3.1.08

RAZÕES PARA UMA REVOLTA

Circula na net uma mensagem intitulada
*RAZÕES PARA UMA REVOLTA, COM GENTE PENDURADA EM CANDEEIROS*

A MENSAGEM COMEÇA
"O País vai mal... é verdade! É preciso continuar a pedir sacrifícios aos portugueses. Mas como é que chegámos tão fundo? Não há dinheiro, dizem...
Já agora, talvez seja bom verificar em que condições e nível de vida andam aqueles que pedem sacrifícios ao português médio e ao que vive com o salário mínimo.
É isso que este texto pretende: abrir os olhos de todos para a hipocrisia dos nossos governantes. "

E depois seguem-se vários slides de casos chocantes de remunerações

MAs o que marca a mensagem não é só o conteúdo chocante da pantouflage politico financeira. è mais quem a rea envia e quem a recebe. Eu diria: aqueles que levam a sério o direito À indignação. Estejam atentos, todos.

Rolão Preto


Rolão Preto tinha a suprema vantagem em política de estar fadado para ser um contraponto mas Salazar nem o deixou ser contra poder. O licenciado em Ciências Políticas pela então jovem Universidade de Lovaina sabia o que estava a fazer quando ultrapassou Salazar pela Direita, em 1934, com os " Camisas Azuis" ou quando o atacou pela Esquerda em 1958, apoiando Humberto Delgado. Até veio a morrer gritando "O rei mais os sovietes". Houvesse mais uns cinco ou seis com a temperatura anímica dele e o séc. XX de Portugal seria diferente. La Palisse não diria melhor. Mas la Palisse só diz verdades....!

«A TRAIÇÃO BURGUESA» ( com um aceno ao espaço Alcyone)
por ROLÃO PRETO, PRO DOMO,Lisboa, 1945. (Cultura Política).
Este livro visa um mal, um dos grandes inimigos do homem e do mundo, o «mal burguês». (...). Sobre a grande noite do mundo sopra o vento renovador que anuncia a madrugada de uma nova era. Está em marcha a mais profunda e mais vasta revolução de sempre...

1.1.08

Perfeito, perfeito, seria...


Com agradecimentos ao Eduardo , criador do conceito

31.12.07

Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado...!

Final do "Manifesto Anti-Dantas", de José de Almada Negreiros, dito por Mário Viegas....
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29.12.07

Merci, Président Sarkozy!

Nicholas Sarkozy, a 20 de Dezembro, em Roma, perante o papa Bento XVI apresentou como visão da «laicidade positiva», que a França não tem o direito de cortar as raízes cristãs. Um presidente francês a ser empossado como «cónego de honra» de São João de Latrão, título concedido aos reis de França desde 1593, parece uma revolução cultural. Mas é ainda mais do que isso. É um sinal de paz social dos não-crentes com moderação que exige um idêntico sinal dos crentes com moderação.
Eu achava grave que o defunto Tratado Constitucional Europeu não invocasse Deus num preâmbulo sobre as raízes da Europa. Mas se o nome de Deus não estava lá ( como não está no Tratado de Lisboa) a culpa deve ser repartida entre as elites agnósticas europeias – do tipo Giscard d’Estaing - e os “cristianistas” – do tipo fundamentalista católico - que invocam Deus em vão e assim desqualificam o ser cristão.A distinção entre um “cristianista” e um cristão é que um quer injectar religião na vida política e o outro respeita a separação entre Deus e César.
È bem evidente que o apoio a políticas públicas pode surgir de razões religiosas. Mas numa sociedade secular, os argumentos apresentados em público, não devem depender nem invocar verdades religiosas. A cidadania em democracia pluralista exige traduzir as convicções religiosas em argumentos morais que podem persuadir pessoas sem fé ou com fé.
Em países como os EUA, a tendência é para vir ao de cima o fundamentalismo dos "cristianistas" o que é mau. Em Portugal, predomina sobretudo a “paz podre”; não há ateus extremistas a proibir que as convicções políticas pessoais sejam informadas pela fé religiosa; o que existe é falta de testemunhos sobre a origem moral das nossas convicções políticas e ausência de debate entre as raízes culturais e religiosas das respectivas posições políticas. Donde, o debate na comunicação social estar tristemente entregue aos "técnicos" dos resultados, sem nunca serem chamado os "especialistas" das causas. O público é esperto: avalia os "técnicos" como porta-vozes de interesses particulares; e normalmente são mesmo porque o debate mais profundo não se realiza.
Pessoalmente, eu tenho consciência que a minha oposição absoluta à tortura, ou o meu empenho na justiça social, parea citar duas questões chave, tem raízes no Cristianismo. São convicções que resultam da minha fé católica, que se aprende como uma atitude e uma cultura e cujos frutos não dependem da hierarquia. Acredito na dignidade inerente de todos os seres humanos como reflexo da vontade de Deus revelado em Jesus Cristo. Mas é muito evidente que outros opositores à tortura e outros defensores da justiça social não foram crentes, como por exemplo Albert Camus e George Orwell, cujo sentido moral, alias, eclipsa o de muitos cristãos e de todos os “cristianistas”.
O debate político não pode depender do recurso a argumentos religiosos. Em política, um cristão não se dirije a cristãos, mas a cidadãos. Pode e deve usar argumentos históricos, jurídicos, constitutionais, morais, estratégicos, económicos, argumentos sobre a história portuguesa, europeia e ocidental. O que não pode é dizer "Sou cristão, portanto tenho razão". Como outros não podem dizer: "O cristianismo é uma parvoíce, portanto tenho razão".
Por isso “Merci, Président Sarkozy” pelo exemplo de moderação que deu e que sacode a paz podre e o fundamentalismo que nos atormentam.

