Recordo (como muita gente) os professores que tive. O "Sôtôr", o "Senhor Professor". O velho Senhor Pinheiro, cuja cara parecia um mapa de Portugal, o jovem Professor da 4a classe que regressara da Guerra e que me deu o primeiro livro que tive: "Roteiro da Arte portuguesa". Recordo a Professora Fátima que foi no Verão e não voltou, pois morreu de parto. Recordo a Amélia Santos, Professora de Física que me conhecia até ao coração. Recordo o velho Oliveira Ascensão que era um homem bom por trás da sua austeridade, a Professora Magalhães Colaço que me repreendia quando era Assistente mas se preocupava até se eu tinha escolhido a pessoa certa para me casar. Recordo o fogoso Garcia Pereira que nos ensinava o que sabia do Direito do Trabalho ou até do Martinez que sempre foi correcto comigo, dizendo-me sempre em silêncio "olhe que nem tudo o que contam de mim é verdade". Recordo, até por bem, as reguadas que levei, os terrores que tive antes do exames. Recordo o Amadeu, descalço correndo por cima das carteiras e ameaçando deitar-se da janela abaixo, despenhando-se da sua pobreza e desigualdade. Recordo o Guilherme que reprovou, se sentou ao meu lado e disse que no ano seguinte ia ser operário, como o irmão, e eu disse que não e hoje ele é um dos melhores pediatras do Porto -- não sei se fiz bem, pois trabalha tanto que já teve problemas de coração. Recordo o Padre Borba que toda a turma o gozava e ele continuava calmamente a dar as suas lições de música, vendo todo a nossa galhofa, por cima dos óculos com um estranho sorriso de conivência e continuando a falar de Bach e de Beethoven, ou do Padre Rodrigues que nas Aulas de Moral nos ensinava os rudimentos da Política, sem medo de pronunciar os "ismos" nas suas grandezas e misérias. Ou da Dona Odette, minha Pprofessora de Inglês, que depois de morrer a irmã com quem vivia ia sempre ao mesmo café e se comovia até às lágrimas com os êxitos do seus alunos que já não esperava que a visitassem.
Recordo todos estes professores, até o meu amigo Teixeira Neves que, num corredor, ao ouvir uma aluno insultar a Professora, lhe pregou um estalo, como um relâmpago, teve imensos problemas para continuar a trabalhar menos o do pai do aluno, que se apresentou no dia seguinte, ameaçador, para lhe dizer apenas: " o estalo que o Senhor deu ao meu filho...se não lho desse o senhor,dava-o eu."
E agora me lembro que, às vezes, na Vida, alguém fala pelos outros todos. Às vezes alguém tem na mão tantos momentos da nossa vida, numa só mão e agarra-os como quem agarra a água que corre da Primavera. E que nem sempre a vida é um voto, um impulso, um apetite, um êxito, como o rio que sempre corre diferente e é sempre o mesmo.
Obrigado, Professor, por teres estado na minha vida. O teu voto pode apenas somar a 100.000, mais ou menos. Mas o voto das muitas cabecitas ( e cabeçôrras) que passam no horizonte das tuas consumições, é um voto que vale por cem.
10.3.08
9.3.08
Professor como todos e Brasil
19:35 Sábado, 8 de Mar de 2008
Com palavras de ordem de "está na hora da ministra se ir embora", assobios e gritos de "rua, rua" cem mil professores fizeram, esta tarde, em Lisboa um xeque-mate a Maria de Lurdes Rodrigues. Com o Terreiro do Paço cheio e quando já estavam prestes a terminar as intervenções dos representantes das 15 organizações que coordenaram a "marcha da indignaçao", o desfile de professores continuava a chegar à Praça.
Não estivesse eu no Rio de Janeiro, em trânsito para Lisboa, estaria no Terreiro do Paço.
Sendo assim passei pelo centro do Rio. Comecei pela Candelária, onde se instalou o missionarismo nestas terras. Visitei o Mosteiro de S. Bento e a sua Igreja, momento alto do cristianismo no Brasil. Passei pelo Real Gabinete Português de Leitura no momento, onde por coincidência, estava começando o programa conjunto com os Presidentes de Portugal e Brasil . Um pouco antes, passei pela igreja de São francisco de Paula, onde a Casa imperial brasileira mandou rezar um Te Deum. No Largo do Paço, está em obras o Museu Imperial, assim como outras igrejas do período, NS do Carmo, no largo 15 de Novembro. E terminei no Museu de história nacional onde está uma admirável exposiçao sobre a transferência de D. João para o Brasil para além de outros momentos altos. MAs se não fosse isto estaria no Terreiro do Paço.
Com palavras de ordem de "está na hora da ministra se ir embora", assobios e gritos de "rua, rua" cem mil professores fizeram, esta tarde, em Lisboa um xeque-mate a Maria de Lurdes Rodrigues. Com o Terreiro do Paço cheio e quando já estavam prestes a terminar as intervenções dos representantes das 15 organizações que coordenaram a "marcha da indignaçao", o desfile de professores continuava a chegar à Praça.
Não estivesse eu no Rio de Janeiro, em trânsito para Lisboa, estaria no Terreiro do Paço.
