22.5.07
Simple Minds, by Pedro Cem
But they left something. They were even polite to jazzers, saying in a sweet rock'n'roll song that they just missed the melody in modern Jazz. They resisted Vietnam with their frail lives, they missed the opportunity of Woodstock, they performed for Ronald Reagan in a humble way, just grateful for being received on the 4'th of July of 1986, with their beards and their different statures of american pilgrims, eroded by the wind which often whistles frozen cold through the walls of US hearts. They were genuinely happy for being invited after many difficulties and hesitations, due to their "leftist inclinations", as a kind of charity guests for the 200 hundred years of America. They didn't boast, they didn't choose the correct songs either and they shook hands with an eternal-youth Reagan, as southern soldiers surrendering to the North, still enormously strong in their humility and courage.
In the Beach Boys there is this innocence and purity of the pilgrims of the Earth. They got forever hypnotized by the sun in the waves which unfold as a fabulous animal, they could never close their eyes again in a never-ending daydream, they couldn't be violent, nor clever, nor strong. Simple peasants in front of the big, big ocean. Simple minds forever...doesn't this sound wonderful? And they were clever enough just not to wake up again, ever. The rest was just struggle to keep in front of the Sea, till the sweet primeval Wave took them home.
What I like in this kind of american pilgrims is they never, never managed to lose their humility...
18.5.07
13.5.07
O género literário do "convite para comunicação"
Mas este género literário do "convite" banalizou-se de tal modo que há quem julgue que basta MANDAR O SECRETARIADO carrgegar num botão de uma lista de e-mails para obter respostas com o requentado "Agradecendo desde já a sua colaboração, envio-lhe os meus cumprimentos."
Tendo eu recebido mais um desses "convites" abaixo transcrito, ocorreu-me responder e comentar o que ainda mais abaixo se transcreve e que espero tenha um sentido elevado.
Exmo. Senhor
Dr. Mendo Castro Henriques ( EU ATÉ SOU PROF. DOUTOR, DAQUELES COM AS DATAS CERTAS, E ISSO ATÉ LHES INTERESSA, MAS ENFIM: DEIXA P'RA LÁ)
Caro Amigo ( NÃO É EVIDENTE)
O IEEI lançou em Outubro de 2006 o II Debate Nacional sobre o Futuro da Europa, (NUNCA TINHA OUVIDO FALAR) um exercício de auscultação ( TERMO CIENTIFICAMENTE CURIOSO) das preocupações dos cidadãos portugueses no que respeita às grandes questões da actualidade europeia. O projecto é co-financiado (AINDA BEM PARA ALGUNS) pela Comissão Europeia no âmbito do seu ‘Plano D’ (D DE DÍVIDA? DE DEUTSCHLAND?; DE DARFUR? NÃO; É MESMO SÓ "D"... BRUXELICES)
Tal como no primeiro Debate Nacional, que decorreu em 2002/2003, (POIS...) o projecto vai culminar no II Congresso Portugal e o Futuro da Europa, (COMO É QUE CULMINA A AUSCULTAÇÃO ?) o momento por excelência para fazer o ponto do debate europeu em Portugal, nas vésperas do início da Presidência portuguesa da União Europeia e ainda na sequência do 50º aniversário dos Tratados de Roma. Esta iniciativa vai reunir personalidades ( PERSONALIDADES?? QUE GIRO!!! ) nacionais e estrangeiras ( ESTRANGEIRAS???? ENTÂO NÃO SOMOS TODOS CIDADãOS EUROPEUS???) que tenham tido um papel relevante no processo de integração europeia e se disponham agora a reflectir sobre o futuro da Europa (AINDA ESTÂO SÓ A REFLECTIR????).
Os trabalhos do Congresso de 25 e 26 de Junho, ( QUE INTERESSANTE ENVIAR calls for papers 40 DIAS ANTES..) como poderá constatar pelo programa em anexo CLARO QUE NÃO CHEGUEI A CONSTATAR COISA NENHUMA), desdobram-se entre sessões plenárias e grupos de trabalho (LUTA DE CLASSES EM PERSPECTIVA), sendo que para estes últimos foram identificados/definidos três grandes temas gerais: (REDUNDANTE)
Valores , objectivos e políticas da União
A Dimensão Económica e Social
A Europa no Mundo.
Nos grupos de trabalho serão apresentados e discutidos textos originais – a que chamamos ‘teses’ –, ( ISTO É, PARA O PROLETARIADO INTELECTUAL) que no seu conjunto serão um contributo para as conclusões do Congresso.
Para garantirmos (NINGUEM GARANTE NADA) o sucesso desta iniciativa, é importante contarmos com a participação daqueles que regularmente se dedicam a acompanhar as temática em discussão (AQUI ACREDITO). Assim, queria pedir-lhe que nos apresentasse uma tese (2 páginas A4) sobre o tema geral A Europa no Mundo, mais propriamente sobre Multipolaridade e Poder. Encontrará em anexo uma lista com os temas dos Grupos de Trabalho, e com os sub-temas. Se desejar apresentar a sua contribuição sobre um outro tema que não o sugerido, peço-lhe o favor de o indicar. (AQUI HÁ LIBERALIDADE. PENSANDO MELHOR: É O VALE TUDO..DESDE QUE ENCHA.)
A sua tese não deverá exceder os 5000 caracteres, e deverá ser enviada, caso aceite o nosso convite, o mais tardar até 31 de Maio. (AFINAL É SÓ 18 DIAS ANTES). A tese, para além de indispensável à boa organização dos grupos de trabalho, fará parte do volume de documentação distribuído a todos os participantes no Congresso, facultado à imprensa e difundido tão largamente quanto possível.
Aos autores de teses, que venham de fora de Lisboa, (O RESTO É PAISAGEM) o IEEI pagará a estadia nos dias do Congresso.
Agradecendo desde já a sua colaboração, envio-lhe os meus cumprimentos.
Caro Sr. NN:
Se assim o posso dizer, tenho todo o gosto em declinar o seu "convite".
Convites têm o seu formalismo até porque quem, como eu, não trabalha para a indústria dos pareceres nem opina em trabalhos subsidiados, apenas elabora trabalhos gratuitos se entender que os convites se revestem de relevância científica e nacional. Não é o caso.
O que me foi enviado foi um simples" call for papers", que lhe ficaria bem a si ou á sua organização assim designar e que pelos motivos aduzidos me fica igualmente bem recusar
Atentamente
Mendo Castro Henriques
10.5.07

Mais informações aqui.
Em terceiro lugar, aceitam que a Portela tem de ser complementada por um novo Aeroporto que deverá surgir de uma perspectiva de implementação faseada. O novo Aeroporto Internacional terá de reservar espaço de desenvolvimento para todo o século XXI. Para isso, o território em que se implanta deve ser bem compreendido, e as ligações com portos e ferrovias bem estabelecidas porque, em futuro próximo, as contingências ambientais limitarão a correcção de trajectória.
9.5.07
Sarkozy -1, Ségolène - 0, par Pierre Nessuno
Et Sarkozy? On raconte beaucoup de choses vers son ambition demésurée, vers ses méthodes, mais, maintenant que le jugement des urnes s'est incliné vers lui, on ne voit que le splendeur du bâtiment, en oubliant les ombres de ses fondememts. Nicholas Sarkozy ne semble pas amer, bien que de la physionomie de deux, Schopenhauer et Sarkozy, se détachent les yeux bleus, vivaces et victorieux dans le visage tordu de Schopenhauer, insomnes et malins dans le visage exauste, presque déprimé, de Sarkozy. On dirait qu'en Schopenhauer , celui-ci a du tromper Mephisto qui revenait pour réaliser son crédit, tandis que Sarkozy semble encore très loin de ce moment-là.