26.12.07

Defenderemos o que é nosso

Ora aqui está um homem que sabe o que faz: Dragoslav Bokan sabe que o futuro do Kosovo está em jogo e pediu a ajuda dos grandes estadistas ocidentais, já mortos numa campoanha lançada pelo o governo sérvio
São outdoors com as imagens de Washington, Lincoln, Kennedy, Churchill e de Gaulle que afirmam "Kosovo é Serbia!" Ao lado dos retratos . excertos dos discursos. Os países ocidentais suportam a independência de Kosovo. Mas como disse Churchill, " defenderemos o que é nosso; nunca nos renderemos." Washington diz: "o tempo está próximo em que escolheremos se queremos ser homens livres ou escravos."
Dragoslav Bokan, director da agência de imagem que fez a campanha do poster afirma que está a lembrar os políticos ocidentais que afirmam o direito de defender a pátria"
Os EUA e a UE acreditam que a administração da ONU no Kosovo, desde 1999, deve ser substituída pelos estado independente dos albaneses étnicos, que são 90% da população. A UE aprovou uma missão para o estado de Kosovohe. Kostunica acusou a UE de criar "um estado fantoche" no solo da Sérvia.
está fazendo a Serbia? Os conselheiros do governo da Sérvia dizem que não faz sentido o país reunir-se à UE que a quer amputar de um território. A retórica pró- Rússia tem aumentado e os laços com a Rússia, são a religião cristã ortodoxa e uma aliança militar de dois séculos, Mas no séc. XXI os Sérvios jogam no futebol da Europa e no basquetebol dos EUA. A campanha do poster, lembra que são Europeus. "O governo não fará a Guerra pelo Kosovo, mas pensa que se pode ser bom europeu e protestar."
A Serbia procura força na sua história de nação cercada pelos inimigos,. A batalha mais comemorada da Sérvia é uma derrota perante os turcos no Kosovo; A raiva sérvia o “inat” existe mesmo. Perder uma batalha não é perder a Guerra. Ou, nas palavras de Kennedy no outdoor "Cumprir o dever - apesar das consequências pessoais, apesar dos obstáculos e dos perigos, e das pressões - é a base da moral humana”

20.12.07

Presentinhos de Natal

José Manuel (Durão) Barroso - Um belo CD com a Música “Vem Devagar Emigrante” de Graciano Saga

Maria de Lurdes Rodrigues - Pau de Marmeleiro com leitor óptico, acessório pedagógico a ser usadodesde o ensino pré-escolar ao pós-universitário,