Sendo assim passei pelo centro do Rio. Comecei pela Candelária, onde se instalou o missionarismo nestas terras. Visitei o Mosteiro de S. Bento e a sua Igreja, momento alto do cristianismo no Brasil. Passei pelo Real Gabinete Português de Leitura no momento, onde por coincidência, estava começando o programa conjunto com os Presidentes de Portugal e Brasil . Um pouco antes, passei pela igreja de São francisco de Paula, onde a Casa imperial brasileira mandou rezar um Te Deum. No Largo do Paço, está em obras o Museu Imperial, assim como outras igrejas do período, NS do Carmo, no largo 15 de Novembro. E terminei no Museu de história nacional onde está uma admirável exposiçao sobre a transferência de D. João para o Brasil para além de outros momentos altos. MAs se não fosse isto estaria no Terreiro do Paço.
8.3.08
Como as coisas acontecem..!
A informação sobre o incidente da morte dos lideres da organização narco-terrorista FARC parece estabilizada. Heitor de Paola explica em MSM
Fontes fidedignas informam desde a Venezuela que Chávez rompeu o rigoroso silêncio de radiocomunicações 72 horas após a liberação dos reféns, chamando Reyes por radiotelefone por satélite e, ao não obter resposta, insistiu, fornecendo o código de segurança de urgência que obrigou Reyes a responder. Esta violação foi fatal para Reyes, pois o Pentágono facilmente detectou o chamado e as coordenadas do local onde estava, fornecendo-o a Uribe. Foi uma perda pior do que se supõe, pois o número 1 das FARC, Tirofijo, estaria, segundo estas fontes, em estado de saúde deplorável e em risco de vida, numa fazenda venezuelana próxima à fronteira com a Colombia, onde poderia ser facilmente atingido por um ataque igual. Este seria o motivo para a mobilização de 85% dos contingentes venezuelanos para a fronteira: Chávez, arrependido, tentaria proteger Marulanda “Tirofijo”. Segundo estas fontes, no entanto, isto não passa de uma fraude para enganar suas próprias Forças Armadas sugerida pelo G2 cubano: um ataque, por mínimo que seja, faria com que Chávez incendiasse alguns poços de petróleo no lago de Maracaibo atribuindo a culpa a Uribe. Chávez se aproveitaria do conflito que se seguisse para declarar emergência nacional e suspender garantias constitucionais, implantando de vez seu Estado Totalitário e levar o preço do barril de petróleo a US$ 200.00, objetivo que já anunciou há tempos.
Minha interpretação destes fatos é um pouco diferente: num típico lance ditatorial Chávez teria entregado Reyes de propósito, com a finalidade de assumir seu lugar e bem poderia agora, provocar outro incidente contra Marulanda que o levasse a atingir a quatro objetivos: 1- reconhecimento internacional das FARC; 2- assumir seu comando; 3- estabelecer a ditadura interna; e, como Presidente da Venezuela e líder das FARC, liquidar o governo Constitucional da Colômbia e aplainar o caminho para a Grande Pátria Bolivariana, sonho de Bolívar que Chávez pretende consumar. Digo isto porque estão tentando atribuir a Bolívar ideais democráticos que ele nunca teve: sua idéia de República era ter um Presidente Perpétuo, evidentemente, Simón Bolívar!
Fontes fidedignas informam desde a Venezuela que Chávez rompeu o rigoroso silêncio de radiocomunicações 72 horas após a liberação dos reféns, chamando Reyes por radiotelefone por satélite e, ao não obter resposta, insistiu, fornecendo o código de segurança de urgência que obrigou Reyes a responder. Esta violação foi fatal para Reyes, pois o Pentágono facilmente detectou o chamado e as coordenadas do local onde estava, fornecendo-o a Uribe. Foi uma perda pior do que se supõe, pois o número 1 das FARC, Tirofijo, estaria, segundo estas fontes, em estado de saúde deplorável e em risco de vida, numa fazenda venezuelana próxima à fronteira com a Colombia, onde poderia ser facilmente atingido por um ataque igual. Este seria o motivo para a mobilização de 85% dos contingentes venezuelanos para a fronteira: Chávez, arrependido, tentaria proteger Marulanda “Tirofijo”. Segundo estas fontes, no entanto, isto não passa de uma fraude para enganar suas próprias Forças Armadas sugerida pelo G2 cubano: um ataque, por mínimo que seja, faria com que Chávez incendiasse alguns poços de petróleo no lago de Maracaibo atribuindo a culpa a Uribe. Chávez se aproveitaria do conflito que se seguisse para declarar emergência nacional e suspender garantias constitucionais, implantando de vez seu Estado Totalitário e levar o preço do barril de petróleo a US$ 200.00, objetivo que já anunciou há tempos.
Minha interpretação destes fatos é um pouco diferente: num típico lance ditatorial Chávez teria entregado Reyes de propósito, com a finalidade de assumir seu lugar e bem poderia agora, provocar outro incidente contra Marulanda que o levasse a atingir a quatro objetivos: 1- reconhecimento internacional das FARC; 2- assumir seu comando; 3- estabelecer a ditadura interna; e, como Presidente da Venezuela e líder das FARC, liquidar o governo Constitucional da Colômbia e aplainar o caminho para a Grande Pátria Bolivariana, sonho de Bolívar que Chávez pretende consumar. Digo isto porque estão tentando atribuir a Bolívar ideais democráticos que ele nunca teve: sua idéia de República era ter um Presidente Perpétuo, evidentemente, Simón Bolívar!