Y-a-t'il une prière contre ces ombres? Oui. Il y a une prière pratique: une formule politique qui séduit la masse des citoyens en les poussant jusqu'à des choix de plus en plus étroits et irréversibles, est un règime qui conduit à la guillotine. La Gauche et la Droite ont été une création d'un vertige qui a mené, en peu de temps, le visage et la tête humaine d'une Nation a être tranchée. C'est vrai que le Parti Socialiste, autre Instituition de la France des Jacques du Moyên-Age et de la Fronde du Parlement de Paris, a créée le Front National, parce que les préocupations nationales et sociales étaient communes, entre gens de ville et gens de Province. Et c'est vrai aussi que la Superbe française de Napoléon a créée la Révolution Permanente et l'empire-ou-la-mort. Dans cette frime, dans cet'effroi, il n'y a lieu que pour un jour de tempête où se croisent les obscurités nuageuses et les éclairs étincelants. On doit faire un choix final, élire un Empereur et marcher avec lui.
Mais il me semble que, cette fois, la Marianne éloquente n'a pas été soumise ni par la violence, ni par l'amour, mais par la fuite, pendant que le vieillard des Guerres et des batailles, le breton de la Mer où les pêcheurs disent que c'est mieux ne savoir pas nager pour mourir sans douleur, s'est rétiré sous l'ombre inépuisable de la Méditérranée comme dans un coquillage.
Au millieu de tant de volonté de triomphe, de vólonté d'Empereur dans une Nation qui se prend pour la mère de toutes les Républiques, j'ai entendu quelqu'un qui a décidé de oublier cette chanson guerrière, chantée d'ailleurs avec des verses différents par des érangés vengeurs et par des vendéens en rage, la Marseillaise. C'était François Bayrou qui, en chantant tout seul, devant la foule de ses supporteurs, une simple chanson paysanne, du Sud, une chanson d'amour à la France et à la vie, a résumé, pour moi, la France pure et persistante de Ste. Jeanne d'Arc.
S'il était sorti vainquer ça signifierait une France plus soluble dans une Europe bureaucratique? Peut-être, mais ça serait une France plus humaine, aussi.
8.5.07
Shop until the planet drops , By: Jon Rynn
like capitalism or communism. And yet, since World War II, it has been
responsible for more destruction than these ideologies, creating a
civilization that is copied the world over, one that specializes in
using up as much oil and coal, forests and land as possible. It is the
specter of suburbanism, the idea that it is everybody’s God-given right
to live as far away from work, shopping, recreation and friends and
relatives as one wants to. Now that we are confronted with a virtually
intractable set of global problems, what is the recommended path to
global safety that seems to emanate from this “non-negotiable
lifestyle”? Shopping, of course!By compartmentalizing political, economic, and even
ecological theory,
the fate of the planet is being jeopardized. By concentrating on just
politics, a political theorist does not consider the importance of
being a good steward for the economy and ecosystems. The discussion of
political democracy is impoverished, because it should be clear by now
that excessive concentration of economic power leads to a thoroughly
warped democratic political system.
3.5.07
Blogues Militares

Creio que em POrtugal ainda ninguém falou deste tema - soldados que blogam.
Em Abril 19, o exército de ESTADOS UNIDOS proibiu os soldados de afixar blogs ou emitir mensagens pessoais do E-mail, sem primeiro serem autorizados pelo oficial superior. É a limitação mais forte em actividades da tropa desde o começo da guerra do Iraque. E poderia significar o fim dos blogs militares.
O Blog da Guerra (Simon & Schuster) 2006, N. York, é UM LIVRO REPLETO com os relatórios dos diários do Internet dos soldados americanos no Iraque e Afeganistão. Agarre-o antes das ordens recentes de 18 de Abril que estabelcerama censura dos blogs. O patriotismo do guerreiro puro é a linha comum destas reflexões, as cartas de amor e histórias de combate. Dá uma compreensão melhor na perspectiva do combatente .. Mostra também que o exército profissional de cidadãos das classes baixas quer "doing the job" e não colocar perguntas de politica nacional ou internacional.
Abaixo fica um excerto de um soldado blogger muito nacionalista que mostra a trapalhada civil militar em que a guerra de 4ª geração se tornou. Não existem combates puros mas operações controladas a montante e a juzante pelos oficiais politicos do JAG, os comissários políticos da democracia. è bom ou mau ? É assim!
Segue um excerto de
SI VIS PACEM PARABELLUM
2007.02.01
ONCE IN A WHILE A VETERANS THOUGHTS ARE ECHOED
This is not from me, it is a NCO in A'stan. MAJ K and I both liked what he had to say.
Things that I am tired of in this war:
I am tired of Democrats saying they are patriotic and then insulting my commander in chief and the way he goes about his job.
I am tired of Democrats who tell me they support me, the soldier on the ground, and then tell me the best plan to win this war is with a "phased redeployment" (liberal-speak for retreat) out of the combat zone to someplace like Okinawa.
I am tired of the Democrats whining for months on T.V., in the New York Times, and in the House and Senate that we need more troops to win the war in Iraq, and then when my Commander in Chief plans to do just that, they say that is the wrong plan, it won't work, and we need a "new direction."
I am tired of every Battalion Sergeant Major and Command Sergeant Major I see over here being more concerned about whether or not I am wearing my uniform in the "spot on," most garrison-like manner; instead of asking me whether or not I am getting the equipment I need to win the fight, the support I need from my chain of command, or if the chow tastes good.
I am tired of junior and senior officers continually doubting the technical expertise of junior enlisted soldiers who are trained far better to do the jobs they are trained for than these officers believe.
I am tired of senior officers and commanders who fight this war with more of an eye on the media than on the enemy, who desperately needs killing.
I am tired of the decisions of Sergeants and Privates made in the heat of battle being scrutinized by lawyers who were not there and will never really know the state of mind of the young soldiers who were there and what is asked of them in order to survive.
I am tired of CNN claiming that they are showing "news," with videotape sent to them by terrorists, of my comrades being shot at by snipers, but refusing to show what happens when we build a school, pave a road, hand out food and water to children, or open a water treatment plant.
I am tired of following the enemy with drones that have cameras, and then dropping bombs that sometimes kill civilians; because we could do a better job of killing the right people by sending a man with a high powered rifle instead.
I am tired of the thousands of people in the rear who claim that they are working hard to support me when I see them with their mochas and their PX Bags walking down the street, in the middle of the day, nowhere near their workspaces.
I am tired of Code Pink, Daily Kos, Al-Jazzera, CNN, Reuters, the Associated Press, ABC, NBC, CBS, the ACLU, and CAIR thinking that they somehow get to have a vote in how we blast, shoot and kill these animals who would seek to subdue us and destroy us.
I am tired of people like Meredith Vieria from NBC asking oxygen thieves like Senator Chuck Hagel questions like "Senator, at this point, do you think we are fighting and dying for nothing?" Meredith might not get it, but soldiers do know the difference between fighting and dying for something and fighting and dying for nothing.
I am tired of hearing multiple stories from both combat theaters about snipers begging to do their jobs while commanders worry about how the media might portray the possible casualties and what might happen to their career.
I am tired of hearing that the Battalion Tactical Operations Center got a new plasma screen monitor for daily briefings, but rifle scope rings for sniper rifles, extra magazines, and necessary field gear were disapproved by the unit supply system.
I am tired of out of touch general officers, senators, congressmen and defense officials who think that giving me some more heavy body armor to wear is helping me stay alive. Speed is life in combat and wearing 55 to 90 pounds of gear for 12 to 20 hours a day puts me at a great tactical disadvantage to the idiot, mindless terrorist who is wearing no armor at all and carrying an AK-47 and a pistol.
