras - dissidentvoice.org
Date: 21-03-2007
While the number of the world’s billionaires grew from 793 in 2006 to
946 this year, major mass uprisings became commonplace occurrences in
China and India. In India, which has the highest number of billionaires
(36) in Asia with total wealth of $191 billion USD, Prime Minister
Singh declared that the greatest single threat to ‘India’s security’
were the Maoist led guerrilla armies and mass movements in the poorest
parts of the country. In China, with 20 billionaires with $29.4 billion
USD net worth, the new rulers, confronting nearly a hundred thousand
reported riots and protests, have increased the number of armed special
anti-riot militia a hundred fold, and increased spending for the rural
poor by $10 billion USD in the hopes of lessening the monstrous class
inequalities and heading off a mass upheaval.
The total wealth of this global ruling class grew 35% year to year
topping $3.5 trillion USD, while income levels for the lower 55% of the
world’s six-billion-strong population declined or stagnated. . . Given the enormous
class and income disparities in Russia, Latin
America and China (20 Chinese billionaires have a net worth of $29.4
billion USD in less than ten years), it is more accurate to describe
these countries as ‘surging billionaires’ rather than ‘emerging
markets’ because it is not the ‘free market’ but the political power of
the billionaires that dictates policy.
Capitalistas - Direcção China
By: Asia Times Online
Date: 22-03-2007
BEIJING - The China Banking Regulatory Commission (CBRC) officially
announced on Tuesday its approval for HSBC, Citibank, Standard
Chartered Bank and Bank of East Asia to establish locally registered
branches to operate in China.
The four overseas banks are allowed to start a full range of
foreign-exchange services and yuan businesses, including yuan banking
business for Chinese citizens, with the establishment of their locally
registered subsidiary banks, though they will be mainly engaged in
foreign-exchange and yuan business for companiesand institutional
clients.
20.3.07
The World's Riskiest Web Domains
What makes a domain more appealing to the Web's evil-doers? Price and anonymity. Spammers must constantly change domains to avoid filtering and blacklisting by e-mail service providers, anti-spam programs and Internet service providers. Registration costs, while often less then $10 a site, quickly multiply. That's why Tokelau, which gives out domains for free, may be a popular hideout for dubious sites.
The World's Riskiest Web Domains:
No. 1: Tokelau (.tk)
No. 2: Information (.info)
No. 3: Samoa (.ws)
No. 4: Romania (.ro)
No. 5: Commercial (.com)
No. 6: Business (.biz)
No. 7: Russia (.ru)
No. 8: Network (.net)
No. 9: Families and Individuals (.name)
No. 10: Slovakia (.sk)
19.3.07
EUA Europa
US Military set to retain the high ground in space
By: New Scientist
Date: 19-03-2007
The ability to turn on and off GPS (Geo Positioning System) signalling
looks as if it will be retained by the US as the European alternative
falls from grace. The strategic ability to control from the skies who
has geo-positional knowledge has ramifications far beyond the
convenience of your route finding buddy in your automobile. The GPS
signals are of prime military use controlling tomahawk missiles, A-10
tank busters, aircraft carriers and the like, being essential for the
exercise of political will and ultimately the conduct of an independent
war.
18.3.07
Belarus- a realidade
Transcrevo um artigo Why did voters in Belarus reject the "Denim Revolution"?
Executive Summary
Author: Mark Almond (Contact: mpahel@aol.com)
In the presidential election held in Belarus on 19th March 2006 the incumbent Alexander Lukashenko won a convincing 82% victory. This result had been widely predicted as had the international community’s hostile response – in the weeks leading up to the election the main observer mission, the OSCE, prejudged both the conduct and result of the poll, deeming it to be neither free nor fair before a vote was cast.