4.3.08
Operação Bizantina
A vergonha da independência do Kossovo não está a ser contada. imagine-se que 300.000 marroquinos emigravam para o Algarve e como passaram a ser a maioria declaravam a independência. ê o que se passa nessa terra sérvia com a cumplicidade interesseira e cretina dos Estados Unidos que sempre apoiaram o KLA que como organização terrorista que sempre foi foi recebia apoio da Al Qaeda e da CIA ao mesmo tempo. Carlton Meyer explica tudo na Sander's
Juntamente com o apoio frenético à Turquia para entrar na UE e aos incitamentos para que a Ucrãnia se junte à UE e ás chantagens para com a Rússia sobre mísseis , estamos perante a operação bizantina americana de fazer colidir os interesses estratégicos da Europa com os da Rússia para que se verifique tertium gaudet.
Juntamente com o apoio frenético à Turquia para entrar na UE e aos incitamentos para que a Ucrãnia se junte à UE e ás chantagens para com a Rússia sobre mísseis , estamos perante a operação bizantina americana de fazer colidir os interesses estratégicos da Europa com os da Rússia para que se verifique tertium gaudet.
27.2.08
No Brasil

Na semana de 3 a 7 de Março estarei em S. Paulo, por amável convite da É Realizações! de Edson Filho, e onde Olavo de Carvalho publica seus belos livros para proferir um Curso sobre Eric Voegelin e apresentar duas obras Hitler e os Alemães e Autobiografia.
Aqui deixo com o link da É! ( to on) o sumário desse meu Curso.
1. Uma nova história da filosofia política é necessária para ser um instrumento efetivo de libertação em face do clima de opinião dominante. Ademais, o estudo da teoria política tem capital importância para a educação cívica de cada comunidade nacional e das poliarquias em construção. Os conceitos de ordem política subjacente às democracias e que conferem sentido à existência pública e privada das pessoas encontram-se na história da teoria política ocidental que constitui uma realidade multicultural na qual se confrontam opções distintas.
A maior parte das histórias da teoria política não ensina que os conceitos políticos se baseiam na racionalidade da consciência; apenas os expõem enquanto idéias e fenômenos circunstanciais, dependentes do tempo, desprovidos de validade universal e só justificados pela “marcha da história” que culmina no presente. Fornecem uma perspectiva de desenvolvimento orgânico dessas idéias mas não desenvolvem os critérios teóricos necessários à análise da ordem e da desordem. A generalidade dessas histórias da teoria política revela um perfil anti-religioso e anti-humanista. Por exemplo, a época moderna é vista como um período culminante de libertação e desenvolvimento intelectual, de desenvolvimento de novas formas políticas e de renovação cultural. Esses progressos existem, mas a renovação de bases dessacralizadas também conduziu aos desastres contemporâneos de totalitarismos, fundamentalismos, genocídios, oligarquia financeira mundial, assalto ao estado burocrático, desenraizamento social e anomia. Quando tais desoladores aspectos da modernidade não são considerados, os textos implicitamente renegam a validade da avaliação realista da natureza humana que surge nas obras da tradição política clássica e cristã.
Será preciso contrariar estas fraquezas efetuando uma apreciação da nova ciência da política de Eric Voegelin, que contém as seguintes premissas:
1. A teoria política dirige-se à questão da ordem da humanidade. Através do desenvolvimento singular do homem ocidental, a teoria política é um modo de análise da realidade que interpela toda a ordem da humanidade. Como tal, os seus princípios não são relativos ao Ocidente mas são centrais para a ordem da ciência do homem enquanto homem.
2. O desenvolvimento da consciência humana de ordem tem uma história. A teoria política não é um mito. Se queremos compreender a natureza da teoria, devemos investigar a sua origem na oposição ao mito.
3. A Cristandade modificou a teoria política recebida da herança de Sócrates, Aristóteles e Platão. A teoria política clássica procurou responder a questões acerca da ética e da política colocadas pelos cidadãos das cidades-estado gregas. As suas respostas eram aplicáveis a gregos e a não-gregos no âmbito da pólis grega, mas não em impérios ecumênicos. A resposta clássica à questão “Qual o melhor modo de vida?” é ainda “a vida do justo”. E permanece válida a afirmação socrática de que a existência não vigilante não vale a pena ser vivida. Mas a existência numa sociedade não mítica, delineada pelas aquisições da filosofia clássica e da Cristandade é qualitativamente diferente. A teoria política é praticada por pessoas conscientes da sua humanidade universal; a justiça ou injustiça das suas vidas reflete normas, costumes e razão delineados pelas verdades teológicas de Israel e da Cristandade.
4. A razão e a crença são ambas de ordem racional, como expressa a máxima de Santo Agostinho “Credere ut inteligere”. Como Michael Polanyi argumentou, mesmo os cientistas progridem na sua tarefa confiando em princípios de conhecimento científico elaborados fora da sua especialidade. Dentro da sua especialização não progridem mediante a eliminação de todas as alternativas possíveis, mas de acordo com a crença tácita de que uma série de experiências trará melhores resultados do que outra.