I am tired of soldiers who are stationed in places like Kuwait and who are well away from any actual combat getting Hostile Fire/Imminent Danger Pay and the Combat Zone Tax Exclusion when they live on a base that has a McDonald's, a Pizza Hut, a Subway, a Baskin Robbins, an internet café, 2 coffee shops and street lights.
I am tired of senior officers and commanders who take it out and "measure" every time they want to have a piece of the action with their helicopters or their artillery; instead of putting their egos aside and using their equipment to support the grunt on the ground.
I am tired of senior officers and commanders who are too afraid for their careers to tell the truth about what they need to win this war to their bosses so that the soldiers can get on with kicking the ass of these animals.
I am tired of Rules of Engagement being made by JAG lawyers and not Combat Commanders. We are not playing Hopscotch over here. There is no 2nd place trophy either. I think that if the enemy knew some rough treatment and some deprivation was at hand for them, instead of prayer rugs, special diets and free Korans; this might help get their terrorist minds "right."
I am tired of seeing Active Duty Army and Marine units being extended past their original redeployment dates, when there are National Guard Units that have yet to deploy to a combat zone in the last 40 years.
I am tired of hearing soldiers who are stationed in safe places talk about how hard their life is.
I am tired of seeing Infantry Soldiers conducting what amounts to "SWAT" raids and performing the US Army's version of "CSI Iraq" and doing things like filling out forms for evidence when they could be better used to hunt and kill the enemy.
I am tired of senior officers and commanders who look first in their planning for how many casualties we might take, instead of how many enemy casualties we might inflict.
I am tired of begging to be turned loose so that this war can be over.
Those of us who fight this war want to win it and go home to their families. Prolonging it with attempts to do things like collect "evidence" or present whiz bang briefings on a new plasma screen TV is wasteful and ultimately, dulls the edge of our Infantry soldiers who are trained to kill people and break things, not necessarily in that order.
We are not in Iraq and Afghanistan to build nations. We are there to kill our enemies. We make the work of the State Department easier by the results we achieve.
It is only possible to defeat an enemy who kills indiscriminately by utterly destroying him. He cannot be made to yield or surrender. He will fight to the death by the hundreds to kill only one or two of us.
And so far, all of our "games" have been "away games," and I don't know about the ignorant, treasonous Democrats and the completely insane radical leftists and their thoughts on the matter, but I would like to keep our road game schedule.
So let's get it done. Until the fight is won and there is no more fight left.
-D
I hope Big Army hasn't taken a piece of his behind...
28.4.07
Um livro de Ciência, por André Bandeira
Richard Dawkins, que nos fascinou a todos há trinta anos com " O Gene Egoísta", é responsável, num dos Colégios de Oxford, pela cadeira de "Imagem Pública da Ciência". Não sei quem lhe encomendou este livro, talvez ele mesmo, nem ninguém me encomendou o sermão que vou fazer a seguir.
Richard Dawkins declara-se ateu, lista ao fim uma série de organizações que ajudam as pessoas a fugir da religião mas fá-lo de um modo tolerante como se fosse o velho do Restelo inglês que dizia mal da expedição do Mayflower levando o código genético da América para a terra dos Índios. O livro começa com Teologia, de que Dawkins domina o essencial, a meu ver, e fica-se por uma fórmula de Sísifo a escorregar para o outro lado da montanha a cujo tôpo levou o pedregulho. Ou, por outra, é como Pascal, prestes a perder a Fé: se a inexistência de Deus é improvável, a sua existência é muito mais improvável.
De resto o livro é acessível e a doutrina de Dawkins é Darwin. Serve-se dela para dar uma tareia monumental nos Evangélicos norte-americanos, uma tareia mais prudente nos perigosos islâmicos e, no fim, para atacar uma nuvem de Catolicismo e Cristianismo ateu ou civilizado que lhe dá ganas, desde que era menino de côro anglicano. Embora o livro seja um ataque justo aos fundamentalismos que aumentaram com o ataque do 11 de Setembro -- e nisso dá o que de melhor o Pensamento Europeu pode dar -- vai mais longe e ataca aquilo que o impede de escorregar definitivamente para o outro lado da colina de Sísifo e pôr Pascal ateu: o seu cristianismo de formação. Está no seu direito, tem engenho e arte para isso e os cristãos precisam muitos destes ateus com quem conversarem.
Paradoxalmente o livro acaba com um capítulo, "A mãe de todas as burkhas" em que compara o cérebro humano a mais um órgão que vê o mundo por uma frincha. Embora termine a fazer votos que o pensamento humano se liberte dessa "burkha" e possa ver um universo sem limites, designa todo o manancial de saber e experiência da Humanidade, como a arte de se cobrir com uma "burkha". Ou seja: a mente sabe porque se soube cobrir com uma burkha. Impressionante. Os islâmicos descobriram isso sem irem a Oxford. Enfim, Dawkins, sem o saber, é tão ateu como um islâmico que há trinta anos atrás seria maoísta e lembremo-nos que as tropas do exército de Mao Zedong, entraram em várias escolas, durante a derrocada e fuga do Kuomitang para a Formosa, proclamando aos estudantes sentados a doutrina de Darwin.
Enquanto o ateísmo de Dawkins se processa por raios de luz, alguns deles ressentidos, mas outros brilhantes e com sentido de humor, como se Dawkins estivesse esgotado sem se dar conta disso, os islâmicos descobriram a arte da fuga, quero dizer, da sombra.
Dawkins foi o grande divulgador da doutrina do "meme" uma espécie de forma pura, resistente a séculos e intempéries como o gene e capaz de se repetir por milhões de anos mas sob uma forma cultural. A certa altura, o "meme" de Dawkins confunde-se com ele próprio, come-o e diz exactamente o contrário do que ele começou a dizer.
À tolerância de Dawkins, plural e benfazeja, falta-lhe um pouco de arte, um pouco de humildade e, apesar de toda a liberdade, um pouco de saudável loucura.
26.4.07
Abril, por Pedro Cem
Salgueiro Maia era um ilustre português. Parece que sim, que foi com uma granada para se suicidar em conjunto com o Brigadeiro que se lhe opôs,se este o quisesse prender. E morreu depois, jovem, com cancro, devagarinho, recusando todas as honrarias que a taina dos abrileiros lhe queira dar. Não sou ribatejano mas reconheço a raça desta gente.
Sei também hoje que Abril foi feito à tôa e que se não fossem as pessoas estarem fartas de um regime que não se resolvia, provavelmente os militares fariam um segundo golpe falhado, como a "Marcha" das Caldas de Março anterior, até que o regime cairia mesmo. E talvez com as mesmas coisas que levaram ao 25 de Novembro e as mesmas soluções disparatadas para as colónias, talvez (quem sabe?)com um pouco de mais bom-senso e menos comunistas de 26 de Abril, prontos a todas as touradas. Mas cada vez mais me convenço que, salvo honrosas excepções, não somos actores da História política. Ou somos manipuláveis e muitas vezes manipulados por quem é profissional ou temos que nos fazer manipuladores. Os portugas eram boa gente, melancólica e de coração. Mataram muito menos gente que todos os seus confrades coloniais. Mataram muito menos gente que as guerras de libertação dos anti-coloniais. Por isso, foram de cravo ao peito, o símbolo da ferida aberta, chaga ao peito como o coração de Jesus. E, sobretudo porque era Abril, mês de esperança, Ano Novo de tibetanos, persas e xiitas, os que adoram Nossa Senhora de Fátima. Porque o céu se dota de uma côr e a água vem molhada de luz e o coração se embriaga duma esperança sem razão nem porquê. Morrer em Abril não custa e, por isso, os soldados que receberam a ordem de metralhar Salgueiro Maia na rua, se recusaram, um Alferes primeiro, um Cabo depois. Um português não mata se não lhe encherem a cabeça que todos à volta se matam uns aos outros e assim é que é.
