21.11.06

Alexander Litvinenko, by Globetrotter

Alexander Litvinenko is trying to survive in a hospital bed. He belonged to the elite former KGB secret agents and was an expert on terrorism and organized crime. He had a brilliant career and got very young to the rank of FSB colonel, while Putine was ascending to power, on promises to crack down on terrorism and organized crime. Litvinenko shifted sides, over a country which is keen in secret wars and he jumped to another country which is called to be democratic, but which proudly displays the license to kill of their secret agents, which has hidden Jack the Ripper and which did not calm us down about Diana, the Princess of Common People.

I believe he was sincerely trying to shed some light in the murder of Anna Politkovskaya. For an agent who shifted sides long after the Cold War was over, trying to trace back the murderers of Anna was a reason to give a reason to his life. I also believe that those who made a photo of him in the hospital bed, want to capitalize in cold wars.

May the Angels of Relief hold him. When a person such as Anna Politkovskaya is murdered, the country becomes personified in her. Russia is Anna Politkovskaya. Shame on those who hide in the shadow of this icon of Russia. And blessed be those ones who fall holding her flag.

Go, Angel, who fight in the veins of Alexander, against the angel of pain...

7 comments:

Gonçalo Pereira Coutinho said...
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Gonçalo Pereira Coutinho said...

Isto de viver no spy~world é uma espada de dois gumes. Agora a surprema espia, Lady Death, debruça~se sobre o espiâo envenenado com tálio radioactivo posto no sushi. (Vou ter que entrar com o meu detector de radiactividade nos meus favourite real jap restaurants, aqui em Londres? Onda light de pânico também light por aqui.)
Mas a história deste espião faz-me lembrar Portugal, que a meu ver, aqui à distância, sacudido o capote do patriotismo, é um país de espiões e de espias, doutorado em espianço prático e transcendental. Este sport já existia antes do pedofilista Pina Manique, antes da Inquisição salazarenta e da outra, a sério, com tenazes e carvão ao rubro, para arrancar bocaditos suculentos de inconsciente, consciente e subconsciente culposo à oposição, à dissidência.

Nâo estou assim tão certo que os Angels of Relief se ocupem em especial deste espião. Talvez tenha antes que passar pela barreira cerrada dos Lords of Karma, porque espiar a meu ver, sem me armar em Juíz Supremo, tenho lá feitio para isso, está longe de ser um pecadliho. Tem mais a ver com envy e jealousy, além de ser uma flagrante invasão da privacidade dos outros.

Pois eu talvez tenha um antigosto inato por spy novels, em livro e em acto. A primeira vez que tentei ler Le Carré ia caindo em coma. Correndo risco de vida mental, dei o benefício da dúvida, e lendo outro spy book de autor tão novel que nem me lembro, fiquei com uma alergia crónica até hoje. Talvez seja porque descobri que nasci num país de Arcadas Obscuras, de murmuração tensa, de segredos de Polichinelo e que não me apetece recordar tudo isso?

O anjo das veias de Alexandre é uma boa trouvaille. Aqui no meu bairro - Highgate - há mais Angels de Heroin dentro das veias. Anjos ou sisters?. os anjos são sempre sisters of mercy, pelo menos o padre O´Flanagh assim me tenta convencer, sem muito êxito, porque sou um bocado avesso às explicações angélicas.

Alfim, o espião parece-me Portugal deitado na cama, eternamente comatoso, expiando 500 ou mais anos de patologia espia. Porque isto das patologias voyeurs, mesmo remuneradas, acaba por sai bem caro. E talvez haja profissões menos remuneradas, mas como mais nobreza - depois de varrer a mente, varrer as ruas, por exemplo, coisa que em Portugal deixou de se fazer porque se deixou de olhar para o chão, de olhos fixos que se está, numa pura perda de carmim, nos olhos exangues do Angel of Sebastian que ficou despedeçado em Norte e Sul irreconciliáveis, até hoje.

E por hoje é tudo, que o meu Angel de Brighton, chama-me para os deveres angélicos de desfrutar uma cup of tea.

Os melhores cumprimentos,

GPC

Anonymous said...

Fools give you reasons, wise men never try... May all our Guardian Angels help him!

Anonymous said...

