3.5.08

E não havia ninguém


Primeiro perseguiram os comunistas e eu nada disse - porque eu não era comunista.
Depois, perseguiram os socialistas e eu nada disse - porque não era socialista.
A seguir, perseguiram os sindicalistas e eu nada disse - porque não era sindicalista.
Depois perseguiram os judeus e eu nada disse - porque não era judeu.
Por fim perseguiram-me - e não havia ninguém para falar por mim. Martin Niemöller

5 comments:

Lucas de Nóbrega said...

Retrato de um Português típico :((( que vicejou a partir de 1908.

Primeiro calou-se com o assassínio do Rei, e não fez justiça
Depois calou-se com o advento da República, porque não era nem republicano nem monárquico
Depois calou-se com a chegada ao poder de um ditador, porque não era nem monárquico em comunista nem socialista
Depois calou-se com o 25 de Abril...





e agora está caladinho com o ditador já descrito como o iluminado idiota enquanto dão cabo do que resta de Lisboa e do País

mch said...

Tem razão, infelizmente, lucas de nóbrega, tem razão...
Propostas para mudar de vida ?

Lucas de Nóbrega said...

Não sou ninguém para estar a dizer o que se deve fazer: cada um tem que descobrir à sua maneira como é que ele próprio (himself) pode mudar de vida.
No cristianismo há uma expressão chamada metanóia, que designa a transformação profunda da personalidade, no fundo, a morte do velho homem (adâmico) e a ressurreição do novo homem - descrito por São Paulo como "o jovem, o aristocrata". Uma pessoa que sofreu um processo de metanóia concerteza está de vida mudada, e portanto tem alguma capacidade para ajudar um outro a mudar de vida.

Por outro lado, os Vedas falam do homem que realizou o em-si, ou o estado de Brahma-sem-segundo. E poderá ser considerado um homem também transmudado ou transmutado.

Na psicologia temos o processo do break-through em que se rompe a cortina dos condicionamentos e a pessoa é projectada para o gume vivo de uma nova percepção dos mundos, portanto, de uma nova consciência.

Há um sem fim de vias...a verdade é que com homens que não se mudaram, nada se muda, por melhores que sejam as intenções.

Luis Miguel da Fonseca Barrocas said...

De facto o Homem é assim; olha por si. Pelo outro, depois se vê: se o "vir".
Às vezes, o Homem não é assim; olha pelo outro. Olha por si, e vê-se.
Nunca o Homem foi assim: olha por si e pelo outro.
Será o Homem sempre assim?

Luís Barrocas

mch said...

Luís. uma boa síntese e com poesia