At first sight, the proportions of Mr Lukashenko’s victory seem barely less grotesque than the stratospherical electoral triumphs of the West’s favourites. Over the last 15 years, the Western-controlled OSCE observer missions have swallowed without demur a 97% victory for the “rose revolutionary” Mikheil Saakashvili in Georgia in 2004 or a modest 89% from Kyrgyzstan’s “tulip revolutionary” Kurmanbek Bakiev, or 92% for Georgia’s Eduard Shevardnadze back in 1992 when he was still Washington’s favourite reformer, or even Heydar Aliev’s 93% in Azerbaijan in 1993. Yet the same team which never raised an eyebrow about elections where one regime insider was endorsed as the successor of a predecessor whom the West had tired of could not conceive that 82% of Belarussians voted for Alexander Lukashenko.
The West, the EU in particular, threw its weight behind the candidature of Alexander Milinkevich, a little known former academic of Polish extraction, inviting him to Brussels in the pre-election period to be officially endorsed. 2 other opposition candidates were ignored by this august body. However, any candidate who stood on the West’s familiar reform platform of privatization of both industry and public services was going to have an uphill struggle in Belarus where life has improved over the past ten years under Lukashenko led governments. A workable, social democratic model of the type once favoured by the EU now flourishes in Belarus where everyone is all too familiar with the costs of the reform agenda that has ravaged other post-Soviet republics.
15.3.07
falcões de aviário

Quem conhece Taki ? Criador do www.takimag.com desde 5 de Fevereiro de 2007, o jornalista e milionário Taki Theodoracopulos, escreve no Spectator, National Review, Times, Vanity Fair, entre outros. Em 2002, fundou o American Conservative com Pat Buchanan e Scott McConnell.
Aqui está uma peça dele:
13.3.07
Máximas para acabar com o Inverno, por Pedro Cem
2 - A diferença entre a Moral e a Decisão é que a Moral estabelece uma caminho entre A e B, enquanto a Decisão amputa A de B ou B de A. Porque a Moral não pretende fazer da Razão um Deus, mas apenas um Seu instrumento. É essa a diferença entre a Moral e a Ciência do Bem e do Mal, que ainda nos amarga a boca.
3 - Dantes, a Moral era um sentimento negativo. Agora é um pressentimento. Amanhã, será um calafrio.
4 - O espectáculo da desgraça tem duas razões escondidas: fazer-nos sentir bem porque não nos aconteceu a nós e prolongar a desgraça, uma vez que nos temos de adaptar ao que não muda.
5 - Com o vazio do Poder, a Povo começou a exigir a Lua, mas por despeito e consciente disso. Com a demissão dos intelectuais, os filhos abandonados aprenderam a ler com as lendas da carochinha e organizaram-se para roubar a Lua, porque na falta de Poder, a imaginação não é real, é compulsiva. Do Inferno que se segue, só nos resta pensar que as chamas, ao menos, iluminam esta escuridão absoluta.
6- Em teoria dos números, pensávamos que tudo se sucedia como uma enorme repetição dos dedos da mão. De repente afagamos um relvado e damos conta que se trata do pêlo de uma animal fabuloso, prestes a acordar.
7 - A luta mental é entre um mundo feito de alternativas e um mundo feito de conversões. Nem as alternativas se convertem, nem as conversões alternam. As alternativas aparecem mas só permitem. As conversões acontecem mas não conseguem. Conseguir não depende de nós e chegar ao fim, passar-se-á sempre além da nossa vontade.
8 - Uma das razões da Filosofia Ocidental estar com a doença de Alzheimer é a de que, provavelmente, a Mente vê as coisas, como um espelho reflecte as imagens. Até é natural, pois a pecepção não podia estar colocada à frente dos sentidos. Mas a imagem que a mente faz de si própria não tem espelho e inflama-nos. Daí a convivência culposa dos mais belos pensamentos com as acções mais bárbaras.
9 - Tanto prazer para os momentos de lazer! Quanto mais tortura nos momentos de Labôr, mais Prazer nas férias. Parecemos uns ratos doidos no Laboratório. Só nos resta recusar a ideia de que a Felicidade é equivalente ao Prazer, se não queremos enlouquecer definitivamente.
10 - A minha alma não tem sexo. Mas foi-lhe dado um corpo.