Luís Filipe Meneses - Uma réplica de um cadeirão de deputado em S. Bento, com a inscrição “nom soô Elitista nem Sulista nem Liberal”

Cavaco Silva - Uma lata de tinta de marca comprovadamente portuguesa para que surja à luz do dia “O Homem Invisível”

Jerónimo de Sousa - Uma edição do livro de Zita Seabra “Foi assim!”, encadernada com a peledos cordeirinhos que os comunistas não comiam ao pequeno almoço

Mário Lino - Uma maquete de aeroporto à escala 1/600 feito em parceria pelo MIT, a Airfix e a Concentra Mattel com a plaquete “Oferta dos Comissários do QREN”

Francisco Louçã - Uma “Bíblia de Jerusalém”, depois de o coordenador do BE ter participado com a Igreja em acções contra a Pobreza

Prémio Extra Internacional George W. Bush - Uma hipoteca sub-prime lançada sobre Camp David e o rancho do Texas

9.12.07

Dia Internacional Contra a Corrupção

O Dia Internacional Contra a Corrupção assinala-se hoje, 9 de Dezembro, quando passam quatro anos sobre a proclamação da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção.
Pela resolução 58/4 de 31 de Outubro de 2003, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 9 de Dezembro como Dia Internacional Contra a Corrupção. Portugal, à semelhança da generalidade dos países, ratificou esse instrumento internacional, cujo texto foi publicado no Diário da República de 21 de Setembro.
Em todo o mundo considera-se que partidos, parlamentos, polícia e tribunais são as instituições mais atingidas por uma corrupção generalizada, segundo um relatório da Transparency International (TI), publicado na quinta-feira. De acordo com o documento, 2% dos portugueses inquiridos admitiram ter pago subornos para ter acesso a um serviço.

6.12.07

II (Re)leituras: Ler Schleiermacher, por André Bandeira

Ler "Über die Religion", de Schleiermacher o teólogo protestante que associámos à arte da hermenêutica: a arte de perceber o que é que o outro quer realmente dizer. Neste seu livro, publicado em 1799, quando tinha à volta de trinta anos, Schleiermacher, apela aos indivíduos cultos, aos artistas, aos Criadores do seu tempo romântico, que não percam a noção de Deus nos seus corações. E satisfaz-se com um apelo simples: o de que, onde houver noção de Infinito, há uma presença de Deus e, que portanto, se deixe esse lugar do Infinito estar onde está, mesmo que se não creia. Diz outras coisas extraordinárias, para a sua época ( embora num contexto em que a Prússia só admitia uma Igreja de Estado): que não é mau que haja várias formas de religião, que isso é inevitável e que é bom. Não que não seja má, a inexistência de uma só Igreja mas tudo isso está nas mãos de Deus. Schleiermacher zangou-se com o pai, quando, a certo momento, disse ter perdido a fé na natureza divina de Jesus. Mas recuperou-a, como quem O segue pelo caminho do Mundo, sem desistir. Foi um homem ridículo nos amores. Era demasiado escrupuloso, acreditava na amizade das mulheres que o amavam, não percebia. Acabou por tomar conta duma viúva e do seu filho. Quando morreu, dizem que o enterro foi impressionante, com as milhares de pessoas que o acompanharam. É assim: compreender exactamente o que o Outro quer dizer, andar em círculos entre o que os dicionários magicamente determinaram e o que o coração diz, não faz descobrir nenhuma regra. E a vida dotou Schleiermacher desta contradição, cheia dum Amor intrépido: quando os seus amigos liberais alinhavam para saudar Napoleão, o invasor, Schleiermacher partiu para o campo a incitar o Povo a resistir. Hegel, o pai da URSS e da Alemanha nazi, denunciou-o como resistente. Shleiermacher não foi amado por ninguém e toda a gente o amou.