E foi, trinta e três anos depois, no que caímos: vamo-nos matando uns aos outros, irmão não conhece irmão, o filho não conhece a mãe.
Salgueiro Maia e Zeca Afonso, que eram boas almas, diriam coisas muitas estranhas para os abrileiros, se ainda hoje fossem vivos. Morreram e deles ficou, nem o protagonismo revolucionário de quem queria um Verão eterno depois da Primavera, nem a grandiloquência de uma História Pátria autista que quer um Inverno longo, pela cobiça da Primavera. Um era soldado, o outro poeta. Profissões ingratas e obscuras onde o único salário garantido é o da humildade e o do silêncio.
25 de Abril Sempre
24.4.07
Imaculada Conceição
Por ela enfrentaram-se correntes doutrinais, levantaram-se edifícios e talharam-se obras de arte; é fonte de inspiração para Cantatas de Bach, romarias populares e fenómenos extraordinários com velinhas na Avenida da Liberdade; exemplo de caridade e amor, a essência da maternidade. Maria. Nunca houve mulher que contribuísse mais para a discussão filosófica no Ocidente e nenhuma mulher mereceu mais devoção que ela. Pura, virgem e imaculada. Mas também caridosa, auxiliadora, mística, dolorosa, reconciliadora ou milagrosa. E a mulher que se espera sejamos todas as que viemos depois. Concordarão que não é propriamente fácil sobreviver a um modelo destes. E não me leiam aqui como uma iconoclasta radical de esquerda, sou só realista. Como alcançar tamanha virtude num mundo pejado de excessos carnais, publicidade erótica na televisão e incentivos à evasão fiscal? Não se nos terá exigido demais ao género feminino? Não poderiam ter escolhido Maria Madalena, pecadora, mas arrependida apesar de tudo? (continua...)
E eu respondi-lhe:
Rititi
Parabéns. Já não a lia há que meses mas surpreendeu-me com este post. É mesmo uma intelectual que sente, coisa tão rara como o Engenheiro Álvaro de Campos que, felizmente, não teve de provar se tinha diploma. O seu ponto neste post é que as glórias de Maria são conseguidas à custa da desumanidade da mesma. Como corolário, a doutrina do cristianismo não se aguenta pois pede uma utopia, e uma chata ainda para mais. Alguém falou em comunismo ou marxismo-Leninismo? O seu protesto humano, demasiado humano como dizia o outro, tem todo o sentido e não tenho uma resposta para ele. Santos e pecadores, eles andam por aí misturados.
Em todo o caso lembro-me disto. Dos quatro dogmas sobre Maria, o 1º, A "Imaculada" foi analisado foi si razoavelmente, tanto quanto a ignorância da escolástica lhe permite. Atenção. Não leve isto a mal. O que quero dizer é que acertou no centro da questão mas não percebe muito dos arredores. O 2º dogma é a "Assunção" de 1950, a subida ao "céu". Contudo Pio XII não quis proclamar as outras duas propostas de dogma que jazem nas gavetas do Vaticano, a Mediação de todas as Graças e a Co-redenção. A serem proclamados colocariam Maria quase a par de Jesus Cristo nas suas eficácias teologais. Já viu: a mãe de Deus pare, salva, ajuda e sobe ao Céu como o filho de deus. Deus é feminino, ou quase. Agora , sff, ponha entre parênteses, como os matemáticos e os fenomenólogos, se estas ideias são falsas ou verdadeiras. Nenhum de nós é teólogo, não as vamos discutir. Concentre-se apenas no que elas significam em colocar a mulher a par do homem, como orientação. Uma religião que pensa assim não deixa usar burkas, nem fazer excisões, nem segregar do trabalho, nem diminuir os direitos, nem mandar as virgens servirem no céu os "mártires" violentos. Uma religião que exalta Maria como tão "desumana" talvez crie o mesmo efeito com meios transcendentes que a Jane Fonda que nos seus sessenta bem puxaditos, com aeróbica e cremes, ainda é um regalo imanente. Vê onde eu quero chegar? Não me passaria debater se é verdade ou mentira o conteúdo daqueles dogmas marianos - os proclamados e os por proclamar. Mas vendo os efeitos, as consequências, e os frutos dos mesmos a mulher saiu mais defendida do que noutras culturas -islâmicas, budistas, "you name it"- que se marimbam para as suas Marias.
Com estima
mendo henriques
22.4.07
Num carrinho, para a Lituânia, por Peregrino
Cheguei aqui e acordei com trinta e dois tiros de um jovem coreano que não conseguia falar com os que o rodeavam. A loucura de conquistar o céu, faz expedições ao deserto e à selva e o suicídio rebenta-nos debaixo dos pés. E o suicídio é contagioso.
O meu pesadêlo alumia-se com o Dr. Paulo Portas, com as suas gravatas bem apertadas no pescoço, brandidno o dêdo com fúrias napoleónicas, com o seu ar de Estaline azul ou com o fantástico Sarkozy que, se fôsse cavalheiro -- sim, se fôsse o que nunca será -- abdicasse em nome da ultrajada Ségolène, ou do maltratado Le Pen. Mas isso é de um conto de fadas...
Ah, quem me dera estar encolhido, com os joelhos no queixo, na camioneta polaca, ou lituana, pela estrada estreitinha dos firmamentos da estepe!
21.4.07
Alguns conselhos básicos sobre televisão
- O meio é a mensagem
- O espectáculo é a regra
- É a televisão que olha para as pessoas (não ao inverso)
- A publicidade tornou-se o paradigma das linguagens de comunicação
- Excesso de informação é igual a falta de informação
- As únicas boas notícias são os anúncios
- Antes tínhamos a proibição de respostas, agora temos a proibição de perguntas
Uma análise da esquerda lúcida sobre o Iraque
| Jazz and Jihad: the discourse of solidarity | | |
| Gilad Atzmon | |
| | |
| Denver, 13 April 2007 I am becoming gradually interested in the general Western apathy. To be more precise, I would argue that the common denominator between Iraq, Afghanistan and Palestine is our collective indifference to a crime that is committed on our behalf and in our names. . . As much as Blair and Bush insist upon democratising the Muslim world, we, the so-called left humanists have our own various agendas for the region and its people. In Europe some archaic Marxists are convinced that ‘working class politics’ is the only viable outlook of the conflict and its solution. Some other deluded socialists and egalitarians are talking about liberating the Muslims of their religious traits. The cosmopolitans within the solidarity movement would suggest to Palestinians that nationalism and national identity belongs to the past. Noticeably, many of us love Muslim and Arabs as long as they act as white, post-enlightenment Europeans. In other words, we love Muslims as long as they stop being Muslims. |
16.4.07
Momento Grave!
"Jupiter prius dementat quos perdere vult". Era com este aceno de sabedoria contristada que os Antigos despachavam os poderosos que estavam à beira da queda. No nosso século mais tecnológico falamos de preferência do princípio da entropia, quando a energia dos sistemas não se consegue transformar
Algo de semelhante se está a passar em Portugal.
Surpreendentemente, para alguns!" Afinal, somos um país da União Europeia. Nem sequer dos pior classificados em muitos dos rankings que alavancam os Estados da OCDE. Funcionam as garantias do estado de direito e sobre as liberdades não há queixas apreciáveis. Os nossos juristas podem estar muito contentes com o sistema de códigos limpinhos que nos criaram e a indústria florescente de pareceres que alimentam. O sistema eleitoral funciona regularmente e o leque partidário apresenta uma regularidade quase sem paralelo na Europa. 3o anos de democracia sustentada pela "pachorra" dos portugueses em votar quase sempre nos mesmo partidos criaram uma estrutura de fazer inveja a outras classe políticas europeias, sempre em bolandas de mudar de partidos ou de pessoas. Nós não; temos inamovíveis como o major Valentim e a senhora de Felgueiras, liberalmente distribuídos à direita e à esquerda da baixa politica partidária do "centrão".