Há um outro nível de racionalidade que sublinha a crença. Como afirmou Platão ao criar o conceito de teologia, as verdades teológicas são verdadeiras porquanto são racionais. A verdade da filosofia política clássica – o homem é responsável pelas suas ações, não os deuses – tem o seu correlato na verdade teológica de que Deus é transcendente, não é intra-cósmico. Com base neste princípio, Platão desenvolveu uma filosofia política que investiga racionalmente a relação entre as realidades humana e divina. Por seu turno, isto conduziu à formulação de verdades que seriam a pedra cimeira da legislação sobre a comunidade política “absolutamente melhor”: os deuses são a origem do que é bom, não do mal e não mudam de forma. A este começo teológico (ignorá-lo implica uma distorção da filosofia política platônica) acrescentaram-se as verdades teológicas de Israel e dos Evangelhos, e encontram um eco difuso nas religiões do que Karl Jaspers chamou de Era Axial. A experiência revelatória, embora simbolicamente distinta da experiência noética da teoria política clássica, é a experiência humana. Como tal é um aspecto da ordem política e deve ser considerada numa história da teoria política.
5. O desenvolvimento da teoria política moderna, apesar de evidenciar uma continuação das propriedades formais da filosofia política, representa uma ruptura com as simbolizações da ordem e da história presentes na Hélade, em Israel e no Cristianismo. Esta ruptura é visível em várias características da teoria moderna, entre as quais: a) pretensa irracionalidade da verdade revelada; b) dicotomia radical entre sujeito e objeto; c) prioridade do eu autônomo sobre a comunidade; d) tendência para a neutralidade ética; e) necessidade de uma religião civil para suplantar a teologia civil Cristã que perdeu autoridade; f) asserção unilateral dos direitos do homem contra o clássico direito da natureza e a lei natural Cristã; g) eclipse dos valores tradicionais. Na sua forma mais perniciosa, a teoria política moderna degrada-se totalmente na forma de ideologia.
6. A recuperação da teoria política esteve em curso no séc. XX como se depreende das novas filosofias da história (Bergson, Voegelin); da análise das origens religiosas da rebelião moderna (Arendt, Camus); da dimensão teológica da teoria política clássica (Jaeger); da recuperação do papel do mito nas civilizações pré-filosóficas (Frankfort, Eliade, Pessoa); do valor da teoria clássica e cuidadosa interpretação de textos (Strauss); e das dimensões tácitas da ciência (Polanyi, Lonergan).
A força principal deste trabalho reside no fato de que a investigação especializada, sobre o qual assenta, já está realizada. Falta agora orquestrar os materiais disponíveis num texto legível cujas intuições sejam partilhadas numa nova história da filosofia política. Como tal, este trabalho é um esforço de resistência às hipóteses e cenários dominantes de muita teoria política contemporânea, de “direita” e de “esquerda”. Escusado será dizer que tal empenho é raro e subverte as forças intelectuais corrosivas que dominam o clima presente de opinião, tais como o relativismo moral, o materialismo filosófico, a mentalidade de fim da história, as desconstruções pós-modernistas, o agnosticismo, o niilismo, o ativismo milenarista, as religiões new age, o poder pervasivo do dinheiro, etc.
Dias 5 e 6 de março de 2008 das 19h30 às 22h30
Local: Espaço Cultural É Realizações
Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo - SP
(próximo ao metrô Ana Rosa)
Inscrições e informações: (11) 5572-5363 ou eventos@erealizacoes.com.br
Valor: R$ 200,00
Docente: Prof. Dr. Mendo Castro Henriques
18.2.08
Mais um "projéctil" governamental

Os detalhes da construção da ponte Chelas-Barreiro nunca foram revelados publicamente pela RAVE ou pelo Ministério, para uma avaliação pelo cidadão. Tudo é feito por forma a tornar o processo num facto consumado. José Almada explica tudo no jornal on line Portugueses
12.2.08
3.2.08
Louvor em vez de cerimónias fúnebres

Agora que passou o momento fúnebre do 1 de Fevereiro, li isto em As Vicentinas de Bragança:
"À Monarquia devemos várias coisas: o não sermos Espanhóis, o, lentamente, termos desenvolvido aquela fronteira vital, que é a da Língua; a nossa maior epopeia, enquanto povo, os Descobrimentos, e, por fim, uma restauração da Independência, sobre a qual muito haveria a dizer, mas não hoje, e a implantação de uma Democracia Parlamentar que, mais coisa, menos coisa, é a irmã mais velha do sistema em que hoje vivemos, e convivemos."
Concordo. Em rigor, como escreveu o Paulo Bernardino, devia ter-se celebrado um Te Deum pelo que fizeram os reis vivos na memória, em vez de um Requiem apenas pelos assassinados no Terreiro do Paço.
1.2.08
Hoje estarei no Terreiro do Paço
1 de Fevereiro de 2008, um dia que é um ponto de partida. As numerosas expressões de insatisfação perante "cem anos sem rei" vindas dos mais diversos quadrantes e personalidades mostram um fervor que não é encomendado, e um propósito comum de reconciliar o país com os seus reis. Não se trata de restaurar mas de mostrar que o país só tem futuro desde que haja coisas que não têm preço.