2.12.07

Mensagem do 1º de Dezembro de 2007




Dom Duarte de Bragança
(Lei na íntegra em Somosportugueses )
"Há 30 anos iniciei o hábito de comunicar com os Portugueses nos dias 1º de Dezembro. Sei que as minhas mensagens têm sido bem recebidas em todas as esferas da sociedade portuguesa porque nelas chamo a atenção para as prioridades da vida nacional. "
(...)
"Sem uma verdadeira "cultura democrática" de participação das pessoas e de responsabilização dos eleitos perante os eleitores cresce a abstenção e a indiferença e em, momentos de crise das instituições democráticas poderemos vir a ser desafiados pela tentação de aceitar ditador "que nos governe".
A independência nacional é também um compromisso com a democracia....
Foram estas considerações que me levaram a fundar em Agosto deste ano o "Instituto da Democracia Portuguesa", que junta personalidades de sectores políticos e culturais muito diferentes, mas unidos na preocupação de que Portugal seja um País livre e independente, numa Europa unida pelos valores que decorrem das suas raízes culturais e espirituais cristãs, gregas e judaicas.
As iniciativas deste Instituto que se preparam sobre o ordenamento do território nacional contam com o apoio de académicos, empresários, quadros e jovens de todo o país. Espero para elas todo o apoio dos que entendem que chegou a hora de um movimento de cidadania que reúna as pessoas pelo que elas têm de melhor e de participação na vida pública mediante resoluções e propostas concretas sobre o ordenamento, a segurança e estratégia nacional, entre outras."

1.12.07

Primeiro de Dezembro, por Pedro Cem

Saudades de Portugal:

1 -- Em Agosto passado desço a Sesimbra. Na camionette de sempre. Vou pela rua, vejo os ciganos de sempre a vender as "t-shirts" Lacoste, falsas certamente. Vejo um cigano jovem que vende a sua mercadoria gesticulando com a mão esquerda e exibindo as camisas sobre seu braço direito, coberto como um estendal. É jovem, não se cansa muito com as conversas. Aguardo a minha vez e vejo uma t-shirt azul, como um Mar de Primavera, que é verde. Digo-lhe então: obrigado por vender estas t-shirts, sempre que venho cá, compro uma ou duas. Ele agradece-me com humildade. As t-shirts caem-lhe do braço direito. Erguido no ar como um punho desolado, como uma mão que implora ao céu sem nunca se abrir, vejo o braço que escondia: não tem mão.

2 - Vou pelo Chiado abaixo. Os ossos todos doem-me. Como um velho, arrasto-me para a esplanada da Brasileira. Ali fico, uns tempos, certamente com o meu ar hollyoodesco, bronzeado, porque tenho os ombros teimosamente largos de anos de desporto de competição, pelos quais estou agora a pagar a factura. A certa altura, um casal vem descendo, o marido, janota, preocupado e sério, ela talvez olhando-me por curiosidade desde o cimo da rua. Sentam-se ao meu lado. Percebo que ela é uma cantora lírica, do Porto, com o sotaque mal disfarçado pelas temporadas lisboetas do S. Carlos. Ele, aprumado no seu ar antigo e lisboeta, com a barba e o cabelo ralo, duma juventude que passou, com a voz um pouco adamada, mas uma seriedade nos assuntos que trata, demonstrando a complexidade desta vida e também o sentido dela. A certa altura, a cantora diz-lhe: "põe a gravata direita, tens o colarinho torto..." e, antes que ele o faça, fá-lo ela. E diz-lhe: Tenho muito orgulho em ti!". Ele estremece. É uma bonita declaração de Amor.

3 -- Tomo o combóio de madrugada, para Lisboa, em romagem aos meus que sofrem. Em Coimbra entra um bando de Mulheres, nos seus quarenta. Parecem como empregadas da limpeza, em fim-de-semana, ou funcionárias administrativas do mais baixo escalão. Vão de férias, que, para elas, são um fim-de-semana, em Lisboa, sem os maridos. Agumas delas não sabem o que isso é. Refere-se uma ao "pai do meu filho", com uma certa doçura que só a pronúncia pura como água, de Coimbra, permite. A conversa delas é, evidentemente, rude. A certa altura, uma diz àquela que se sentou ao meu lado: " Vê lá não adormeças!". Ela responde:"Ah, eu posso dormir já aqui, com este senhor, ao lado".
E rimo-nos. São as férias daquelas pobres mulheres. Um fim-de-semana de Agosto, em Lisboa, para quem mal ganha para comer, mas que ainda se sabe rir.