Somos de facto um país atlântico situado na Europa. E como outros países europeus, partilhamos poderes de governação com a Europa, permitindo que o orçamento seja pilotado de Bruxelas - o que nem é um mal - e que a política externa dependa dos faxes de Washington - o que nem sempre é um bem. Muitas das nossas decisões deixaram de ser soberanas porque o mundo não está virado para aí, para as soberanias puras. Isso não é problema. Fomos independentes 4 séculos antes de se reinventar a palavra soberania. O problema é se sabemos utilizar a independência que nos resta
Isso exige ter a cabeça livre e limpa para tomar decisões esclarecidas e cada vez mais urgentes sobre o nosso futuro imediato. E aí vemos uma crescente entropia, uma crescente loucura e desordem dos políticos republicanos - chamemos-lhe com o nome do regime que temos - acompanhada de uma crescente incapacidade de decidir por nós, de encomendar as soluções aos nossos técnicos e sabedores, de estimular o capitalismo popular baixando impostos para que nasçam empresários nossos a sério e não dependentes de subsídios, de apoiar o enprego dos jovens em vez de os seduzir com a pasmaceira ou de os atirar para a emigração. Temos de aproveitar a sério a independência que ainda temos, e uma das últimas oportunidades que temos é ordenar o país, tornar viável uma série de cidades região que se estendem pelo norte até à Galiza e pelo leste até Castela e que pelo mar e pelo mar facilmente poderiam ser um ponto de encontro com o resto do globo.
Mas em vez de agarrarmos com as duas mãos essa margem de independência que nos resta e de arrumarmos a casa, deixamos a loucura crescer. Veja-se os projectos literalmente farónicos da Ota e TGV; já se calculou que a remoção da terras na Ota equivaleria a 6 pirâmides de Gizé. A classe política que nos governa - digamos republicana pois que assim se auto identifica o regime - deixou de ter amarras nos sabedores e nos técnicos. O episódio ainda sem desfecho da "espécie de engenheiro" que é primeiro ministro é um epifenómeno disto mesmo. Do modo como a classe politica se desamarrou da classe dirigente: de como a classe dirigente deixou de dirigir seja o que for e de acreditar noutros compromissos excepto os seus proprios interesses; de como o que resta de bom senso, de dedicação e de coragem se vê afastado, querendo ou não querendo, das decisões nacionais. De tudo isto resulta que estamos num momento grave em que os poderosos fazem actos estúpidos e dizem coisas estúpidas, como se estivessem loucos. Porque os deuses os querem perder. Mas somos nós, portugueses, que nos temos que salvar a nós próprios!
14.4.07
Skype this!
Ou muito me engano ou os operadores de telecomunicações lusitanos estão num bom aperto. Já ouviram falar no Skype? E no VoipBuster? E no X-Lite? Pois bem, a ideia é simples: se tem um computador ou um Pocket PC (correndo Windows, Linux ou Mac OS X) esqueça as promoções da PT e dos anões concorrenciais que borboletam queixosos à sua volta. O Voice over IP, VoIP, veio para ficar e vai obrigar a PT e restantes operadores de voz e dados, por esse mundo fora, a baixar drasticamente as suas margens de ganância! Eu, para já, mudei-me para o Skype. E preparo-me para o funeral dos vários terminais e assinaturas que a PT me cobra com razoável indecência, mais as suas tarifas exageradas.
Numa rápida visita aos preçários da Skype e da PT retirei alguns números elucidativos.
Portugal Telecom
mensalidade -- € 15,32
rede fixa (cada min.) -- € 0,050
fixo-móvel (cada min.) -- € 0,300
móvel-outras redes (cada min.) -- € 0,457
Sapo MSG -- gratis apenas entre Sapos MSG! E só com o Windows XP...?!?...
Skype
instalação (download) -- € 0,000
mensalidade -- € 0,000
Ciber Phone K (opcional) -- € 54,99
comunicações entre computadores (cada min.) -- € 0,000
comunicações com telefones fixos e móveis (ver comparação entre os valores standard da PT e os valores da Skype)
Skype Out / Portugal Telecom (preços/min. IVA incl.)
Portugal
rede fixa -- € 0,017 / € 0,050
rede móvel -- € 0,282 / € 0,3000
12.4.07
A tragédia do Iraque
As guerras perdem-se ou ganham-se antes de acabar. Mas a Guerra do Iraque, iniciada a 20 de Março de 2003, estava perdida antes de começar. Baseou-se em princípios errados, foi desencadeada com base em mentiras, foi prosseguida com incompetência, e o resultado actual é a tragédia para toda uma geração.
Em discurso à ONU em Setembro de 1993, Clinton ditou que o alargamento da democracia vinha substituir a contenção do comunismo, de preferência pelo comércio e sem violência. Os republicanos neo-conservadores fizeram o Projecto para um novo século americano, 1995 visando colocar os EUA na plataforma giratória do Médio Oriente. Tudo o que necessitavam era de um catalizador, como foi o 11 de Setembro.
A guerra foi desencadeada contra os princípios do direito internacional. O Iraque nada tinha a ver com o 9/11. Não possuía ADM’s. Não estava ligado à al Qaeda. Mas chicotearam o público até acreditar
Depois, veio a incompetência. Paul Bremer mandou para casa um quarto de milhão de Baathistas, a que se juntaram separatistas curdos, milicianos Shiitas, nacionalistas Sunitas, terroristas estrangeiros, jihadistas. Esqueceu-se dos depósitos de munições. Perdeu o "coração e a mente" do povo. Restou a estratégia do atrito.
O optimismo patológico agarrava-se a tudo: o "fim das hostilidades"; a entrega de"soberania"; a captura de Saddam Hussein; a eleição do governo interino; as eleições constituintes; o governo da "unidade"; captura de al Zarqawi. Dizia-se em finais de 2005 que “a revolta estava no fim”; que o povo iraquiano queria liberdade; que a América lutava contra a jihad islâmica global. Mentiras ou ilusões? Pouco importa. A verdade veio ao de cima.
Em vez da construção da nação, o horror. 100 mortos iraquianos por dia e mais de 4000 americanos (militares e civis) abatidos. As forças armadas de EUA só controlam o chão que pisam. “Por cada recruta que matam criam três." E os conscritos economicamente inempregáveis e politicamente impotentes não protestam. Nos EUA, já só se fala em “apoiar as tropas”. Mas Fallujah, Najaf, Abu Ghraib, e Haditha, são sinónimos de massacres, de batalhas sem amanhã, de tortura gratuita.
O governo de maioria shiita está à espera que os mercenários americanos liquidem as milícias sunitas. Estas esperam pelo poder, após a saída dos invasores. O radicalismo islâmico disparou na Jordânia, Arábia Saudita, Egipto e Paquistão. O Irão cresce. E só por razões políticas internas americanas, a guerra ainda não terminou.
A tragédia do Iraque é que não foi alcançado o justo fim – o combate ao terrorismo - e diminuíram os meios - soldados, aliados, dinheiro, legitimidade e vontade. O Ocidente ficou mais exposto devido à mediocridade do "poder americano" e à indecisão do mundo europeu. E enquanto o Ocidente não sair do Iraque não terá as mãos livres e limpas para encontrar o seu lugar no mundo.
11.4.07
Eyes Wide Open
31.3.07
A REDE FERROVIÁRIA DE ALTA VELOCIDADE
Rui Rodrigues
O grande objectivo estratégico para a futura rede ferroviária portuguesa, que terá, como centro, a cidade de Lisboa, é o de se ligar ao restante território nacional, aos nossos 3 aeroportos internacionais, aos principais portos e estar coordenada com a futura rede espanhola, por forma a melhorar as ligações de Portugal ao resto da Europa.