Sailor Girl,

Thanks for the push. Any man who's going through what that man is going to, hardly won't be redeemed...remember him in your prays. I'll do that.

Caro Gonçalo,

Partilho das suas dúvidas quanto à profissão. mAS ESTÁ NUM PAÍS onde gente extraordinária, aterrou numa fria madrugada em França e morreu sem falar para que a sua gente não fosse também exterminada. Alguns eram personagens bizarras. Só Deus sabe a quem bate à porta...

Globetrotter

Belzebu said...

Por vezes, o incómodo de ter opinião, é suficiente para que as reminiscências do stalinismo se façam sentir! A incómoda morte de Anna, explica tudo a todos e nada á justiça!

Saudações verdadeiramente infernais!

Gonçalo P.C. said...

Sailor Girl,

Our Guardian Angels can´t do the job of another Guardian Angel . it´s not team work, it´s not socialism. If that guy, Alexander, has a Guardian Angel, as it seems to me he has, why make a fool of Him?

About Fools. Fools are not so complete that they don´t keep some inner shine. They too have Guardian Angels, as well as Wise Men, Sailors and Henchmen.

Caro Globetrotter,

Sabe, sem ser um daqueles pacifistas inflamados, acho que há muito Herói Estúpido, que morre porque não passa de pau mandado, embora na hora final seja atravessado por todas aquelas rasgões de coragem e de cobardia que fazem um guerreiro, por vezes, e mesmo contra a sua vontade, tombar com um estranho brilho de fatalidade certa e pura nos olhos.

Sou veterano das nossas guerras, em que acreditei. Matei por uma ideia do Império e por herança familiar de dever e serviço â pátria. Fui condecorado algumas vezes.

Tudo isso para mim é ilusório, agora.
Passamos muito melhor sem heróis, a guerra verdadeira é interior, a exterior just a digression, pop music, business, vanitas. medalhas...

E passamos porque sâo experiências já feitas mil e uma vezes desde muito antes de Átila. Ou julga que Átila não era também um herói, que defendia também uma verdade?

O pior começa quando presumimos que a nossa verdade é a única, santa e sagrada e todas as outras se não falsas, são aproximações.

Lloyd George não tinha a idade de Sebastião, quando apiontou o dedo em direcção a França, e por isso nenhum dos sonhos dele. A gente daqui que foi para França foi devido aos santos interesses da City, que como sempre, financia as empresas guerreiras, para depois se seguirem as mais rendosas.
Guerra é investimento, desde há centenas de anos.

Anonymous said...

Caro Gonccalo,

Obrigado pelo seu comentário. Fico feliz por descrever o seu caminho e ter chegado a essa conclusão. Por outras vias hei-de lá chegar. Prefiro morrer com um ataque de coraccao ou roer-me uma outra coisa, enquanto luto por pagar uma promessa, mesmo que naao seja minha. Matei um gato, um dia, por maldade e a imagem do pobre bicho, que era ainda pequenito a estender-me a pata nunca me haa-de abandonar. Naao é por masoquismo, é para saber que tenho uma dívida a pagar e isso sempre me dá um bilhete de ida.Naao sei se mataria mas talvez tenha a sorte de vencer o sofrimento sem ter de o fazer. Aqui só chove, estou meio doente e nao sou propriamente feliz. Mesmo assim que lindo dia o meu! Talvez Livtinenko tivesse tentado justificar ter mudado de país e de bandeira, fazendo uma coisa bonita por alguém que morreu totalmente desamparada, Anna Politkovskaia. Naao conhecco muito os russos mas sei que saao pessoas muito sentimentais, como saao do frio, tentam arranjar este calor humano que ee, curiosamente um dos uultimos sinais dos naaufragos do geelo, uma sensaccaao de calor que os faz atee despir a roupa enregelada. Sei que a ele lhe foi dado primeiro o cavalo branco e ligeiro, investigar a corrupaccaao dos colegas em tempo em que esta florescia. Isso jaa senti eu, um pouco. Naao sou capaz de matar um gato mas jaa cheirei essa guerra moderna que nos suprime como quem rasga um jornal.
Prefiro acreditar, subir a montanha de Sísifo e depois dizer, Oh Deus que naao existes, dou-te hoje este palhacco que sou eu.

Globetrotter