4 - Vou visitar uma terra da família, no monte, que podia comprar, fazendo um primo menos pobre. Está toda coberta de sarças. Entre moscardos e espinhos, salto de penedo em penedo. O suor jorra-me, sob o Sol. Fico com os espinhos atravessados nas calças. Durante muito tempo os sentirei, sentado em combóios, em táxis, em camionettes. É uma doce sensação que me desperta e me recorda o caminho da terra.

25.11.07

Instituto da Democracia Portuguesa



O IDP acaba de lançar este espaço na Internet onde manterá todos os interessados actualizados quanto às suas iniciativas. Em breve poderá aceder a várias outras funcionalidades. Mantenha-se atento.Para qualquer questão, consulte a nossa página de contacto
Endereço : http://www.democraciaportuguesa.org/

Irão ao Irão?

A crise económica, cívica e cultural dos USA continua a alastrar. A crise do Capital de Risco nos fundos de hipotecas sobre o imobiliário mostra uma Economia que já não cresce. Isto afecta as economias emergentes da China e da Índia, que irão refrear o crescimento industrial por falta de encomendas dos mercados de consumo do Ocidente. O pico do Petróleo provoca o aumento do preço do barril para valores que dizem serão de 120 dólares lá para meados de 2008. Os EUA têm o maior défice acumulado da sua história. Chris Martenson, em "Os Estados Unidos estão insolventes", refere que só a dívida interna, passivos líquidos combinados, ascende a 403% do PIB, fora a Guerra no Iraque e no Afeganistão, 15% do PIB.
A Economia Norte-americana não gera riqueza para cobrir as despesas cada vez maiores em benefício do Capital Financeiro e da Guerra. Está na falência. E por efeito perverso da Globalização, atinge a Economia Mundial.

A II Guerra Mundial teve efeito devastador sobre a Europa, mas grande vantagem económica para os USA. Os "Senhores do Mundo" para salvar o Sistema Financeiro Mundial da bancarrota, irão buscar pretextos e não faltam belicistas islamitas pra lhes fazer a vontadde. Junta-se a fome com a vontade de comer.

19.11.07

Mais uma volta ao parafuso - O país do destino é a Arábia Saudita

Iran leader dismisses US currency

Iranian President Mahmoud Ahmadinejad has suggested an end to the trading of oil in US dollars, calling the currency "a worthless piece of paper".
The call came at the end of a rare Opec summit, and was opposed by US ally Saudi Arabia.
The summit in Saudi Arabia was only Opec's third in 47 years.
a record high of $98.62 a barrel earlier this month
The dollar has weakened considerably against the euro and other currencies in the past 12 months.
However, in the communique Opec did make a reference to the debate, by committing itself to studying "ways and means of enhancing financial co-operation".
Iran's oil minister said that this would allow the formation of a committee to study the dollar's effect on oil prices and investigate the possibility of alternative trading currencies.

12.11.07

PROFESSORES DAS AEC NÃO RECEBEM

ESTE BLOGUE ESTÁ SOLIDÁRIO COM O POST DO BLOGUE CEGUEIRA LUSA ( e Silêncio Culpado que me enviou o mesmo)QUE TRANSCREVE NA ÍNTEGRA