Hoje estarei no Terreiro do Paço e contei aqui a minha história
Hoje estarei no Terreiro do Paço e contei aqui a minha história
26.1.08
O fim da América - 1
Sobre o papel futuro dos Estados Unidos, nada melhor que começar pelas palavras de MAnuel Antunes - agora reeditado pela mão de José Eduardo franco e da sua equipa - sobre The Quiet American: “Sátira do homem americano, idealista, e ingénuo cheio de boas intenções crente nas grandes palavras abstractas e nas grandes teorias livrescas que age - ou crê agir - por desinteresse mas que ao mesmo tempo vai fazendo o seu negociozinho; que se apresenta como portador de uma larga bondade generosa mas cujas empresas por falta de fundo sentido humano, redundam em verdadeiros desastres.” Escritas em 1967, estas palavras têm um sentido antecipador, à luz dos acontecimentos precipitados pelo 11 de Setembro de 2001. O “americano tranquilo”, e poderíamos dizer o “americano de exportação”, é o homem das ideologias vagas, dos slogans, das receitas gerais para males que são essencialmente particulares, da ausência do sentimento do trágico. A América confrontara-se com a tragédia histórica com a Guerra do Vietname e repetiu o facto com a Guerra do Iraque. O poder americano gosta de Guerras Asiáticas. Veremos porquê...
III - (Re)leituras: "On the Choice of Books", de Thomas Carlyle, por André Bandeira
Reler "On the Choice of Books", de Thomas Carlyle, a sua prelecção aos estudantes de Edimburgo, em Abril de 1866, quando foi eleito como Reitor, contra Disraeli.
No fundo, Carlyle só aconselha um livro,"The History of Reformation", de John Knox, o arauto do protestantismo escocês, e de quem a mulher do próprio Carlyle, Jane Welsh, era descendente. Enfim, a prelecção só nos faz lembrar o que já se sabe de Carlyle: a sua veracidade, a sua tempestade, as suas posições de Direita, a sua Esperança e também um pouco a sua súbita escuridão. O discurso é feito cinco anos antes da publicação de "The Descent of Man", em que Darwin assume aquilo que T.H. Huxley já tornara público, ou seja que todos descendemos "do macaco". Tirando as interpretações nesse largo laboratório em auto-gestão que é a "Natureza", Carlyle, no reino da Cultura, parece uma gesticulação de quem acha que não é justo que essa ferida aberta da nossa animalidade se não feche e nos venha finalmente a matar. Sempre em "minoria de um", incapaz de entabular um diálogo, infiel ao que dissera antes mas apenas porque o facto de o ter dito não lhe dava razão por isso, Carlyle era alguém que, se lhe vaticinassem quão difícil ia ser a sua Vida, nem por isso acreditaria em bruxas.
Acho que era um Homem realmente com pouca sorte mas que se atreveu, não por arrogância ou orgulho, a lutar com a má-sorte. Esse seu brilho escuro, no fim, nada tem de diabólico: é apenas o encolhimento final de quem vai morrer e, por isso, talvez seja o pouco de paz celeste que ainda existe na nossa animalidade. Reza a Enciclopédia Britânica que os amigos íntimos diziam ser Carlyle impotente. É possível...mas mais impotente é a Enciclopédia Britânica, porque Carlyle, sem braços, nadou com os ombros e o seu naufrágio foi uma bela oração ao Deus de Job, o Deus da Esperança.
No fundo, Carlyle só aconselha um livro,"The History of Reformation", de John Knox, o arauto do protestantismo escocês, e de quem a mulher do próprio Carlyle, Jane Welsh, era descendente. Enfim, a prelecção só nos faz lembrar o que já se sabe de Carlyle: a sua veracidade, a sua tempestade, as suas posições de Direita, a sua Esperança e também um pouco a sua súbita escuridão. O discurso é feito cinco anos antes da publicação de "The Descent of Man", em que Darwin assume aquilo que T.H. Huxley já tornara público, ou seja que todos descendemos "do macaco". Tirando as interpretações nesse largo laboratório em auto-gestão que é a "Natureza", Carlyle, no reino da Cultura, parece uma gesticulação de quem acha que não é justo que essa ferida aberta da nossa animalidade se não feche e nos venha finalmente a matar. Sempre em "minoria de um", incapaz de entabular um diálogo, infiel ao que dissera antes mas apenas porque o facto de o ter dito não lhe dava razão por isso, Carlyle era alguém que, se lhe vaticinassem quão difícil ia ser a sua Vida, nem por isso acreditaria em bruxas.
Acho que era um Homem realmente com pouca sorte mas que se atreveu, não por arrogância ou orgulho, a lutar com a má-sorte. Esse seu brilho escuro, no fim, nada tem de diabólico: é apenas o encolhimento final de quem vai morrer e, por isso, talvez seja o pouco de paz celeste que ainda existe na nossa animalidade. Reza a Enciclopédia Britânica que os amigos íntimos diziam ser Carlyle impotente. É possível...mas mais impotente é a Enciclopédia Britânica, porque Carlyle, sem braços, nadou com os ombros e o seu naufrágio foi uma bela oração ao Deus de Job, o Deus da Esperança.