Assegurar-se-iam, para o transporte de mercadorias, ligações do território e portos à rede europeia, em bitola (distância entre carris) standard, com velocidades médias de 100 km/h, o que viabilizaria entregas de material a 2000 Km em 20 Horas e, para passageiros, ligações de Lisboa ao Porto em cerca de 1,5 Horas e ambas a Madrid em menos de 3 horas.
Beckett’s ghost rules in Teheran
By: Chris Sanders
Date: 31-03-2007
Corruption and warfare are two sides of the same coin, preferred by most businessmen
and politicians for the certainty they bring to the matter of profit. On the other
hand, there is never a free lunch, and war can be a tricky business that does not
always turn out in the desired manner. To begin with, you might get killed, not be
re-elected, or go to jail. This is why the same people prefer to do business with
like-minded folk from other countries the better to assure the outcome and confuse
those people at home with the most to lose from this sort of business. This is
gaming of the highest order, which is why, perhaps, they call it the Great Game.
28.3.07
Reza Pahlavi of Iran’s message on the occasion of Persian New Year
Mar/28/2007
Esta mensagem do Ano Novo Persa é muito importante pois mostra como o descendente da Casa Real é um moderado que quer o fim do regime islâmico com uma democracia favorável aos interesses nacionais iranianos. Tema a seguir
Translated Excerpts of Reza Pahlavi of Iran’s message on the occasion of Norouz 1386 (Persian New Year 2007):
. . . The Persian New Year, Norouz, reminds us that no power can suppress or hold back the natural and fundamental desires of humans; whether they are in pursuit of happiness, bettering of lives, or finding sanctity and peace within the arms of law, order and freedom.
. . . Norouz has withstood much tumult throughout the millennia, resiliently serving as a symbol of resistance against untold assaults on our rich culture and prideful heritage.
. . . This year, however, I am deeply sorrowed over the serious and very grave circumstances facing our homeland -- to spiritedly wish you a joyous celebration of Norouz. We face real and unprecedented danger. Our homeland is confronted with an abyss, threatened with sanctions, violence and destruction, even partitioning, at the hands of adversaries, both domestic and foreign.
. . . The clerical regime, its principals, values and nature being the root cause of our national ills is faced with two choices: the continuation of its adventurism, reckless and rogue behavior; or, reversal of course, concession and compromise of its very principals. Unfortunately neither scenario bodes in favor of our national interests, for our national ills are deep and our problems vast -- all rooted in the nature of a regime whose end must come if we are to have a chance to renew our nation for a better future.
. . . We, as a nation, are endowed with an ancient heritage that has gifted mankind a great plenty: great statesmen, prominent leaders and pioneers in multitude of fields. The destiny of our nation should not be determined at the hands of an incompetent, corrupt and inept few. Iran and Iranians deserve better!
. . . As spring renews our day, I reaffirm my commitment to you and our homeland. Above and beyond all personal ambitions and interests we must join ranks, move forward and find our way towards the end goal.
May your new-year be victorious?God Bless Iran
25.3.07
Engº. Luís Leite Pinto.
No Miniscente o Power Point "OTA2" assinado pelo Engº. Luís Leite Pinto.
24.3.07
Galileo project
By: Computer Business Review
Date: 23-03-2007
"The chances of a European rival to the US Global Positioning System
have increased after reports emerged that the partners making up the
Galileo project have settled their differences and finally signed a
joint venture agreement.
22.3.07
Capitalistas - Direcção Oriente
By: James Petras - dissidentvoice.org
Date: 21-03-2007
While the number of the world’s billionaires grew from 793 in 2006 to
946 this year, major mass uprisings became commonplace occurrences in
China and India. In India, which has the highest number of billionaires
(36) in Asia with total wealth of $191 billion USD, Prime Minister
Singh declared that the greatest single threat to ‘India’s security’
were the Maoist led guerrilla armies and mass movements in the poorest
parts of the country. In China, with 20 billionaires with $29.4 billion
USD net worth, the new rulers, confronting nearly a hundred thousand
reported riots and protests, have increased the number of armed special
anti-riot militia a hundred fold, and increased spending for the rural
poor by $10 billion USD in the hopes of lessening the monstrous class
inequalities and heading off a mass upheaval.
The total wealth of this global ruling class grew 35% year to year
topping $3.5 trillion USD, while income levels for the lower 55% of the
world’s six-billion-strong population declined or stagnated. . . Given the enormous
class and income disparities in Russia, Latin
America and China (20 Chinese billionaires have a net worth of $29.4
billion USD in less than ten years), it is more accurate to describe
these countries as ‘surging billionaires’ rather than ‘emerging
markets’ because it is not the ‘free market’ but the political power of
the billionaires that dictates policy.
Capitalistas - Direcção China
By: Asia Times Online
Date: 22-03-2007
BEIJING - The China Banking Regulatory Commission (CBRC) officially
announced on Tuesday its approval for HSBC, Citibank, Standard
Chartered Bank and Bank of East Asia to establish locally registered
branches to operate in China.
The four overseas banks are allowed to start a full range of
foreign-exchange services and yuan businesses, including yuan banking
business for Chinese citizens, with the establishment of their locally
registered subsidiary banks, though they will be mainly engaged in
foreign-exchange and yuan business for companiesand institutional
clients.
20.3.07
The World's Riskiest Web Domains
What makes a domain more appealing to the Web's evil-doers? Price and anonymity. Spammers must constantly change domains to avoid filtering and blacklisting by e-mail service providers, anti-spam programs and Internet service providers. Registration costs, while often less then $10 a site, quickly multiply. That's why Tokelau, which gives out domains for free, may be a popular hideout for dubious sites.
The World's Riskiest Web Domains:
No. 1: Tokelau (.tk)
No. 2: Information (.info)
No. 3: Samoa (.ws)
No. 4: Romania (.ro)
No. 5: Commercial (.com)
No. 6: Business (.biz)
No. 7: Russia (.ru)
No. 8: Network (.net)
No. 9: Families and Individuals (.name)
No. 10: Slovakia (.sk)
19.3.07
EUA Europa
US Military set to retain the high ground in space
By: New Scientist
Date: 19-03-2007
The ability to turn on and off GPS (Geo Positioning System) signalling
looks as if it will be retained by the US as the European alternative
falls from grace. The strategic ability to control from the skies who
has geo-positional knowledge has ramifications far beyond the
convenience of your route finding buddy in your automobile. The GPS
signals are of prime military use controlling tomahawk missiles, A-10
tank busters, aircraft carriers and the like, being essential for the
exercise of political will and ultimately the conduct of an independent
war.
18.3.07
Belarus- a realidade
Transcrevo um artigo Why did voters in Belarus reject the "Denim Revolution"?
Executive Summary
Author: Mark Almond (Contact: mpahel@aol.com)
In the presidential election held in Belarus on 19th March 2006 the incumbent Alexander Lukashenko won a convincing 82% victory. This result had been widely predicted as had the international community’s hostile response – in the weeks leading up to the election the main observer mission, the OSCE, prejudged both the conduct and result of the poll, deeming it to be neither free nor fair before a vote was cast.
At first sight, the proportions of Mr Lukashenko’s victory seem barely less grotesque than the stratospherical electoral triumphs of the West’s favourites. Over the last 15 years, the Western-controlled OSCE observer missions have swallowed without demur a 97% victory for the “rose revolutionary” Mikheil Saakashvili in Georgia in 2004 or a modest 89% from Kyrgyzstan’s “tulip revolutionary” Kurmanbek Bakiev, or 92% for Georgia’s Eduard Shevardnadze back in 1992 when he was still Washington’s favourite reformer, or even Heydar Aliev’s 93% in Azerbaijan in 1993. Yet the same team which never raised an eyebrow about elections where one regime insider was endorsed as the successor of a predecessor whom the West had tired of could not conceive that 82% of Belarussians voted for Alexander Lukashenko.