VERGONHOSO: PROFESSORES DAS AEC NÃO RECEBEM
As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), há quem as designe de Actividades de Empobrecimento Curricular, nasceram algo tortas e, como diz a sábia voz do povo, «aquilo que nasce torto, tarde ou mal se endireita». Não querendo tomar a parte pelo todo, não me atrevo, para já, a juntar-me ao exército, que tem visto as suas fileiras engrossarem, daqueles que diabolizam as AEC. Apesar de não ser novidade para ninguém que me conheça que não concordo com o modelo adoptado nem com os objectivos (se é que estes existem) que estas se propões alcançar. Todavia, posso afirmar, convictamente, que este modelo contribui para o empobrecimento dos professores envolvidos no projecto.A trabalharem desde Setembro sem receberem um cêntimo pelos seus serviços é absolutamente inaceitável. Não esqueçamos que estes profissionais trabalham a «Recibo Verde», portanto há uma boa parte do ano em que não recebem coisa alguma. Isto já é preocupante. Pensar que estas pessoas desde Julho que não auferem qualquer vencimento suscita-me algumas questões: Quem paga a renda / prestação da casa? Quem paga a alimentação? Quem paga a água, a luz, o telefone? Como é que se vive assim? Não esqueçamos que muitos têm que se deslocar em transporte próprio para a (s) escola (s) onde leccionam. Não sei se esta situação se está a passar em todo o país. Em Viseu esta é uma realidade dramática. Parece que os vencimentos estão a ser processados…estavam…estarão…Ninguém sabe ao certo.O que sei é que há gente a vivenciar situações dramáticas. Um amigo disse-me que não sabe se o dinheiro que ainda lhe resta será suficiente para o combustível que lhe permita deslocar-se às várias escolas em que trabalha. Aqui está outra aberração: contratam imensa gente e depois atribuem apenas 12 horas a cada professor, horas distribuídas por distintos locais, obrigando a várias deslocações diárias. Se não expusesse esta situação vergonhosa e lamentável hoje, tenho a sensação de que nem dormiria em paz. Outros há que estão, dado o adiantado da hora, tranquilamente a sonhar com a cabeça na almofada. Enquanto isso, muitos fazem das tripas o coração, encetando majestosos malabarismos, para fazerem face às necessidades básicas do quotidiano.

Que vergonha!!!

9.11.07

Nada que não fosse anunciado...! O colapso finaceiro americano

Just yesterday, Cheng Siwei, vice-chairman of China's parliament announced that China will shift the country's reserves out of dollar-denominated investments and into the euro and other strong currencies!

Beijing central banker Xu Jian twisted the knife, saying “The dollar is losing its status as the world currency. The U.S. dollar's global currency status is shaky,” he said, “and the creditworthiness of dollar assets is falling.”

And to make matters worse, Xu predicted the dollar would continue to collapse in 2008 — and that $1,000 gold is now a near certainty!

This is devastating news for an already-shaky U.S. dollar. With China’s $1.43 trillion in reserves and a total of more than $7 trillion now in foreign hands — this could very well be the straw that breaks the dollar’s back, unleashing a world-wide torrent of dollar-dumping and a sudden, unprecedented collapse of the greenback.

Just yesterday, Cheng Siwei, vice-chairman of China's parliament announced that China will shift the country's reserves out of dollar-denominated investments and into the euro and other strong currencies!

Beijing central banker Xu Jian twisted the knife, saying “The dollar is losing its status as the world currency. The U.S. dollar's global currency status is shaky,” he said, “and the creditworthiness of dollar assets is falling.”

And to make matters worse, Xu predicted the dollar would continue to collapse in 2008 — and that $1,000 gold is now a near certainty!

This is devastating news for an already-shaky U.S. dollar. With China’s $1.43 trillion in reserves and a total of more than $7 trillion now in foreign hands — this could very well be the straw that breaks the dollar’s back, unleashing a world-wide torrent of dollar-dumping and a sudden, unprecedented collapse of the greenback.

4.11.07

Zeca Afonso - Aqui d'El rei!

Agradecendo ao meu amigo Alberto Castro Ferreira
DOS QUE LUTOU PELA DIGNIDADE NA LIBERDADE!
Vejam o Jornal de Parede dele
http://skocky.spaces.live.com/


MÚSICA: ZECA AFONSO .
LETRA: JORGE DE SENA .

«EPÍGRAFE PARA A ARTE DE FURTAR»
"A arte de furtar para proveito de amigos" e´uma velha fórmula de Platão em A República para denunciar a corrupção vigente



"Roubam-me Deus
Outros o diabo
Quem cantarei?

Roubam-me a Pátria
e a humanidade
outros ma roubam
Quem cantarei?

Sempre há quem roube
Quem eu deseje
E de mim mesmo
Todos me roubam
Quem cantarei?
Quem cantarei?