22.1.08
Hoje leio Gilberto Freyre
Não significou, no caso brasileiro, o episódio de substituição da Monarquia pela República, em 89, repúdio absoluto do brasileiro ao regímen monárquico e sim a alguns dos seus característicos, entre os quais o abuso de centralização de poder, contra o qual vinham se acumulando, em numerosos brasileiros das diversas Províncias do Império, vítimas daquele abuso, ressentimentos seguidos por pendores descentralizadores ou, em têrmos políticos, federalistas. Era um abuso que poderia ter sido corrigido dentro do sistema monárquico de govêrno: a idéia, aliás, de Joaquim Nabuco: o Joaquim Nabuco naqueles dias mais revolucionário do que conservador, grande participante que fôra, de modo românticamente radical, da campanha abolicionista, também ela - essa campanha - antes expressão de um processo brasileiramente revolucionário, vindo de época pré-nacional do desenvolvimento social brasileiro, do que revolução específica no sentido convencionalmente patibular ou trágico de revolução.
( Mais em http://www.somosportugueses.com/mch/modules/icontent/index.php?page=753)
( Mais em http://www.somosportugueses.com/mch/modules/icontent/index.php?page=753)
20.1.08
Esperança --- Uma num milhão

Princesa Dona Isabel,
Mamãe disse que a senhora
Perdeu seu trono na terra,
Mas tem um mais lindo agora.
No céu está esse trono,
Que agora a senhora tem,
Que além de ser mais bonito
Ninguém lho tira, ninguém.
Cantiga popular brasileira a propósito de D. Isabel de Bragança que ao assinar a Lei nº. 3353, a Lei Áurea (lei de ouro), redimiu da responsabilidade de governantes dos povos português e brasileiro, que haviam escravizado os negros. Também redimia a história do Império brasileiro, cuja mancha negra fora sempre a ESCRAVIDÃO. Por fim, remia a todos os negros do Brasil, os que ainda se encontravam no cativeiro - cerca de 600 a 700 mil -, mas a todos, que passavam a CIDADÃOS BRASILEIROS.
18.1.08
Carta dirigida ao Jornal “Acção Socialista”
Com uma saudação ao Rui Monteiro aqui fica do Causa Monárquica
Carta dirigida ao Jornal “Acção Socialista”
No dia 1 de Fevereiro faz exactamente 100 anos que D.Carlos e seu filho foram brutalmente assassinados. Mais uma vez naturalmente que vem a questão de Regime ao de cima, Republica ou Monarquia. Contrariamente ao que se pensa em alguns sectores da sociedade, não é uma questão ideológica de esquerda ou direita. A questão de regime não tem cor política e nunca deve ser pensada dessa forma, existem militantes nossos que são simpatizantes tanto da Republica como outros são da Monarquia. Alguns podem advogar que à 100 anos não havia democracia e liberdade, tão profundamente errados estão. À 100 anos existia uma Monarquia Constitucional em Portugal : existia um Constituição que não proibia outros tipos de regime, existia um Governo, existia um Parlamento e existia um Chefe de Estado Legítimo. D.Carlos à luz da Constituição da altura era Legítimo porque tinha sido “Aclamado” ou votado pelos deputados da Câmara dos Pares ou Parlamento, nenhum Rei depois de D.Pedro IV podia pensar que sucedia automaticamente sem ser votado pelos deputados, inclusive os republicanos que tinham assento no Parlamento. Por comparação, hoje O Tratado de Lisboa vai a votos pelos deputados no Parlamento porque se acha que como os deputados representam o Povo Português a votação no Parlamento é Legítima. Se a a votação do Tratado é Legítima pelos Deputados não podemos pensar que todas as “Aclamações” de Reis na Monarquia Constitucional não eram legitimas, o instrumento era o mesmo o Parlamento.
As Monarquias Constitucionais funcionam em toda a Europa assim, não se deixa de ter países democratas e os cidadãos não se queixam de falta de Liberdade. Vantagens há muitas, ficamos com um Chefe de Estado Imparcial e independente de qualquer partido político podendo este ter coerência e autoridade moral já para não dizer política. Rei podia para além de ser votado pelo Parlamento ser também sufragado com um referendo a nível nacional da mesma forma como aconteceu em Espanha em 1978 quando a Constituição Monárquica Espanhola foi referendada, as Cortes têm o Poder de poder destituir um Chefe de Estado caso se ache que ele não desempenha condignamente as suas obrigações para com o País. Acima de tudo ficamos um Juiz Imparcial estável que nos permite ter a garantia de uma Governação justa, nunca se põe o problema “de um presidente um primeiro-ministro” da mesma cor política salvando a possibilidade de uma possível “ditadura” a balança fica equilibrada. Para além disto tudo o país ganha prestígio Internacional.
A Nação ou Pátria ( palavra que não tem cor política ) ou melhor entidade Nacional fica reforçada, a Coesão Nacional é uma vantagem com a Monarquia temos o exemplo recente de como o Rei da Bélgica conseguiu aguentar o país durante 6 meses sem ser possível constituir um governo. Outra das grandes vantagens que se verifica nos países monárquicos europeus é a popularidade dos Chefes de Estado onde a taxa de simpatia ultrapassa em quase todos 70%, quem não gostou da frase “porque não te calas ?” de D.Juan Carlos ? Segundo um estudo em Portugal 60% foram a favor, em Espanha foram muitos mais. Enquanto que o facto de haver abstenções de mais de 40% nas eleições presidenciais levanta algumas dúvidas quanto à simpatia dos chefes de estado, precisamos de estar todos a remar no mesmo sentido.