The West, the EU in particular, threw its weight behind the candidature of Alexander Milinkevich, a little known former academic of Polish extraction, inviting him to Brussels in the pre-election period to be officially endorsed. 2 other opposition candidates were ignored by this august body. However, any candidate who stood on the West’s familiar reform platform of privatization of both industry and public services was going to have an uphill struggle in Belarus where life has improved over the past ten years under Lukashenko led governments. A workable, social democratic model of the type once favoured by the EU now flourishes in Belarus where everyone is all too familiar with the costs of the reform agenda that has ravaged other post-Soviet republics.
15.3.07
falcões de aviário

Quem conhece Taki ? Criador do www.takimag.com desde 5 de Fevereiro de 2007, o jornalista e milionário Taki Theodoracopulos, escreve no Spectator, National Review, Times, Vanity Fair, entre outros. Em 2002, fundou o American Conservative com Pat Buchanan e Scott McConnell.
Aqui está uma peça dele:
13.3.07
Máximas para acabar com o Inverno, por Pedro Cem
2 - A diferença entre a Moral e a Decisão é que a Moral estabelece uma caminho entre A e B, enquanto a Decisão amputa A de B ou B de A. Porque a Moral não pretende fazer da Razão um Deus, mas apenas um Seu instrumento. É essa a diferença entre a Moral e a Ciência do Bem e do Mal, que ainda nos amarga a boca.
3 - Dantes, a Moral era um sentimento negativo. Agora é um pressentimento. Amanhã, será um calafrio.
4 - O espectáculo da desgraça tem duas razões escondidas: fazer-nos sentir bem porque não nos aconteceu a nós e prolongar a desgraça, uma vez que nos temos de adaptar ao que não muda.
5 - Com o vazio do Poder, a Povo começou a exigir a Lua, mas por despeito e consciente disso. Com a demissão dos intelectuais, os filhos abandonados aprenderam a ler com as lendas da carochinha e organizaram-se para roubar a Lua, porque na falta de Poder, a imaginação não é real, é compulsiva. Do Inferno que se segue, só nos resta pensar que as chamas, ao menos, iluminam esta escuridão absoluta.
6- Em teoria dos números, pensávamos que tudo se sucedia como uma enorme repetição dos dedos da mão. De repente afagamos um relvado e damos conta que se trata do pêlo de uma animal fabuloso, prestes a acordar.
7 - A luta mental é entre um mundo feito de alternativas e um mundo feito de conversões. Nem as alternativas se convertem, nem as conversões alternam. As alternativas aparecem mas só permitem. As conversões acontecem mas não conseguem. Conseguir não depende de nós e chegar ao fim, passar-se-á sempre além da nossa vontade.
8 - Uma das razões da Filosofia Ocidental estar com a doença de Alzheimer é a de que, provavelmente, a Mente vê as coisas, como um espelho reflecte as imagens. Até é natural, pois a pecepção não podia estar colocada à frente dos sentidos. Mas a imagem que a mente faz de si própria não tem espelho e inflama-nos. Daí a convivência culposa dos mais belos pensamentos com as acções mais bárbaras.
9 - Tanto prazer para os momentos de lazer! Quanto mais tortura nos momentos de Labôr, mais Prazer nas férias. Parecemos uns ratos doidos no Laboratório. Só nos resta recusar a ideia de que a Felicidade é equivalente ao Prazer, se não queremos enlouquecer definitivamente.
10 - A minha alma não tem sexo. Mas foi-lhe dado um corpo.
6.3.07
2.3.07
Máximas de Inverno, por Pedro Cem
2 - É impossível falar tudo o que se tem a dizer. Por isso se diz muito sem palavras. Parece-lhe óbvio? Pois...se pergunta isso, é porque aquilo que menos vê, é o óbvio...
3 - Há culturas, modas, épocas que submergem inteiras. Estão por aí, com torpedos, como submarinos, cheios de olhos a espiarem-nos pelo periscópio.
4 - Nos tempos de Darwin seleccionava-se o melhor do macaco: o homem. Nos tempos do homem, preserva-se o macaco: o melhor do homem. Ah... e a Mulher, a única admiradora constante do macacão, em todos os tempos.
5 - Quem mais precisa de imortalidade são os que não acreditam em Deus. E os que acreditam em Deus, fazem-Lhe o favor, muitas vezes, por causa da imortalidade. Sofrer e Amar bastam.
6 - O método é uma redundância interna. A Filosofia, uma redundância externa. Redunda quem tropeça e quem não tropeça é uma besta.
7 - Filosofias para justificar a Besta. Como macaquinhos aproximamo-nos amigavelmente dela, para lhe catar os piôlhos.
8 - Uma realidade que brilha deixa a mente ofuscada. Ao tentar meter um pé à frente do outro, a mente inventa o Sujeito e o Objecto. Ofuscada, tropeça e confunde um com o outro. É preciso que ande, a mente. A toque de caixa. Tem-se que fazê-la pensar que, se não andar, cai.
9 -- Dick Cheney ia morrendo. Há quanto tempo ele se anda a tentar matar?
10 - Nunca negociaremos com terroristas.Eis mais um exemplo da máxima: o segredo é a alma do negócio.
28.2.07
27.2.07
26.2.07
Benito, ( meditação sobre o óscar de Scorcese) por Pedro Cem
todo o Mundo, guardava um silêncio de respeito e admiração, era Ghandi. Sim, o chefe de pancadarias Mussolini, admirava o teimoso pacifista Ghandi acima de todos.
Estava na Política para combater, como um homem dos operários e dos camponeses donde saíra. Mas não gostava de esmagar, quando vencia. A maior parte dos oposicionistas políticos que não atentaram pessoalmente contra ele, a família ou alguns dos amigos mais chegados, da trincheira social e da trincheira da guerra, deixou-os sair do país sem lhes tocar num cabelo. Ajudou alguns, discretamente, quando estavam no exílio. Um deles, dirigente comunista histórico, decidiu morrer com ele, em Saló. Niccoló Bombacci morreu em frente ao Lago de Como como os outros fascistas. Enquanto uns se lvantavam do chão ainda de braço estendido, Bombacci morreu de punho erguido gritando "Viva Mussolini, Viva o Socialismo!", depois de pedir ao jovem da sua terra que tinha alinhado à sua frente, para lhe disparar ao coração. Durante muito tempo, os comunistas espalharam que Bombacci, que fugira de Moscovo para morrer com Mussolini e que foi depois pendurado de cabeça para baixo na famosa estação de gasolina da Praça Loretto, em Milão, era o General De Bono, que se entregara aos ingleses. Ambos tinham uma longa barba branca. Mas não era. Os comunistas não podiam engolir algo que era como se Malenkhov, ou Molotov se tivessem juntado aos russos brancos.
Mussolini disse um dia, de uma varanda, que se o seu Fascismo não triunfasse na rua, só restava aos italianos a Anarquia. É preciso ver que este termo não era o que podia ser entendido hoje. Era muito respeitado, representava as centenas de Ateneus libertários em
Itália onde os operários prestavam ajuda uns aos outros e se tentavam cultivar, de modo a ficarem pessoas melhores, a salvarem-se da brutalidade a que a Democracia liberal e o Capitalismo os condenara. Alguns dos que lutaram até ao fim por Mussolini vinham daí.