Roubam-me Deus
Outros o diabo
Quem cantarei'

Roubam-me a Pátria
e a humanidade
outros ma roubam
Quem cantarei?

Roubam-me a voz
quando me calo
ou o silêncio
mesmo se falo

Aqui d'El Rei!"

28.10.07

A diligência de Abílio Magro

“Em um dos meses do ano de 1909, Dezembro se a memória não me falha...” escreve Abílio Magro, o governador civil de Lisboa, João de Azevedo Coutinho, deu- lhe instruções para se deslocar a Espanha a fim de obter por compra ao famigerado António de Albuquerque o autógrafo de um livro com revelações sobre o regicídio, A execução do Rei Carlos. Uma vez que já não era secretário particular do juiz de Instrução, Abílio Magro vai a Granada como agente de confiança. Hospedado no Hotel Victoria, entra em contacto com o “Lêndea” que queria ficar à força na história.
A execução do Rei Carlos é mais um livro de escândalos de Albuquerque, neste caso um diálogo de obscenidades entre ele e um seu amigo regicida fictício, de nome Fabrício de Lemos. Dois terços do livro descrevem a vida voluptuosa do autor com uma escrava sexual Fatimah que trouxera de Marrocos, o outro terço os preparativos do regicídio, numa variante sentimentalona e balofa de A Filosofia na Alcova, do marquês de Sade. A nota introdutória diz o seguinte: «À inolvidável memória dos mártires da mais sublime das causas, a menos compreendida e a mais caluniada. Que Buíça e Costa descansem em paz eterna entre as flores com que mãos piedosas cobriram as suas campas de heróis e sob as bençãos que desde a terra lhes en­viam os seus camaradas oprimidos! Saudade para as suas memórias, perseverança e cora­gem para nós.»
Comprado por 120$00 ao Albuquerque um manuscrito, Magro regressa com uma das fontes primárias sobre a conspiração do regicídio e o Grupo dos 18 nela empenhado. Esse Grupo dos 18 de onde saíram os regicidas era constituído por José Nunes, Vergílio de Sá Alfredo Costa, Manuel Buíça,professor; e Domingos Fernandes Guimarães, caixeiro, Artur dos Santos Silva, operário; Saul Simões Sério, comerciante; Carlos Kopke, bancário; António Rodrigues Pires; Armando Octávio Dias, Roque de Miranda; António José dos Santos; industrial; Francisco Soares; A. Figueiredo Lima; Manuel pereira da Silva e um francês, um italiano e um catalão, como representantes das organizações anarquistas dos respectivas países. Nesta lista, onde a par de nomes comprovados existem outros duvidosos, assinala-se a presença dos estrangeiros em conformidade como as indicações de Magalhães Lima com quem partilhava conhecimentos e segundo Rocha Martins, “o famigerado Francisco Ferrer não foi de todo alheia ao que então se passou em Portugal”.
No regresso, recebido por Azevedo Coutinho no palácio da rua da Rosa, Abílio Magro entrega-lhe o autógrafo de trezentas páginas. O governador civil de Lisboa considerou-o tão importante que o levou, no dia seguinte, a D. Manuel II, então em Vila Viçosa a acompanhar a visita de Afonso XIII de Espanha. D. Manuel estimou devidamente o alto serviço prestado e entendeu dispensar a sua protecção a Magro. Este, sendo candidato a um lugar de escrivão de direito do cível, pedia preferência perante um indivíduo protegido pela “aristocracia feminina” e pelo ministro da justiça João de Alarcão. Todos os sinais são de que o rei se empenhou, como testemunharam o conde de Tarouca e João Azevedo Coutinho. Mas os dias e semanas passaram e o provimento do lugar não chegou. Nem por isso Abílio Magro deixou de continuar a recolher materiais sobre os regicidas.

14.10.07

Esta gente cujo rosto, POEMA DE SOPHIA DE MELLO BREYNER

Esta gente cujo rosto
ás vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova

E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
De um tempo justo

Do livro GEOGRAFIA, 1967

( AGRADEÇO O ENVIO à FERNANDA leITÃO)