Verifica-se também que dos 27 países Europeus dos 10 primeiros 7 são monarquias, é inquestionável que estes países depois da 2ª Guerra conseguiram prosperar e mais uma vez a Democracia e Liberdade não foram postos em causa. Tem melhor qualidade de vida e economias fortes.
Segundo um estudo da Revista Visão de Outubro de 2007 a Monarquia fica mais barata : por comparação quando se gasta 16 milhões de euros anuais com a presidência portuguesa a Casa Real Espanhola gasta só 9 milhões de euros tendo como encargos a Família Real e a Conservação dos Monumentos e Propriedades da Coroa.
O Povo Português passados 100 anos do Regicídio e 97 da Revolução do 5 de Outubro ainda não foi chamado a dar a sua opinião sobre a “Questão de Regime”, podemos dizer que neste momento temos uma Democracia Saudável e como tal estamos numa boa altura para se fazer um Referendo. Sem esta questão ser respondida pelo Povo não podemos afirmar que temos uma Democracia plena.
O processo judicial levantado pelo Regicídio que ia a julgamento em Outubro de 1910 nunca foi julgado, os culpados nunca foram julgados. Independentemente de serem Rei e Príncipe Real, D.Carlos e D.Luis Filipe eram seres Humanos e nenhum Ideal Político tem a legitimidade de tirar a vida de quem quer que seja, senão a democracia e liberdade são postas em causa.
Obrigado pela atenção
Rui Alexandre Paiva Monteiro
Militante nº34045 do Partido Socialista pela Secção de Aveiro
Carta dirigida ao Jornal “Acção Socialista”
No dia 1 de Fevereiro faz exactamente 100 anos que D.Carlos e seu filho foram brutalmente assassinados. Mais uma vez naturalmente que vem a questão de Regime ao de cima, Republica ou Monarquia. Contrariamente ao que se pensa em alguns sectores da sociedade, não é uma questão ideológica de esquerda ou direita. A questão de regime não tem cor política e nunca deve ser pensada dessa forma, existem militantes nossos que são simpatizantes tanto da Republica como outros são da Monarquia. Alguns podem advogar que à 100 anos não havia democracia e liberdade, tão profundamente errados estão. À 100 anos existia uma Monarquia Constitucional em Portugal : existia um Constituição que não proibia outros tipos de regime, existia um Governo, existia um Parlamento e existia um Chefe de Estado Legítimo. D.Carlos à luz da Constituição da altura era Legítimo porque tinha sido “Aclamado” ou votado pelos deputados da Câmara dos Pares ou Parlamento, nenhum Rei depois de D.Pedro IV podia pensar que sucedia automaticamente sem ser votado pelos deputados, inclusive os republicanos que tinham assento no Parlamento. Por comparação, hoje O Tratado de Lisboa vai a votos pelos deputados no Parlamento porque se acha que como os deputados representam o Povo Português a votação no Parlamento é Legítima. Se a a votação do Tratado é Legítima pelos Deputados não podemos pensar que todas as “Aclamações” de Reis na Monarquia Constitucional não eram legitimas, o instrumento era o mesmo o Parlamento.
As Monarquias Constitucionais funcionam em toda a Europa assim, não se deixa de ter países democratas e os cidadãos não se queixam de falta de Liberdade. Vantagens há muitas, ficamos com um Chefe de Estado Imparcial e independente de qualquer partido político podendo este ter coerência e autoridade moral já para não dizer política. Rei podia para além de ser votado pelo Parlamento ser também sufragado com um referendo a nível nacional da mesma forma como aconteceu em Espanha em 1978 quando a Constituição Monárquica Espanhola foi referendada, as Cortes têm o Poder de poder destituir um Chefe de Estado caso se ache que ele não desempenha condignamente as suas obrigações para com o País. Acima de tudo ficamos um Juiz Imparcial estável que nos permite ter a garantia de uma Governação justa, nunca se põe o problema “de um presidente um primeiro-ministro” da mesma cor política salvando a possibilidade de uma possível “ditadura” a balança fica equilibrada. Para além disto tudo o país ganha prestígio Internacional.
A Nação ou Pátria ( palavra que não tem cor política ) ou melhor entidade Nacional fica reforçada, a Coesão Nacional é uma vantagem com a Monarquia temos o exemplo recente de como o Rei da Bélgica conseguiu aguentar o país durante 6 meses sem ser possível constituir um governo. Outra das grandes vantagens que se verifica nos países monárquicos europeus é a popularidade dos Chefes de Estado onde a taxa de simpatia ultrapassa em quase todos 70%, quem não gostou da frase “porque não te calas ?” de D.Juan Carlos ? Segundo um estudo em Portugal 60% foram a favor, em Espanha foram muitos mais. Enquanto que o facto de haver abstenções de mais de 40% nas eleições presidenciais levanta algumas dúvidas quanto à simpatia dos chefes de estado, precisamos de estar todos a remar no mesmo sentido.
Verifica-se também que dos 27 países Europeus dos 10 primeiros 7 são monarquias, é inquestionável que estes países depois da 2ª Guerra conseguiram prosperar e mais uma vez a Democracia e Liberdade não foram postos em causa. Tem melhor qualidade de vida e economias fortes.
