14.6.08

Um Não que é um Yeah!

Para além dos gostos e desgostos eurofóbicos e luso-porreiristas, registo um facto geopolítico: nunca o Departamento de Estado norte-americano aplaudiu um único aprofundamento europeu ! Mas em todo o momento insiste no alargamento (Turquia, Ucrânia, Geórgia). É quase o mesmo que dizer a alguém: coma à vontade, que não precisa fazer ginástica! Quanta gente na Irlanda se chama Bush, Kennedy e Clinton ???? (admito que Obama deve haver poucos)... A comunicação social inundada por Reuters e IP nem tem tempo para indicar isto. Acordem, que o mundo é global e complicado! O Não da Irlanda, por 110.00 votos, também é um Yeah americano...

3 comments:

Anonymous said...

Claro. Mas não se pode construir uma Europa assim. Os preciosos aliados nem são os irlandeses: são os dirigentes europeus. Esses é que parece que no fundo não querem. A não ser que os pobres coitados não saibam realmente mais do que isto.

Salvato da Cunha Monteiro said...

A UE está controlada pelos EUA. Durão foi nomeado depois de servir os Açores na bandeja para a intervenção iraquiana. A Turquia só tem 2% de zona europeia, o resto é Ásia. Incluir Israel na UE é uma aposta sionista clara.
Os bêbedos de irlandeses pelo menos tem coragem.

O Raio said...

A UE é 99% de propaganda e 1% de realizações...

De toda a propaganda da UE a mais demagógica é a de que a UE é necessária para conter os Estados Unidos e que estes estão preocupadissimos com a UE que os iria travar...

Para começar a UE é uma criação dos Estados Unidos, a UE é filha da CEE que por sua vez é filha do Plano Marshall.

Já estive muitas vezes nos EUA e nunca vi na TV americana nenhuma preocupação com a UE, antes pelo contrário, esta é sempre apresentada de modo muito favorável.

Quanto ao problema da Turquia o que acontece é que numa óptica de defesa da UE o interesse seria sempre o de integrar a Turquia. Rejeitar a Turquia seria um suicídio.

Por mim que acho a UE uma desgraça e que acho que o nosso país nunca se desenvolverá enquanto estiver sujeito à canga de Bruxelas, acho estas guerras positivas...