Mas Mussolini tinha uma agenda obscura. Ele sabia que na noite negra em que íamos entrar, todos nós, não havia lugar para o coração. Tentou couraçá-lo primeiro com coragem, atrevimento, sonho, fidelidade e bater-se contra os duas pinças da Civilização do Absurdo. Por fim errou e escolheu o lado que perdeu. Curiosamente, continua vivo no coração de milhões de pessoas. Só houve uma vez na História que a Máfia teve medo de alguém. Foi com Benito.
Na sua última carta à filha que mais o amava disse.:tudo o resto é silêncio.
E é nesse silêncio que vivemos hoje em dia.
24.2.07
Quando numa época Deus entra em ocaso....

"A arbitrariedade ilegítima do espírito da época quer egoisticamente aniquilar o Mundo e o Todo de modo a que o espírito ganhe a liberdade para se espraiar no nada e para rasgar, juntamente com as cadeias, os pensos das suas feridas; consequentemente tem que desprezar quem segue e estuda a natureza. Quando a história da época fica nas mãos de um historiador sem religião nem país, então a arbitrariedade do egoísmo acaba por se lançar contra as duras e ásperas leis da realidade; preferirá evaporar-se no vácuo de fantasia onde não tem que seguir outras leis senão as regras particulares, estreitos e pequenas da construção do verso. Quando numa época Deus entra em ocaso, como o sol, em breve o mundo entrará nas trevas."
Jean Paul encontrou um estilo incomum para a sua imaginação extraordinária, com um poder surpreendente de sugerir pensamentos por meio de eventos triviais. O amor da natureza era um dos prazeres os mais profundos; as expressões de sentimentos religiosos com um espírito poético, porque as coisas visíveis eram os símbolos do invisível, e as realidades insignificantes têm os elementos que davam significado a dignidade e à vida humana. Com humor ou com as suas reflexões, uma vezes mais sérias, outras vezes extravagantes e grotescas, e salta naturalmente da percepção da inconformidade entre factos comuns para leis ideais. A personalidade de Jean Paul além da excentricidade revelava um homem de espírito puro e sensível, que desprezava a arrogância e um entusiasmo ardente pela a verdade e a bondade.
21.2.07
17.2.07
Os globalistas, por Olavo de Carvalho

De acordo com Jim Garrison, presidente do State of the World Forum (que ele fundou em parceria com Mikhail Gorbachev) e talvez o principal teórico da transmutação globalista hoje em dia, a função dos EUA resume-se à de um “império transitório” destinado a dar à luz o governo mundial e dissolver-se nele, desaparecendo como unidade identificável (v. http://www.wie.org/j24/garrison.asp ).
O projeto globalista abrange ainda uma reforma radical da mentalidade humana em escala planetária, mediante a imposição de novos critérios morais, como o casamento gay, o abortismo, o feminismo, a eutanásia, sempre de maneira rápida e inquestionada, reprimindo-se por meio do combate publicitário e judicial qualquer resistência possível. O objetivo final é a supressão da tradição religiosa judaico-cristã e sua substituição por uma religião biônica mundialista, com fortes tonalidades ocultistas e ecológicas. Graças à ação intensiva da ONU e da rede de ONGs associadas, essa parte do programa está em fase avançada de implementação. Só para dar um exemplo entre milhares: em inúmeras escolas públicas dos EUA e da Europa as crianças são obrigadas a participar de rituais consagrados à “Mãe Terra”, de inspiração nitidamente teosófica, ao passo que as orações cristãs em público são proibidas e o simples ato de carregar uma Bíblia é motivo de punição. A repressão legal ao cristianismo espalha-se rapidamente por todos os Estados americanos, enquanto as entidades religiosas tradicionais se vêem repentinamente privadas do acesso a verbas públicas concedidas generosamente a organizações gays, comunistas, islâmicas etc.
Garrison é cínico o bastante para proclamar que a liderança americana tem de ceder ante o projeto global porque, “para alcançar a grandeza, um império necessita de uma visão transcendental que possa unir os elementos dispersos num propósito abrangente. Ele tem de ser fundamentalmente construtivo e não destrutivo”.
16.2.07
Um duelo sobre o Aborto, por Jessie James
Se se é contra o Aborto, porque se é pela Vida, tem de se ter a noção de que não há nada mais certo a seguir à Vida, do que a Morte. Tem de se ter a noção de que a decisão de muita gente que aborta, é semelhnate à decisão de cortar um braço para não perder a vida, de aceitar uma operação da qual se pode não acordar, ou de denunciar à Policia um irmão que cometeu algo inadmissível.
Mais que a Morte heróica pelas suas convicções, uma pessoa deve ter a vontade heróica ( não lhe restando senão ser herói, como todos alguma vez, sem excepção, somos) de viver a vida como ela é.
O "Sim" ganhou, mas temos todo o direito de duvidar da constitucionalidade do Referendo e temos a certeza que ele não é vinculativo de acordo com as regras vigentes. Um país não é feito de maiorias de momento, por menos relativas que elas sejam. Votámos em outros dirigentes, em diferentes momentos, equilibrámos os votos e temos o direito de exigir que os eleitos actuem do modo com que lhes demos os votos. A nossa História também votou e estamos condicionados de algum modo.
Mesmo se o Presidente achar que deve promulgar a Lei, mesmo que os Tribunais achem que a Lei é constitucional, temos o dever de saber o que é que as disposições da lei Fundamental, nascida de uma ordem revolucionária que não se impõe ou legitima apenas porque passoaram 36 anos, significam. O princípio da defesa da Vida Humana não é fácil. Há quem morra por o defender ou apenas por discordar de que seja atacado. Como disse no início, a seguir à Vida não há algo mais certo que a Morte o que significa que, logo desde nascermos ( e, pelos vistos, antes de nascermos) a Morte se vai apresentando de mansinho. Há a Morte do Amor e até a "pequena Morte", há a morte estética, a morte lenta, a morte súbita, a tristeza até à morte e a morte clínica. E há mais, tanto quanto a Vida consegue exprimir aquilo para o qual não inventou palavras...
Temos o direito inteiro e o completo dever de discutir esta questão até aos fundamentos do próprio Estado e disso a que ainda se chama Portugal. Se o núcleo essencial for invadido, bater-nos-emos nos campos, nos locais de desembarque, nas nossas vidas privadas, nas nossas vidas com os outros...mas nunca nos renderemos. Se estivermos vivos.
Que interessa o que alguns, muitos, a maioria, pensa na Europa?! Portugal pensa por si próprio há muito mais tempo que essas circunscrições de decisão, retalhadas e recosidas da Europa. E nós não somos apenas europeus.
Se mesmo assim perdermos, temos pelos menos o direito de exigir um novo Pacto Social a que se chama Portugal. Ou de sair dele: na Antiguidade, as classes que não se davam, partiam a fundar uma nova Nação. Esse tempo já passou mas, enquanto estamos vivos, temos a fatalidade de viver, deste modo, cheio de riscos, em que a luz se destaca, delineada pela sombra da morte.
E nada disto significa que não respeitamos os outros, por mais estranhos ou enganados que eles nos pareçam. Não respeitaremos ninguém se não formos respeitados.
Em qualquer pacto social, todos têm de ter vontade. Mesmo quando se concorda em que não estamos de acordo, não é por maioria que se resolve. É a morte do pensamento que permite o milagre da vida, porque a vida lhe é anterior. Se isto significa que todos os fetos sobreviverão, não sei.
Mas sei que isto significa que a decisão de gerar e pôr fim a esses fetos é muitas vezes uma decisão humana. Ora, humana e misteriosa é a nossa condição.
Viver é humanizar este mistério.
As coisas não são feitas de mãos, como dizia Manuel Alegre. São feitas de caras.
12.2.07
OS PROBLEMAS DE LISBOA, Iniciativa de PQG

Mais informações no blog de Pedro Quartin Graça, o autor da iniciativa. Um apelo aqui fica para irmos às conferências que interessam a todos.

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