Segundo um estudo da Revista Visão de Outubro de 2007 a Monarquia fica mais barata : por comparação quando se gasta 16 milhões de euros anuais com a presidência portuguesa a Casa Real Espanhola gasta só 9 milhões de euros tendo como encargos a Família Real e a Conservação dos Monumentos e Propriedades da Coroa.
O Povo Português passados 100 anos do Regicídio e 97 da Revolução do 5 de Outubro ainda não foi chamado a dar a sua opinião sobre a “Questão de Regime”, podemos dizer que neste momento temos uma Democracia Saudável e como tal estamos numa boa altura para se fazer um Referendo. Sem esta questão ser respondida pelo Povo não podemos afirmar que temos uma Democracia plena.
O processo judicial levantado pelo Regicídio que ia a julgamento em Outubro de 1910 nunca foi julgado, os culpados nunca foram julgados. Independentemente de serem Rei e Príncipe Real, D.Carlos e D.Luis Filipe eram seres Humanos e nenhum Ideal Político tem a legitimidade de tirar a vida de quem quer que seja, senão a democracia e liberdade são postas em causa.
Obrigado pela atenção
Rui Alexandre Paiva Monteiro
Militante nº34045 do Partido Socialista pela Secção de Aveiro
14.1.08
Vivemos em ...!
"COMO PODEM OS REPUBLICANOS DEFENDER A DEMOCRACIA SE ACABARAM COM ELA EM 1908?"
Com agradecimentos ao Luís BArreiros
Com agradecimentos ao Luís BArreiros
13.1.08
Oh Sr. Presidente...!
"Na sua mensagem de Ano Novo, no dia 1º. de Janeiro, o Presidente Cavaco Silva, entre
outras chamadas de atenção, referiu as desigualdades sociais que se têm aprofundado
no país nos últimos anos, salientando, no que toca a salários"
MAs.... quando começou a tendência?
11.1.08
Aterrar em Alcochete
O Governo aprovou o Campo de Tiro de Alcochete como localização do novo aeroporto internacional de Lisboa, ficando afastada a opção pela Ota. Foi a vitória do bom senso e do ordenamento. Mas não foi uma vitória dos governos. (...)
Também é preciso extrair consequências políticas de todo este processo. É patente que a Democracia é a decisão do Estado precedida por debate na sociedade ciil. A decisão por Alcochete foi boa porque, desta vez, o Estado não foi arrogante.
Mas agora vem o grande desafio do ordenamento. O desenvolvimento integrado do território que se estende desde o litoral alentejano a Espanha, pode começar pelo grande estaleiro de obras na Europa que será o NAL em Alcochete. É preciso apressar a ligação Lisboa Madrid em comboios de Alta Velocidade. É preciso assegurar a terceira travessia do Tejo pelo Montijo.
É preciso que a ligação ferroviária em Alta Velcidade com o Norte se faça pela margem esquerda do Tejo Mas está o Governo preparado para coordenar estas políticas sectoriais de transportes? Existe visão estratégica para perceber que o ordenamento está nas nossas mãos e não depende nem de Bruxelas nem de Washington? Poderemos continuar a ver aprovados quase clandestinamente programas como o PROT.AML, sem ponderarmos alternativas sobre a localização de grandes equipamentos estruturantes?
A escolha de Alcochete foi uma vitória do ordenamento. Agora faltam outras decisões críticas para as quais o país tem de continuar vigilante.
Leia aqui o artigo todo
Também é preciso extrair consequências políticas de todo este processo. É patente que a Democracia é a decisão do Estado precedida por debate na sociedade ciil. A decisão por Alcochete foi boa porque, desta vez, o Estado não foi arrogante.
Mas agora vem o grande desafio do ordenamento. O desenvolvimento integrado do território que se estende desde o litoral alentejano a Espanha, pode começar pelo grande estaleiro de obras na Europa que será o NAL em Alcochete. É preciso apressar a ligação Lisboa Madrid em comboios de Alta Velocidade. É preciso assegurar a terceira travessia do Tejo pelo Montijo.
É preciso que a ligação ferroviária em Alta Velcidade com o Norte se faça pela margem esquerda do Tejo Mas está o Governo preparado para coordenar estas políticas sectoriais de transportes? Existe visão estratégica para perceber que o ordenamento está nas nossas mãos e não depende nem de Bruxelas nem de Washington? Poderemos continuar a ver aprovados quase clandestinamente programas como o PROT.AML, sem ponderarmos alternativas sobre a localização de grandes equipamentos estruturantes?
A escolha de Alcochete foi uma vitória do ordenamento. Agora faltam outras decisões críticas para as quais o país tem de continuar vigilante.
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9.1.08
Nas vésperas da decisão do LNEC
8.1.08
Num quidnam novi?
Bravo, general Eanes!Na entrevista ao Expresso do passado dia 5 de Janeiro Ramalho Eanes, evidencia as vantagens da monarquia. O ex Presidente da República recorda um autor, Herrero de Miñón, para o qual "o monarca vitalicio e hereditário está melhor colocado que qualquer magistrado electivo para ser absolutamente neutral e independente", para estar acima de todas as segmentarizações politicas e ser garante da continuidade e unidade nacional, indispensável, esta até para manter os militares democraticamente nos quarteis» Num quidnam novi? perguntava Cícero
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